ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSPUMC, NESTE SÁBADO 04/O7 AS 09h NA SEDE SOCIAL DO SINDSPUMC

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21 março, 2012

Mais de R$ 400 mi para reajuste a agentes comunitários


O Ministério da Saúde aumentou o incentivo financeiro que repassa mensalmente aos municípios, por meio do Piso da Atenção Básica (PAB) variável, para os 250.903 Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) que atuam na estratégia Saúde da Família. O reajuste é de 16,3%, retroativo ao último mês de janeiro, e eleva o valor do incentivo de R$ 750 para R$ 871. Para garantir este benefício, o investimento do ministério será de R$ 403 milhões por ano, recursos que poderão ser ainda maiores, uma vez que a quantidade de ACSs tem sido crescente.
Os Agentes Comunitários de Saúde são profissionais vinculados às Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Eles realizam ações individuais ou coletivas de prevenção a doenças e promoção de saúde por meio de ações educativas nos domicílios e na comunidade. Com o reajuste, o financiamento anual do Ministério da Saúde para a garantia do incentivo financeiro aos Agentes Comunitários de Saúde passa de R$ 2,5 bilhões para R$ 2,9 bilhões. “Essa previsão considera o número atual de ACSs no país (referente ao mês de fevereiro). Mas, com a expansão da cobertura do Saúde da Família, esse valor poderá chegar a R$ 500 milhões até o final deste ano”, explica o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães. Segundo ele, esses recursos são para remuneração direta dos agentes e pagamento de encargos trabalhistas.
Cada Agente Comunitário de saúde é responsável pelo acompanhamento de, no máximo, 150 famílias ou 750 pessoas. O acompanhamento do trabalho destes profissionais é feito por um enfermeiro da equipe da estratégia Saúde da Família, lotado na respectiva Unidade Básica de Saúde. O agente deve ser vinculado ao município, que deverá aderir à estratégia para receber o incentivo financeiro do governo federal.  “Atualmente, quase 97% das cidades contam com a atuação destes profissionais, o que representa uma cobertura de 122.555.622 brasileiros, ou seja, mais de 64% da população. A nossa intenção é estimular, cada vez mais, a adesão dos municípios pela importância do trabalho que os Agentes Comunitários de Saúde realizam”, acrescenta Helvécio Magalhães.
Para ser um ACS, é preciso que o profissional seja morador (há pelo menos dois anos) da área onde exercerá as atividades, saber ler e escrever, ter mais de 18 anos e disponibilidade de tempo integral para exercer a função de agente comunitário. O recrutamento destes profissionais deve se dar por meio de processo seletivo promovido pela município, com o acompanhamento da secretaria estadual de saúde.
SAÚDE DA FAMÍLIA – O Saúde da Família é a principal estratégia do Ministério da Saúde para reorientar o modelo de assistência à saúde da população a partir da Atenção Básica, que é a principal e mais próxima porta de entrada do SUS, capaz de resolver até 80% dos problemas de saúde das pessoas.
As equipes multidisciplinares que atuam na estratégia são formadas por médico, enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem e agentes comunitários de saúde para o desenvolvimento de ações de diagnóstico e orientação para o tratamento de doenças, promoção da saúde, prevenção de agravos e reabilitação dos pacientes.
Atualmente, o país conta com 32.498 equipes de Saúde da Família atuando em 5.288 municípios, o que representa um percentual de 95% de cobertura pelo Saúde da Família. A execução da estratégia é compartilhada pelos estados, Distrito Federal e municípios e coordenada pelo Ministério da Saúde.
Fonte: blog.saude.gov.br
Gilv@n Vi@n@

20 março, 2012

Senadores repercutem reportagem sobre propina em licitações do SUS

Uma reportagem que foi ao ar domingo no Fantástico, da TV Globo, repercutiu no Senado. A gravação mostrava representantes de empresas que pretendiam fornecer serviços e suprimentos para um hospital público do Rio de Janeiro prometendo propina ao jornalista, que se passava por gerente do hospital. Sem saber que estavam sendo filmados, eles disseram que fraudes são comuns nas compras feitas pelo sistema público de saúde. Até 20% do dinheiro público seria desviado em propinas. Alvaro Dias pediu uma CPI. Walter Pinheiro disse que as compras do SUS precisam ser divulgadas na internet. 

Fonte: senado.gov.br
Gilv@n Vi@n@

01 março, 2012

Comissão aprova política contra remédios falsos

A CCJ aprovou ontem o projeto de lei (PLS 162/11) que institui a Política Nacional de Combate à Pirataria de Produtos Submetidos à Vigilância Sanitária.
Reação de Humberto Costa (PT-PE) ao crescimento do comércio de medicamentos falsificados, a proposta recebeu parecer favorável de Anibal Diniz (PT-AC).
A iniciativa também combate a falsificação de alimentos, bebidas, suplementos alimentares, cosméticos, cigarros e materiais hospitalares e odontológicos.
Humberto Costa disse que apreensões de produtos falsos são feitas pelas vigilâncias sanitárias, pelas polícias Federal, Rodoviária e civil e pela Receita Federal. Para ele, a criação de uma política nacional facilitará a articulação entre esses órgãos.
O texto segue agora à CAS, onde será votado em caráter terminativo. 
Fonte: senado.gov.br
Gilv@n Vi@n@

13 fevereiro, 2012

Letra de médicos: Não dá para entender!

Médico com letra difícil de entender é algo que a maioria das pessoas conhece desde criança. Atribuições em excesso, pressa, grande número de pacientes a atender, costume, hábito podem até ser justificativas para uma má caligrafia, mas quando se trata de saúde não pode haver dúvidas, incertezas e equívocos. Ingerir um medicamento errado devido a não compreensão do que estava escrito na receita pode gerar sérios riscos. 
Receitas ilegíveis, escritas à mão com caligrafia ruim, podem gerar dúvidas em farmacêuticos e vendedores, provocando troca de nomes de medicamentos e consequentes efeitos indesejáveis
Apesar de haver legislação específica regulamentando a prescrição de receitas médicas, os abusos com a má caligrafia continuam. O Código de Ética Médica, em seu artigo 39, diz ser vedado ao médico "receitar ou atestar de forma secreta ou ilegível, assim como assinar em branco folhas e receituários, laudos, atestados ou quaisquer outros documentos médicos."
O não cumprimento dessa determinação, com possíveis danos à saúde do paciente, pode implicar em punições e multas. De acordo com Jeancarlo Fernandes, presidente do Conselho de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte (Cremern), qualquer pessoa que se sentir prejudicado por uma receita ilegível pode denunciar o profissional que a emitiu sem os devidos cuidados de clareza. O caso será investigado e medidas serão tomadas pela entidade.
Apesar de vários médicos ainda insistirem nos garranchos, há os que facilitam a vida do paciente digitando e imprimindo o receituário - afinal a tecnologia está aí para ser usada.
Para o presidente do Cremern, essa tradição, esse charme às avessas, da má caligrafia de grande parte dos médicos pode ter origem ainda na faculdade, quando se tem um conteúdo "gigantesco" a ser repassado e os alunos costumam copiar tudo no caderno, de forma apressada. "Com isso, eles não conseguem fazer uma letra perfeita e acabam transportando essa prática para a vida profissional.
Em alguns estados, a Vigilância Sanitária, responsável pela fiscalização dos médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde, tem multado médicos por descumprir a legislação. No Acre, a multa prevista pela falha é de até R$10 mil. Em Londrina,  Paraná, o órgão fiscalizador multou três médicos em R$2 mil, cada, pela prescrição de medicamentos e tratamentos em receitas ilegíveis. O Distrito Federal também possui sistema semelhante.
Mas escrever receitas com caligrafia ruim não é algo praticado apenas no Brasil. O Instituto de Medicina da Academia Nacional das Ciências realizou um estudo que revela ser a má caligrafia responsável pela morte de sete mil pessoas a cada ano nos Estados Unidos.
Se caligrafia do mÉdico não é boa, o correto é digitar e imprimir receita
Como a farmacopeia é bastante ampla e variada, possuindo inclusive muitos nomes semelhantes e fáceis de serem confundidos, ou o médico tem uma boa caligrafia ou então digita a receita.  A avaliação é do doutor em Ciências da Saúde, Jeancarlo Fernandes, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado Rio Grande do Norte (Cremern), ao avaliar o artigo nº 11 do Novo Código de Ética Médica, aprovado em abril de 2010.
"Se o médico não tem uma boa caligrafia, tem de lançar mão da digitação. Caso contrário os pacientes podem sofrer danos", alerta Jeancarlo Fernandes, informando ainda que, caso sinta-se prejudicado por ter comprado ou ingerido um medicamento errado devido à má caligrafia na receita, o paciente pode denunciar o médico ao Cremern. "É um tipo de comunicação que não pode haver equívoco."
Dúvidas e equívocos gerados por uma receita ilegível, com danos para o paciente, podem resultar em consequências para os médicos.  O presidente do Cremern esclarece que, havendo uma denúncia formal, é aberta uma sindicância - espécie de inquérito para apuração dos fatos e de culpa. Caso o médico seja considerado realmente culpado, é aberto um Processo Ético Profissional.
"No Rio Grande do Norte nunca houve isso. Não sei se há algo em tramitação. Mas condenação, não", afirma Jeancarlo Fernandes. "É imprescindível prescrever um fármaco de forma legível."
A recomendação do Cremern, de acordo com o seu titular, é que o médico escreva a receita sempre de forma legível ou digitada, além de assinar e colocar o carimbo do Conselho Regional.
NAS FARMÁCIAS
Na maioria das farmácias, a recomendação é não vender o medicamento ao cliente caso a receita não esteja completamente legível ou digitada. De acordo com a farmacêutica Milena Dantas, 27 anos, sempre chegam prescrições com a caligrafia ruim. Nesse caso, é solicitado ao cliente retornar ao médico para retificações. "Tentamos decifrar, mas só não vendemos quando realmente não entendemos. Muitas vezes, o paciente liga da farmácia mesmo para o médico", comenta Milena. Segundo ela, são poucas as receitas digitadas.
Já de acordo com a farmacêutica Shirley Adressa Freire, 28, não é frequente chegar receitas ilegíveis na farmácia onde trabalha. Lá também vale a recomendação de não vender nada em caso de dúvida e, sim, procurar o médico. "Não aconselhamos procurar outra farmácia, pois eles podem vender o medicamento errado. E isso é um risco!"
Dermatologista digita receitas há dez anos
Foi a partir de um curso de informática, realizado há dez anos, que o dermatologista Maurício Lisboa Nobre percebeu a utilidade do computador para o seu trabalho em consultório, principalmente para prescrever receitas legíveis e claras. Para ele, a principal vantagem é a grande segurança em evitar troca dos medicamentos prescritos, ou ainda evitar que o paciente use-os erroneamente por não ter entendido a letra do médico.
Maurício Lisboa acredita que, desse modo, a determinação do Novo Código de Ética Médica, além de trazer uma enorme segurança para o tratamento correto das doenças, traz grandes vantagens para o profissional médico. 
"Como dermatologista, uso muito a prescrição de fórmulas de manipulação, que muitas vezes contêm cinco ou mais componentes em um só medicamento, em concentrações individualizadas para cada caso", comenta Maurício. "Dessa forma, se um desses componentes for compreendido erradamente pelo farmacêutico ou se for usado em concentrações erradas, podemos ter sérios problemas com a fórmula, inclusive com efeitos contrários aos desejados."
Além da segurança, outra facilidade destacada pelo médico é  a praticidade em salvar as fórmulas e copiá-las para a receita sempre que decidir usá-las, ajustando apenas a concentração de algum componente.
"Outra vantagem é a facilidade de, após fazer a receita, poder copiá-la e colá-la para o prontuário eletrônico, evitando ter que escrever tudo novamente. No meu consultório, é frequente ouvir elogios dos pacientes por medicá-los dessa forma", diz o dermatologista. Geralmente, as observações elogiosas são acompanhadas de depoimentos sobre alguma experiência pessoal desagradável ou desastrosa em consequência de uma receita recebida de algum colega. 
Por Isaac Ribeiro - Repórter / TN
Gilv@n Vi@n@

01 janeiro, 2012

Novas coberturas de planos de saúde entram em vigor neste domingo

Cerca de 60 novos procedimentos farão parte da cobertura que planos de saúde devem oferecer ao consumidor

Plano de Saúde: novas coberturas
A partir de hoje, 1º de janeiro de 2012, entra em vigor a Resolução Normativa nº 262, que atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde com a ampliação da lista dos procedimentos e eventos em saúde que devem ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde. São cerca de 60 novos procedimentos entram em vigor. A medida vale para planos de saúde privados contratados a partir de 1º de janeiro de 1999.
Entre as principais novidades está a cobertura de 41 tipos de cirurgias por videolaparoscopia - técnica mais moderna, menos invasiva, que permite uma recuperação mais rápida do paciente - , substituindo de vez as cirurgias tradicionais feitas por via aberta.
A mais demandada foi a cirurgia de redução de estômago: a ANS recebeu um documento com 2 mil assinaturas pedindo a inclusão desse procedimento na lista das coberturas obrigatórias. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apontam que em 2009 foram feitas 45 mil cirurgias - 25% delas por meio do vídeo. Em 2010, das 60 mil operações, 35% foram por vídeo. Também foram incluídas na lista de cobertura de cirurgias por vídeo as de intestino e do aparelho digestivo.
Além disso, a ANS aumentou a cobertura de exames como o PET-Scan, um dos mais modernos de diagnóstico por imagem. A partir de amanhã, os planos terão de cobrir o PET-Scan para câncer de intestino, além de linfoma e câncer de pulmão. A ANS também alterou o número de consultas com nutricionistas, tornando ilimitado, por exemplo, os atendimentos para diabéticos que usam insulina. O novo rol também contempla sessões de oxigenoterapia para tratar pré diabético. E incluiu o implante bicoclear para pessoas com deficiências auditivas.
Outra novidade é a obrigatoriedade dos planos de pagar terapias imunológicas para pacientes com doenças reumatológicas. São terapias mais modernas, seguras, que causam menos efeitos colaterais e estancam o avanço da doença. Trata-se de um tratamento de alto custo que não é coberto pelo SUS.
Segundo Karla Coelho, gerente de atenção à saúde da ANS, a inclusão dos novos procedimentos ocorreu depois de uma série de reuniões com especialistas das áreas, operadoras de planos, prestadores de serviço e órgãos de defesa do consumidor. A agência lançou uma consulta pública no site e recebeu cerca de 8 mil demandas e sugestões que foram analisadas pelo grupo técnico. "Cerca de 70% das sugestões vinham de usuários que solicitavam a inclusão de novos procedimentos", diz Karla. Clique aqui para ter acesso à listagem completa dos novos procedimentos.
A revisão da lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde contou com a participação de um grupo técnico composto por representantes da Câmara de Saúde Suplementar, que inclui órgãos de defesa do consumidor, representantes de operadoras e de conselhos profissionais, entre outros.
Buscador
A ANS criou um buscador que permitirá ao usuário consultar as novas coberturas previstas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Acessando à pagina www.ans.gov.br, após informar o tipo de cobertura do plano, o interessado poderá buscar o procedimento que deseja e saber se faz parte da cobertura. Para facilitar a pesquisa, o buscador inclui a correspondência com a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) e sinônimos de diversos procedimentos em linguagem leiga.
Fonte: AE
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08 dezembro, 2011

Senado aprova regulamentação da Emenda 29 sem onerar União

Executivo evitou que o texto final obrigasse a União a investir 10% de sua receita na área

O Senado aprovou nesta quarta-feira a regulamentação da Emenda 29, que determina os gastos com saúde nos três níveis de governo, e após muito esforço, o Executivo evitou que o texto final obrigasse a União a investir 10% de sua receita na área. A oposição conseguiu votar em separado o dispositivo que criava a contribuição social para a saúde (CSS). O destaque que criava a CSS, uma espécie de nova CPMF, foi rejeitado em seguida.
Os senadores aprovaram a regulamentação por 70 votos a 1, e agora a matéria segue para a sanção da presidenta Dilma Rousseff.
Votação da Emenda 29 no Senado foi acertada entre governo e oposição nesta semana
Com a votação desse projeto, o caminho fica livre para que os senadores analisem a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2015 a Desvinculação de Receitas da União (DRU), mecanismo que permite o Executivo aplicar livremente 20 por cento do seu orçamento.
O projeto aprovado no Senado prevê que os Estados apliquem pelo menos 12% de suas receitas com saúde e os municípios ao menos 15%. Já a União fica obrigada a aplicar o mesmo valor que investiu no ano anterior corrigido pela variação do Produto Interno Bruto (PIB).
A regulamentação descreve ainda que tipo de gastos podem ser considerados para os percentuais previstos na lei, evitando, por exemplo, que investimentos em saneamento básico sejam computados como gastos em saúde.
Segundo a Frente Parlamentar da Saúde, formada por deputados e senadores, isso deve injetar cerca de 4 bilhões de reais no Sistema Único de Saúde (SUS) já em 2012.
(Reportagem de Jeferson Ribeiro)
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04 dezembro, 2011

Cai número de mortes por aids no Brasil; veja dados

Casos entre jovens homossexuais praticamente dobrou em 21 anos
Foto: Getty Images

Complicações geradas pela contaminação do vírus HIV matam 6,3 a cada 100 mil pessoas no Brasil e cerca de nove pessoas por dia em São Paulo - tornando-se a causa do maior número de mortes por doenças no Estado -, de acordo com informações do Ministério da Saúde e da coordenadora do Programa Estadual de DST/aids, Maria Clara Giannada. Os números ainda são altos, mas estão em queda: em 12 anos, a taxa de incidência da doença caiu 17%. Nesta quinta-feira (1) é celebrado o Dia Mundial de Combate à Aids, uma iniciativa da Organização Mundial de. Saúde (OMS), instituído em 1988 para mobilizar as pessoas no mundo todo na luta contra o HIV.
No sudeste, o número de casos - em relação a 100 mil pessoas - caiu de 19,2 em 2009 para 17,6 em 2010. No nordeste, a queda foi de 4,2, registrado em 2009, para 4 em 2010. Na região norte, foram notificados 21,9 casos em 2009, contra 20,6 no ano seguinte. No centro-oeste, o número de pacientes passou de 9,6 para 7,9. A região sul, onde a incidência da doença é a mais alta do País, houve redução de 29,8 para 28,8 no número de casos, no período de um ano.
"O Brasil segue a tendência mundial de redução de casos e óbitos ao longo dos anos. As pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença, graças ao acesso aos medicamentos", informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O País tem hoje ainda 630 mil portadores do vírus HIV, segundo o Ministério. O diagnóstico prévio e tratamentos descobertos são a chave para a diminuição dos casos de óbitos em massa quando a doença começou a atingir as primeiras pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, a doença matou 11.965 pessoas em 2010 no País e 241.500 desde 1980.
Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade - quando a transmissão ocorre da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno -, por exemplo, a taxa caiu 41%, entre 1998 e 2010. "A redução vertical, mesmo num período muito curto, já demonstrou um impacto positivo da ampliação do acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal", informou Jarbas Barbosa, secretário da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Jovens homossexuais
Na contramão da redução da mortalidade e dos casos de aids no Brasil, está o aumento da incidência da doença entre jovens homossexuais de 15 a 24 anos. Ao longo de 21 anos, o número de pacientes com este perfil praticamente dobrou, segundo o Ministério da Saúde. Em 1990, 25,2% dos homens nesta faixa etária estavam infectados; em 2010, a taxa passou para 46,4%. De acordo estimativas do Ministério da Saúde, a chance de um jovem gay estar infectado pelo HIV é cerca de 13 vezes maior em comparação com os jovens em geral.
"Estamos buscando entender os aspectos de vulnerabilidade dos jovens gays, e quando falamos neles, também temos que falar dos travestis. Temos uma preocupação específica com isso, com entender a vulnerabilidade desse setor. Achamos que para esse público não falta conhecimento: 95% deles sabem que a melhor forma de prevenir a aids HIV é a camisinha", informou o ministro Alexandre Padilha.
Com informações da Agência Brasil e EFE.
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21 outubro, 2011

SAÚDE » Brasil quer atrair indústrias de medicamentos para reduzir preços, diz ministro da Saúde


O governo brasileiro está fazendo esforços para atrair empresas de medicamentos, com objetivo de diminuir os custos para o sistema de saúde. A informação foi divulgada hoje (20) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante cerimônia em homenagem ao ex-vice-presidente José Alencar, realizada no Instituto Nacional do Câncer (Inca), que recebeu o nome do político mineiro, morto em março deste ano.
Só com o tratamento do câncer, que já representa a segunda causa de mortes no país, o Ministério da Saúde compromete 34% do orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) com medicamentos.
“Estamos querendo atrair cada vez mais empresas para produzir aqui no Brasil os novos tratamentos. Com isso a gente consegue reduzir o preço e pode ampliar o acesso a mais pessoas”, disse Padilha.
Segundo o ministro, existem diversas iniciativas sendo negociadas nesse sentido. “Temos 30 parcerias público-privadas em que o Ministério da Saúde entra com recursos e garantia de compra dos medicamentos, o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] entra com financiamento e as empresas privadas com o estímulo para a produção. Nós vamos ampliar ainda mais essas parcerias.”
Padilha citou a recente publicação de novas regras pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o registro de produtos biotecnológicos, medicamentos de última geração, tornando as regras mais claras e seguras para grupos farmacêuticos interessados em produzir no Brasil.
“Esta semana a Anvisa publicou a regra para registro de produtos biotecnológicos, que é a nova fronteira para o tratamento do câncer. A nova regra estimula as empresas internacionais a virem para o Brasil para registrarem esses produtos. O Ministério da Saúde apoia com recursos para financiar a construção da empresa e a compra dos medicamentos. E o BNDES apoia com financiamento como estímulo à empresa.”
Agência Brasil 
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08 outubro, 2011

Balão no estômago ajuda a emagrecer, mas não funciona sozinho

Para que o procedimento funcione a longo prazo é necessário ter acompanhamento de nutricionista, preparador físico e psicóloga
Com a proibição de inibidores de apetite derivados de anfetaminas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o controle maior sobre a sibutramina, outras alternativas para emagrecer devem ganhar destaque de agora em diante. Uma delas, em potencial, é o balão intragástrico que acaba de ser lançado pela empresa Allergan, o primeiro aprovado não só para obesos, mas também para quem está com sobrepeso (IMC - Índice de Massa Corporal a partir de 27). 
Mas médicos e o próprio fabricante avisam: o procedimento sozinho não opera milagres. “O balão é um facilitador. Para que o tratamento dê certo a longo prazo é necessário ter acompanhamento de nutricionista, preparador físico e psicóloga”, indica o médico José Affonso Sallet, membro da Sociedade Americana de Cirurgia e Endoscopia (Sages).
Sallet adverte que o tratamento multidisciplinar completo pode ter custo superior, mas afirma que os resultados são duradouros. A estimativa, segundo o médico, é de que o custo chegue a até R$ 10 mil. “Não indico o procedimento sem o tratamento completo para ninguém, pois o acompanhamento dos outros profissionais fazem a diferença no resultado final”, adverte ele.
As sessões com os profissionais devem ser realizadas assim que a decisão de colocar o balão é tomada, para se ter consciência das mudanças que virão depois do procedimento. É preciso modificar hábitos, ou a perda de peso fica limitada ao período em que o balão está no estômago - após seis meses é preciso retirá-lo. O indicado são duas consultas prévias com uma nutricionista e até três com uma psicóloga, mas cada caso é particular.
A nutricionista Margaretth Arruda, membro da Comissão das Especialidades Médicas Associadas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, destaca que a vantagem de um tratamento combinado é a adesão do paciente. “Com acompanhamento ele consegue perder hábitos alimentares errados e sente que não está sozinho nessa luta por perder peso”, explica ela.
Segundo a nutricionista, depois do balão colocado no estômago, o paciente deve passar uma semana em dieta líquida, para em seguida consumir alguns alimentos pastosos, mas só conseguirá voltar a uma dieta normal, com contagem de calorias, depois da 27ª semana.
O acompanhamento psicológico também contribui muito para quem coloca o balão intragástrico, especialmente os que comem por compulsão. “Com as sessões identificamos se o paciente come por compulsão, isto é, não consegue controlar e parar os impulsos de comer, qual é o grau de ansiedade e estresse que ele tem, pois tudo isso influencia também na alimentação”, explica Marilice Rubbo de Carvalho, psicóloga e especialista em comportamento cognitivo pela USP (Universidade de São Paulo).
A função da terapia no processo, de acordo com a psicóloga, é tirar alguns pensamentos distorcidos e crenças. “Muita gente pensa que pode compensar os fatos diários na comida; que só porque teve um dia ruim merece comer a mais”, exemplifica.
A psicóloga também ressalta que o autocontrole e a administração de tempo são aspectos trabalhados com os pacientes. “Se ele não sabe administrar o tempo que tem para preparar as receitas dadas pela nutricionista e praticar os exercícios na academia, ele não consegue seguir o tratamento da forma correta”, completa.
Contraindicações
O balão é inserido vazio no estômago do paciente por endoscopia, em ambiente hospitalar ou clínico, sob sedação. Ele é preenchido com um líquido azul, pois se o dispositivo por acaso estourar, a urina fica com a cor alterada e o usuário procura o médico. O procedimento dura em torno de 20 minutos e o paciente é liberado no mesmo dia.
Nas primeiras 72 horas os pacientes podem ter alguns efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, gases, cólicas ou algum desconforto abdominal.
O balão intragástrico não é indicado para portadores de doenças gástricas, pacientes que já se submeteram a cirurgias abdominais e gástricas, que tem cirrose hepática, anormalidades na estrutura do esôfago ou faringe e desordens psiquiátricas.
Fonte: noticias.uol.com.br
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06 outubro, 2011

Pesquisa indica que 97% dos brasileiros são contra CPMF

Levantamento do DataSenado com pessoas de todos os estados também fez avaliação geral sobre a qualidade da saúde pública e a importância da Casa para melhorar o setor 
Dos entrevistados, 58% não têm plano de saúde e 65% utilizam serviços da saúde pública 
 Há dinheiro para melhorar a saúde pública no país. O que falta é gestão mais eficiente. Essa é a opinião de 70% dos brasileiros, segundo pesquisa nacional do DataSenado, ligado à Secretaria Especial de Pesquisa e Opinião da Casa (veja ­infográficos).
Outros 26% defendem mais recursos para o setor e 4% não opinaram. Do universo pesquisado, somente 2,95% querem a criação de um novo imposto para financiar a saúde pública, como a extinta CPMF.
A pesquisa foi realizada de 16 de setembro a 3 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas com uma amostra de 1.290 pessoas de mais de 16 anos, de todos os estados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. E a resposta é estimulada. Ou seja: a cada pergunta, os entrevistados recebem opções dos pesquisadores e fazem uma escolha.
O levantamento foi motivado pelo debate em torno da Emenda 29, proposta que visa estabelecer percentuais mínimos de aplicação de recursos da União, estados e municípios na saúde.
A pesquisa também fez avaliação geral da saúde pública e da importância de projetos em tramitação no Senado relacionados à área.
Saúde - Outras Notícias
Região Norte é a mais satisfeita com saúde pública

População acredita que Senado pode ajudar muito

Plenário aprova reajuste de bolsa para médico-residente

Governistas e oposição confrontam argumentos

Paim: Outubro Rosa contra o câncer de mama

Agentes comunitários de saúde querem inclusão de piso salarial no Orçamento 2012

Frente cobra mais recursos para a saúde




Fonte: senado.gov.brGilv@n Vi@n@