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ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSPUMC, NESTE SÁBADO 04/O7 AS 09h NA SEDE SOCIAL DO SINDSPUMC
04 janeiro, 2014
Fechada a chapa Eduardo-Marina a sucessão presidencial
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Chapa Eduardo-Marina tira o sono de Dilma, Lula e Aécio |
A chapa dos sonhos do governador Eduardo Campos está praticamente consolidada, com ele próprio na cabeça, tendo como vice a ex-senadora e companheira de partido Marina Silva. O governador vinha acalentando a idéia de formar a chapa para agregar ao seu potencial os quase vinte milhões de votos que Marina teve na eleição presidencial de 2010, tornando-se um competidor temível para Dilma Rousseff, e, também, para desbancar o tucano Aécio da briga pelo direito de levar a eleição para o segundo turno. Marina Silva (PV) foi a terceira colocada no pleito de 2010, com 19.636.359 votos (19,33% do total).
No final das conversas entre Marina e Eduardo, ambos saíram bem da quebra de braço que ‘amigavelmente’ vinham mantendo dentro do partido. Marina fez prevalecer seu ponto de vista de a legenda não apoiar o tucano Geraldo Alckmin em São Paulo, enquanto Eduardo finalmente conseguiu convencê-la de figurar na sua chapa como candidata a vice-presidente.
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Abandono da educação causa êxodo escola no governo Rosalba
O governo do estado prevê mais uma queda de 20 mil matrículas na rede estadual de ensino. O número vem despencando ano a ano. Em 2010 eram mais de 500 mil alunos matriculados. Em 2013, esse número diminuiu para 300 mil estudantes. Agora a estimativa é que o número de matriculados fique em torno dos 280 mil.
A Coordenadora Geral do Sinte-RN, Fátima Cardoso, avalia que essa projeção para o ano letivo de 2014, é a prova do péssimo desempenho do governo Rosalba na educação.
Fátima explica que o Sinte-RN esperava medidas sérias e urgentes para resolver esses problemas, como por exemplo a contratação de novos professores, mas não foi isso o que aconteceu. “Em vez de ir no foco do problema o Governo anuncia um programa de informatização nas escolas. Mas uma medida apenas para servir de propaganda já que o normal é o governo instalar sistemas, fazer propaganda e abandona-los logo depois”, denuncia Fátima.
Pra a coordenadora do Sinte-RN, o Governo abandonou a escola pública seus alunos e profissionais por isso está acontecendo uma fuga em massa. “Precisamos nos unir para tirar a escola pública do colapso.” Ressalta Fátima.
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Educadores de diversos municípios amargam atrasos de salário
A direção do SINTE tem mantido uma luta permanente em várias prefeituras que não usam de transparência e atrasam o pagamento dos salários da categoria.
As justificativas dos prefeitos não são aceitas pela direção do SINTE e pela categoria, uma vez que não demonstram nenhuma vontade para cumprir as exigências para fazerem jus à verba complementar oferecida pelo Governo Federal.
A coordenadora geral do Sinte-RN, Fátima Cardoso cita como exemplos dessa irregularidade, as prefeituras de Campo Redondo, Pedro Velho e São Tomé. A direção do Sindicato tem solicitado bloqueios de recursos para que os salários não sejam negados.
“Estamos falando de verba alimentícia, que vem sido banalizada como se estivéssemos vivendo em regime de escravidão do trabalho. Chamamos a atenção do Ministério Público, para fazer com que as medidas solicitadas pelo SINTE sejam efetivadas.” Ressalta Fátima Cardoso.
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Papa Francisco quer padres fora da "zona de conforto" e cada vez mais próximos dos pobres
O papa Francisco disse a padres católicos que eles devem deixar a zona de conforto e trabalharem junto às pessoas que estão à margem da sociedade, caso contrário correriam o risco de se tornarem "ideólogos abstratos".
O jornal católico Civiltà Cattolica publicou nesta sexta-feira um texto exclusivo sobre um encontro privado de três horas que o Papa argentino teve em novembro com líderes das ordens de padres do mundo inteiro. O Papa disse que os padres precisavam ter "contato real com os pobres" e marginalizados.
"Isso é realmente muito importante para mim: a necessidade de se tornar conhecedor da realidade pela experiência, passar tempo andando pela periferia para realmente começar a conhecer a realidade e as experiências de vida das pessoas", disse o papa na reunião. "Sem isso, nós corremos o risco de nos tornarmos ideólogos abstratos ou fundamentalistas, o que não é saudável."
Francisco, que era conhecido como o "bispo das favelas" na Argentina por conta do seu trabalho entre os pobres, afirmou que estar junto com aqueles à margem da sociedade era "a forma mais concreta de imitar Jesus". Um comitê de oito cardeais ao redor do mundo que ele nomeou para aconselhá-lo sobre reformas na administração central do Vaticano, a Cúria, deve submeter as suas recomendações ao papa em fevereiro.
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Infecção em hospital cresce nos meses do verão, diz estudo
Deu na Folha de São Pulo...A incidência de algumas infecções hospitalares aumenta até 57% no verão, segundo estudo da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu, interior de SP.A pesquisa envolveu 5.000 exames de sangue de pacientes internados no HC de Botucatu com infecção sanguínea, geralmente associada ao uso de cateteres. Desses, 1.500 tinham infecções adquiridas dentro do hospital.
Após testes estatísticos, os pesquisadores identificaram que as bactérias gram-negativas, principais causadoras de infecção hospitalar, têm comportamento sazonal.No caso das bactérias do gênero Enterobacter, responsáveis por infecções respiratórias e urinárias, o aumento de casos foi de 57% entre outubro e março em relação ao período de abril a setembro.Já os casos de Acinetobacter baumannii, bactéria causadora de infecções graves e resistentes a antibióticos, tiveram crescimento de 41% no período mais quente.
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Pauta do STF terá temas polêmicos como o fim das doações de empresas para políticos
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O Supremo Tribunal Federal (STF) retornará aos trabalhos em 2014 com diversos temas pendentes de julgamento, como a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas; a proibição da publicação de biografias não autorizadas; e assuntos penais, como o julgamento do processo do mensalão mineiro, além dos últimos recursos da Ação Penal 470, o processo do mensalão.A informação é do jornal O Globo.
Após a primeira sessão do ano, no dia 3 de fevereiro, o ministro Teori Zavascki poderá liberar o voto-vista no julgamento sobre a proibição de doações de empresas privadas para as campanhas políticas no Supremo. No dia 12 de dezembro, o julgamento foi suspenso pelo pedido de vista de Zavascki. O placar está em 4 votos a favor do fim das doações. Faltam os votos de sete ministros.
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Governadora assina e publica no Diário Oficial exonerações do secretário e da sub do Turismo
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Faz tempo que Renato Fernandes pediu exoneração do cargo de secretário de Turismo do Rio Grande do Norte. Indicado pelo deputado federal João Maia, ele acompanha o rompimento do PR com o Governo Rosalba. A governadora Rosalba Ciarlini assinou o publicou a exoneração de Renato Fernandes somente no último dia de 2013.
A subsecretária do Turismo, Sânzia Ferreira Cavalcanti também teve sua exoneração a pedido, publicada no Diário Oficial do Estado. Rosalba ainda não definiu quem assumirá a pasta do Turismo.
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Ministério da Fazenda afirma que não elevará IPI da linha branca
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No último dia do ano, o Ministério da Fazenda anunciou que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os produtos da chamada linha branca -- geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos -- não será elevado no início de 2014. Segundo o governo, também não há expectativa de mudança nos próximos meses, de modo que as alíquotas atuais permanecem no atual patamar indefinidamente. O benefício só vale para os produtos com eficiência energética "A".
A tributação do IPI para geladeiras e refrigeradores vai permanecer em 10% no próximo ano. A alíquota era de 5% até o fim de janeiro deste ano, passando para 7,5% em fevereiro, 8,5% em julho e para 10% em outubro. A alíquota considerada original é de 15%. Para os tanquinhos, o IPI continua no atual patamar de 5% em 2014. O IPI de tanquinhos estava em zero no ano passado, subiu para 3,5% em fevereiro deste ano e, em julho passou para 4,5%, avançando para 5% em outubro. A tributação cheia é de 10%.
Para as máquinas de lavar, a alíquota atual é de 10% e já havia a informação do Ministério da Fazenda, divulgada em outubro, de que ela permaneceria neste patamar indefinidamente. Antes do início das reduções do IPI, a taxa das máquinas de lavar era de 20%. Já os fogões tiveram sua alíquota original, de 4%, retomada em outubro deste ano e assim vão permanecer, conforme o Ministério da Fazenda.
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Lei da Ficha Limpa será aplicada pela primeira vez em eleição presidencial
A Lei da Ficha Limpa vai completar quatro anos em 2014, quando, pela primeira vez, terá plena efetividade em uma eleição geral. Cercada de polêmicas e controvérsias quando criada, a legislação representa, agora, a proibição da candidatura de políticos que tenham sido condenados por órgão colegiado em processos criminais ou por improbidade administrativa, e daqueles que renunciaram ao cargo eletivo para escapar da cassação. Juristas ouvidos pelo Correio asseguram que não haverá brecha para os chamados fichas sujas nas eleições de outubro.
Fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o juiz Márlon Reis alerta que os partidos e os candidatos que tentarem driblar a norma, diferentemente de 2010, sairão frustrados das próximas eleições. Há quatro anos, dezenas de postulantes a cargos legislativos concorreram em situação sub judice, quando o registro não é concedido pela Justiça Eleitoral, mas o candidato insiste em disputar, mesmo sabendo que os votos poderão não ser contabilizados para efeito de resultado.
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Dilma aprovou menos emendas que Lula e FHC
Segundo levantamento do Estadão, a presidente Dilma Rousseff adotou como estratégia legislativa em seu governo a menor dependência possível da sua base aliada no Congresso Nacional. Ela deve terminar seu mandato como a mandatária que menos utilizou da maioria qualificada para aprovar grandes reformas constitucionais.
Desde que assumiu seu governo, foram aprovadas no Legislativo nove emendas constitucionais, número que não deve se alterar neste ano tendo em vista não haver nenhuma expectativa de que alguma outra seja apreciada até o final deste ano. O número é menor do que os antecessores. Em cada mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foram 14 emendas. Outras 35 foram chanceladas pelos congressistas na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sendo 16 no primeiro mandato e 19 no segundo.
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Cenário político do RN começa a se desenhar após convenções
Para Mardoni França, do Instituto Certus, e Paulo de Tarso Teixeira, do Instituto Consult, as pesquisas passam a retratar o cenário da eleição somente após finalizadas as convenções partidárias. Por enquanto, as análises são meras “prospecções” ou para apontar potenciais de possíveis candidatos. “Agora estamos medindo potencial eleitoral de cada uma dessas pessoas”, assinalou Paulo de Tarso.
Mardoni destacou que no momento não é possível apontar sequer um cenário. Mesmo porque as candidaturas ainda não estão postas. “Essas são pesquisas preliminares. Ainda não têm nenhum sentido. E publicar essas análises também não é interessante porque está tudo indefinido”, acrescentou. Eles também concordam quando o assunto é frustração no resultado das pesquisas.
“Ou é negligência ou falha em campo. Muitas vezes os entrevistadores não obedecem rigorosamente as orientações e atrapalham no resultado. É preciso ter cuidado com isso”, observou Mardoni. Paulo de Tarso acrescenta, além disso, o fato de uma análise ser coletada em um espaço de tempo distante do pleito. “Isso prejudica”, frisou.
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Correios prorroga as inscrições dos concursos de reportagem e fotografia
Os Correios prorrogaram até o dia 28 de fevereiro de 2014 as inscrições do 1º Concurso Nacional de Fotografia “Vá Mais longe” e do 1º Prêmio Correios de Jornalismo. Essas ações fazem parte da comemoração dos 350 anos do serviço postal no Brasil. O concurso de fotografia é aberto a toda a sociedade e irá selecionar 20 melhores trabalhos profissionais e amadores que retratem a atuação e relação dos Correios com a sociedade. As melhores fotografias receberão prêmios entre R$ 1 mil e R$ 10 mil.
Já o concurso de jornalismo busca reconhecer o trabalho da imprensa brasileira e irá premiar as reportagens de veículos nacionais e regionais que melhor contribuíram para a informação da sociedade sobre as atividades da ECT, nas mídias impressa, web, rádio, TV e fotojornalismo. As premiações vão de R$ 10 mil a R$ 15 mil, além do Grande Prêmio Correios de Jornalismo, de R$ 30 mil. Todos os trabalhos serão premiados no dia 20 de março de 2014. Os regulamentos completos dos dois concursos, além das fichas de inscrição, estão disponíveis na página dos Correios na internet.
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Procon/RN fiscalizará Planos de Saúde
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O Procon/RN dará início a uma série de fiscalizações a partir da próxima segunda-feira (06) nas empresas de Plano de Saúde do Rio Grande do Norte. O motivo é que entrou em vigor no dia 01/01 uma série de direitos dos consumidores. São 87 novos procedimentos. Dentre os mais importantes destaca-se a obrigatoriedade do plano pagar tratamento domiciliar para pessoas com câncer com direito a medicação oral e 50 novos exames para tratar a doença.
"São 37 novos medicamentos contra o câncer de alta geração que os planos serão obrigados a fornecer. Vamos fiscalizar muito de perto o cumprimento destas mudanças. Outro ponto importante é que os planos individuais e coletivos terão que aceitar agora consultas de nutricionistas e psicólogos", finalizou o coordenador geral do PROCON/RN, Ney Lopes Júnior.
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Femurn apresenta tabela aos prefeitos onde mostra disparidade entre despesas e receitas do FPM e ICMS
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A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) enviou aos prefeitos do Estado, uma tabela onde reporta a situação financeira das Prefeituras Municipais em 2013, fazendo-se a comparação com o mesmo período de 2012. Na base de dados, as receitas que entraram do ICMS e FPM.
De acordo com a tabela, constatada a desigualdade entre as receitas realizadas do FPM, em relação aos aumentos do salário mínimo e do piso do magistério. Os números apresentados, testificam uma situação desigual e preocupante, entre o arrecadado e o repassado pela união as Prefeituras, a chamada divisão do bolo tributário nacional. O quadro demonstra o quanto essa distribuição não é suficiente para que os gestores cumpram os compromissos, gerando um desequilíbrio financeiro.
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PR tomará decisão politica sobre 2014 junto com o PMDB
O nome do deputado João Maia vem sendo citado nos meios políticos como provável candidato a vice-governador numa composição política com o PMDB. Durante entrevista concedida a uma emissora de televisão da capital o parlamentar assim se posicionou ao ser questionado sobre o assunto: “O PMDB tem uma força muito grande nacionalmente e no Rio Grande do Norte. O PR também é um partido muito grande, com prefeituras em São Gonçalo, Ceará-Mirim, Rodolfo Fernandes, Tibau do Sul, Brejinho, Currais Novos. A gente tem uma aliança preferencial com o PMDB e como somos um partido forte e um partido de grupo, teremos que tomar uma decisão juntos”, disse João Maia ao Jornal de Hoje.
Sobre uma possível candidatura da governadora Rosalba Ciarlini à reeleição, o deputado João Maia considera “uma candidatura natural”, mas faz questionamentos devido segundo ele, “ao baixo nível de aprovação da atual gestão nas pesquisas de opinião pública”. João Maia diz não entender o fato, mesmo o Estado se encontrando com uma série de obras importantes em execução como o Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, Complexo Maria Lacerda, entre várias outras no interior do Rio Grande do Norte. “Rosalba é esforçada, trabalhadora, mas o seu governo não se encontra”, avalia o líder do PR.
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EUA desenvolvem supercomputador para quebrar senhas
A Agência de Segurança Nacional americana (NSA) trabalha para criar um computador quântico, máquina que seria capaz de acessar informações de qualquer computador conectado à internet. A informação foi divulgada pelo jornal ‘Washington Post’, a partir de documentos revelados pelo delator Edward Snowden. A NSA tem sido alvo de críticas por desenvolver métodos de espionagem de informações confidenciais de civis e estrangeiros na web.
A criação de um computador quântico operacional tem sido o objetivo de diversos esforços de grupos de cientistas ao redor do mundo. Ele teria diversas aplicações, como na resolução de problemas matemáticos e na criação de inteligência artificial, mas acredita-se que a NSA tenha interesse específico em quebrar códigos de senhas de acesso.
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Tropa de choque criada para conter protestos na Copa
Cerca de 10 mil pessoas integram a tropa de choque que foi formada pelo governo federal para apoiar as polícias militares nas sedes da Copa do Mundo durante o torneio. Eles terão o objetivo de conter os possíveis protestos violentos, enquanto o eventos estiver sendo realizado.
Eles serão compostos por PMs que integram a Força Nacional de Segurança Pública, segundo o diretor da unidade, coronel Alexandre Augusto Aragon. Estes novos membros da tropa de choque tiveram um aperfeiçoamento intensificado em 2013, logo após as manifestações em todo o Brasil, durante a Copa das Confederações.
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Um terço do planeta está obeso ou com sobrepeso, diz novo relatório
O número de pessoas obesas ou com excesso de peso no mundo em desenvolvimento quase quadruplicou de 250 a 904 milhões entre 1980 e 2008, de acordo com um estudo publicado este mês pelo Reino Unido.
Durante o mesmo período, índice de obesidade em países de alta renda aumentou 1,7 vezes.
Um terço de todos os adultos em todo o mundo – 1460000000 – está acima do peso ou obeso, diz o relatório do Instituto de Desenvolvimento Ultramarino. Mas, até 2008, haviam mais pessoas com sobrepeso e obesos nos países em desenvolvimento (904 milhões) do que nos países mais ricos (557 milhões).
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Índice oficial sugere queda de eficiência em ações da Polícia Federal
A produtividade da Polícia Federal caiu entre 2010 e 2012. Dados das 27 superintendências do país encaminhados à direção geral da instituição mostram que houve redução nas apreensões de cocaína e inquéritos concluídos nesse período.
E as informações foram publicadas em um boletim de serviço da PF em 3 de dezembro passado. O documento, que foi obtido pela Folha de São Paulo, circula apenas na rede interna da instituição.Nele, o diretor de investigação e combate ao crime organizado, delegado Oslain Santana, detalha estatísticas das superintendências entre 2008 e 2012, e traz a classificação no IPO (Índice de Produtividade Operacional).
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Candidatos já podem consultar em site as notas do Enem
Os 5 milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 já podem consultar seus resultados individuais a partir de hoje sábado, dia 4. A consulta é feita pelo site www.inep.gov.br.
A nota do Enem é a porta de entrada exclusiva para 171 mil vagas em instituições públicas de ensino superior, sobretudo federais, neste primeiro semestre. A inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que centraliza as vagas, abre na segunda-feira, dia 6. A inscrição ocorre pelo site sisu.mec.gov.br.
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Avanço do mar derruba parte do calçadão de praia de Macau
Uma parte do calçadão da praia de Camapum, localizada no município de Macau, na região da Costa Branca do Rio Grande do Norte, cedeu com o avanço do mar. De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Joadi Fonseca, a área está isolada e os reparos já começaram.
“A maré está muito forte e com o avanço uma parte da área de lazer que fica no final do calçadão cedeu. O mar atingiu uma das churrasqueiras do local que acabou cedendo”, disse Joadi Fonseca. Ele explicou que no final do ano foi realizado um serviço de reforço nas pedras de contenção do calçadão. “Graças a esse serviço o estrago não foi maior agora”, afirmou.
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Vagas para negros em concursos entre primeiros itens da pauta na Câmara
O projeto de lei (PL 6738/13) que reserva 20% das vagas em concursos públicos federais para negros e pardos pode ser uma das primeiras matérias analisadas pelos deputados federais quando retomarem as atividades no dia 2 de fevereiro. O texto foi um dos últimos aprovados antes do recesso de final de ano na Comissão de Direitos Humanos (CDH), mas ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário antes de seguir para o Senado.
Como o texto foi enviado pelo governo com urgência constitucional, o prazo para análise em cada Casa é 45 dias. Assim, o projeto de lei trancou a pauta da Câmara no dia 23 de dezembro sem sequer ter passado pelo crivo do último colegiado: a CCJ.
O objetivo do Executivo é garantir a reserva por dez anos. Mas a regra, sugerida pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), valerá apenas quando o texto for sancionado. Para isso, a proposta ainda precisa passar pela análise do Senado, que poderá alterar alguns itens.
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Henrique deixa de cumprir promessa que ia economizar R$ 24 milhões da Câmara dos Deputados
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A promessa do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de economizar cerca de R$ 24 milhões com a instalação de pontos biométricos na Casa chegou ao final do ano de 2013 sem previsão de ser cumprida. A matéria foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo. O anúncio do novo sistema de registro de frequência destinado aos servidores e funcionários com indicação política foi feito em março com objetivo de reduzir o impacto negativo junto à opinião pública com aumento realizado no mesmo período da verba de gabinete dos deputados e da criação de novas estruturas.
No caso do "cotão", como são chamados os benefícios dados aos deputados com passagens, telefonia, entre outros, o aumento foi de 12,7%, o que gerou um impacto de R$ 22,6 milhões. Já os projetos que criaram os novos órgãos e funções comissionadas representaram um desembolso de R$ 7 milhões em 2013 e de R$ 8,9 milhões em 2014.
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Episódio da confusão na Padaria Mercatto vai ganhar repercussão no Fantástico deste domingo
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A possível humilhação que passou um garçom da Padaria Mercatto, protagonizada pelo desembargador Dilermando Motta, parece que não será esquecida assim tão fácil.
E a defesa feita pelo empresário Alexandre Azevedo, o “Gordinho da Mercatto”, como ficou conhecido, também ainda rende elogios nas redes sociais. Pois o Brasil vai conhecer a recente confusão que marcou o final de 2013 no Rio Grande do Norte. O Fantástico da Rede Globo vai exibir o fato, neste domingo (05) em rede nacional.
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Bulimia nervosa, mais comum em mulheres, avança entre homens
Duas horas de ingestão descontrolada de alimentos e tentativas de eliminar a explosão de calorias o mais rápido possível. A combinação desses comportamentos caracteriza a bulimia nervosa. Comum em mulheres, o perigoso distúrbio acomete cada vez mais homens. Um estudo feito pelo Hospital Infantil de Boston (EUA) com 5.527 homens entre 12 e 18 anos mostrou que, em pelo menos um momento da investigação, que durou de 1999 a 2010, 31% dos entrevistados confessaram ter comportamentos bulímicos ou de compulsão alimentar, sem perda de controle.
O número pode ainda estar subestimado, já que o problema nem sempre é admitido ou percebido pelos pacientes. “Alguns disfarçam por muito tempo que estão com o problema e mostram-se felizes, mesmo estando passando por momentos desafiadores na vida. O resultado desse comportamento influi diretamente em uma fuga. Nesse caso, é comumente percebido o uso das drogas”, alerta a psiquiatra Carla Bicca. O mesmo estudo americano constatou que características parciais ou completas de bulimia elevam em 2,85% a probabilidade de um quadro depressivo, em 2,27% o risco de obesidade e em 1,62% a chance de uso de drogas.
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01 janeiro, 2014
Mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial da Paz
Hoje, 1º de janeiro, celebra-se o Dia Mundial da Paz. Segue, na íntegra, a primeira mensagem do papa Francisco para este dia e que aborda o tema "Fraternidade, fundamento e caminho para a paz.
MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO XLVII DIA MUNDIAL DA PAZ
1º DE JANEIRO DE 2014
FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ
1. Nesta minha primeira Mensagem para o Dia Mundial da Paz, desejo
formular a todos, indivíduos e povos, votos duma vida repleta de alegria e
esperança. Com efeito, no coração de cada homem e mulher, habita o anseio duma
vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à
comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas
irmãos que devemos acolher e abraçar.
Na realidade, a fraternidade é uma dimensão essencial do homem,
sendo ele um ser relacional. A consciência viva desta dimensão relacional
leva-nos a ver e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro
irmão; sem tal consciência, torna-se impossível a construção duma sociedade
justa, duma paz firme e duradoura. E convém desde já lembrar que a fraternidade
se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças sobretudo às
funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai
e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo
também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação,
deveria contagiar o mundo com o seu amor.
O número
sempre crescente de ligações e comunicações que envolvem o nosso planeta torna
mais palpável a consciência da unidade e partilha dum destino comum entre as
nações da terra. Assim, nos dinamismos da história – independentemente da
diversidade das etnias, das sociedades e das culturas –, vemos semeada a
vocação a formar uma comunidade feita de irmãos que se acolhem mutuamente e
cuidam uns dos outros. Contudo, ainda hoje, esta vocação é muitas vezes
contrastada e negada nos fatos, num mundo caracterizado pela «globalização da
indiferença» que lentamente nos faz «habituar» ao sofrimento alheio,
fechando-nos em nós mesmos.
Em muitas
partes do mundo, parece não conhecer tréguas a grave lesão dos direitos humanos
fundamentais, sobretudo dos direitos à vida e à liberdade de religião. Exemplo
preocupante disso mesmo é o dramático fenômeno do tráfico de seres humanos,
sobre cuja vida e desespero especulam pessoas sem escrúpulos. Às guerras feitas
de confrontos armados juntam-se guerras menos visíveis, mas não menos cruéis,
que se combatem nos campos econômico e financeiro com meios igualmente
demolidores de vidas, de famílias, de empresas.
A
globalização, como afirmou Bento XVI, torna-nos vizinhos, mas não nos faz
irmãos.[1] As inúmeras situações de desigualdade, pobreza e injustiça indicam
não só uma profunda carência de fraternidade, mas também a ausência duma
cultura de solidariedade. As novas ideologias, caracterizadas por generalizado
individualismo, egocentrismo e consumismo materialista, debilitam os laços
sociais, alimentando aquela mentalidade do «descartável» que induz ao desprezo
e abandono dos mais fracos, daqueles que são considerados «inúteis». Assim, a
convivência humana assemelha-se sempre mais a um mero do ut des pragmático e
egoísta.
Ao mesmo
tempo, resulta claramente que as próprias éticas contemporâneas se mostram
incapazes de produzir autênticos vínculos de fraternidade, porque uma
fraternidade privada da referência a um Pai comum como seu fundamento último
não consegue subsistir.[2] Uma verdadeira fraternidade entre os homens supõe e
exige uma paternidade transcendente. A partir do reconhecimento desta
paternidade, consolida-se a fraternidade entre os homens, ou seja, aquele
fazer-se «próximo» para cuidar do outro.
«Onde
está o teu irmão?» (Gn 4, 9)
2. Para
compreender melhor esta vocação do homem à fraternidade e para reconhecer de
forma mais adequada os obstáculos que se interpõem à sua realização e
identificar as vias para a superação dos mesmos, é fundamental deixar-se guiar
pelo conhecimento do desígnio de Deus, tal como se apresenta de forma egrégia
na Sagrada Escritura.
Segundo a
narração das origens, todos os homens provêm dos mesmos pais, de Adão e Eva,
casal criado por Deus à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26), do qual nascem
Caim e Abel. Na história desta família primigênia, lemos a origem da sociedade,
a evolução das relações entre as pessoas e os povos.
Abel é
pastor, Caim agricultor. A sua identidade profunda e, conjuntamente, a sua
vocação é ser irmãos, embora na diversidade da sua atividade e cultura, da sua
maneira de se relacionarem com Deus e com a criação. Mas o assassinato de Abel
por Caim atesta, tragicamente, a rejeição radical da vocação a ser irmãos. A
sua história (cf. Gn 4, 1-16) põe em evidência o difícil dever, a que todos os
homens são chamados, de viver juntos, cuidando uns dos outros. Caim, não
aceitando a predileção de Deus por Abel, que Lhe oferecia o melhor do seu
rebanho – «o Senhor olhou com agrado para Abel e para a sua oferta, mas não
olhou com agrado para Caim nem para a sua oferta» (Gn 4, 4-5) –, mata Abel por
inveja. Desta forma, recusa reconhecer-se irmão, relacionar-se positivamente
com ele, viver diante de Deus, assumindo as suas responsabilidades de cuidar e
proteger o outro. À pergunta com que Deus interpela Caim – «onde está o teu
irmão?» –, pedindo-lhe contas da sua ação, responde: «Não sei dele. Sou,
porventura, guarda do meu irmão?» (Gn 4, 9). Depois – diz-nos o livro do
Gênesis –, «Caim afastou-se da presença do Senhor» (4, 16).
É preciso
interrogar-se sobre os motivos profundos que induziram Caim a ignorar o vínculo
de fraternidade e, simultaneamente, o vínculo de reciprocidade e comunhão que o
ligavam ao seu irmão Abel. O próprio Deus denuncia e censura a Caim a sua
contiguidade com o mal: «o pecado deitar-se-á à tua porta» (Gn 4, 7). Mas Caim recusa
opor-se ao mal, e decide igualmente «lançar-se sobre o irmão» (Gn 4, 8),
desprezando o projeto de Deus. Deste modo, frustra a sua vocação original para
ser filho de Deus e viver a fraternidade.
A
narração de Caim e Abel ensina que a humanidade traz inscrita em si mesma uma
vocação à fraternidade, mas também a possibilidade dramática da sua traição.
Disso mesmo dá testemunho o egoísmo diário, que está na base de muitas guerras
e injustiças: na realidade, muitos homens e mulheres morrem pela mão de irmãos
e irmãs que não sabem reconhecer-se como tais, isto é, como seres feitos para a
reciprocidade, a comunhão e a doação.
«E vós
sois todos irmãos» (Mt 23, 8)
3. Surge
espontaneamente a pergunta: poderão um dia os homens e as mulheres deste mundo
corresponder plenamente ao anseio de fraternidade, gravado neles por Deus Pai?
Conseguirão, meramente com as suas forças, vencer a indiferença, o egoísmo e o
ódio, aceitar as legítimas diferenças que caracterizam os irmãos e as irmãs?
Parafraseando
as palavras do Senhor Jesus, poderemos sintetizar assim a resposta que Ele nos
dá: dado que há um só Pai, que é Deus, vós sois todos irmãos (cf. Mt 23, 8-9).
A raiz da fraternidade está contida na paternidade de Deus. Não se trata de uma
paternidade genérica, indistinta e historicamente ineficaz, mas do amor
pessoal, solícito e extraordinariamente concreto de Deus por cada um dos homens
(cf. Mt 6, 25-30). Trata-se, por conseguinte, de uma paternidade eficazmente
geradora de fraternidade, porque o amor de Deus, quando é acolhido, torna-se no
mais admirável agente de transformação da vida e das relações com o outro,
abrindo os seres humanos à solidariedade e à partilha ativa.
Em
particular, a fraternidade humana foi regenerada em e por Jesus Cristo, com a
sua morte e ressurreição. A cruz é o «lugar» definitivo de fundação da
fraternidade que os homens, por si sós, não são capazes de gerar. Jesus Cristo,
que assumiu a natureza humana para a redimir, amando o Pai até à morte e morte
de cruz (cf. Fl 2, 8), por meio da sua ressurreição constitui-nos como
humanidade nova, em plena comunhão com a vontade de Deus, com o seu projeto,
que inclui a realização plena da vocação à fraternidade.
Jesus
retoma o projeto inicial do Pai, reconhecendo-Lhe a primazia sobre todas as
coisas. Mas Cristo, com o seu abandono até à morte por amor do Pai, torna-Se
princípio novo e definitivo de todos nós, chamados a reconhecer-nos n’Ele como
irmãos, porque filhos do mesmo Pai. Ele é a própria Aliança, o espaço pessoal
da reconciliação do homem com Deus e dos irmãos entre si. Na morte de Jesus na
cruz, ficou superada também a separação entre os povos, entre o povo da Aliança
e o povo dos Gentios, privado de esperança porque permanecera até então alheio
aos pactos da Promessa. Como se lê na Carta aos Efésios, Jesus Cristo é Aquele
que reconcilia em Si todos os homens. Ele é a paz, porque, dos dois povos, fez
um só, derrubando o muro de separação que os dividia, ou seja, a inimizade.
Criou em Si mesmo um só povo, um só homem novo, uma só humanidade nova (cf. 2,14-16).
Quem
aceita a vida de Cristo e vive n’Ele, reconhece Deus como Pai e a Ele Se
entrega totalmente, amando-O acima de todas as coisas. O homem reconciliado vê,
em Deus, o Pai de todos e, consequentemente, é solicitado a viver uma
fraternidade aberta a todos. Em Cristo, o outro é acolhido e amado como filho
ou filha de Deus, como irmão ou irmã, e não como um estranho, menos ainda como
um antagonista ou até um inimigo. Na família de Deus, onde todos são filhos dum
mesmo Pai e, porque enxertados em Cristo, filhos no Filho, não há «vidas
descartáveis». Todos gozam de igual e inviolável dignidade; todos são amados
por Deus, todos foram resgatados pelo sangue de Cristo, que morreu na cruz e
ressuscitou por cada um. Esta é a razão pela qual não se pode ficar indiferente
perante a sorte dos irmãos.
A
fraternidade, fundamento e caminho para a paz
4.
Suposto isto, é fácil compreender que a fraternidade é fundamento e caminho
para a paz. As Encíclicas sociais dos meus Predecessores oferecem uma ajuda
valiosa neste sentido. Basta ver as definições de paz da Populorum progressio,
de Paulo VI, ou da Sollicitudo rei socialis, de João Paulo II. Da primeira,
apreendemos que o desenvolvimento integral dos povos é o novo nome da paz[3] e,
da segunda, que a paz é opus solidaritatis, fruto da solidariedade.[4]
Paulo VI
afirma que tanto as pessoas como as nações se devem encontrar num espírito de
fraternidade. E explica: «Nesta compreensão e amizade mútuas, nesta comunhão
sagrada, devemos (...) trabalhar juntos para construir o futuro comum da
humanidade».[5] Este dever recai primariamente sobre os mais favorecidos. As
suas obrigações radicam-se na fraternidade humana e sobrenatural,
apresentando-se sob um tríplice aspecto: o dever de solidariedade, que exige
que as nações ricas ajudem as menos avançadas; o dever de justiça social, que
requer a reformulação em termos mais corretos das relações defeituosas entre
povos fortes e povos fracos; o dever de caridade universal, que implica a
promoção de um mundo mais humano para todos, um mundo onde todos tenham
qualquer coisa a dar e a receber, sem que o progresso de uns seja obstáculo ao
desenvolvimento dos outros.[6]
Ora, da
mesma forma que se considera a paz como opus solidarietatis, é impossível não
pensar que o seu fundamento principal seja a fraternidade. A paz, afirma João
Paulo II, é um bem indivisível: ou é bem de todos, ou não o é de ninguém. Na
realidade, a paz só pode ser conquistada e usufruída como melhor qualidade de
vida e como desenvolvimento mais humano e sustentável, se estiver viva, em
todos, «a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum».[7]
Isto implica não deixar-se guiar pela «avidez do lucro» e pela «sede do poder».
É preciso estar pronto a «“perder-se” em benefício do próximo em vez de o
explorar, e a “servi-lo” em vez de o oprimir para proveito próprio (...). O
“outro” – pessoa, povo ou nação – [não deve ser visto] como um instrumento
qualquer, de que se explora, a baixo preço, a capacidade de trabalhar e a
resistência física, para o abandonar quando já não serve; mas sim como um nosso
“semelhante”, um “auxílio”».[8]
A
solidariedade cristã pressupõe que o próximo seja amado não só como «um ser
humano com os seus direitos e a sua igualdade fundamental em relação a todos os
demais, mas [como] a imagem viva de Deus Pai, resgatada pelo sangue de Jesus
Cristo e tornada objecto da ação permanente do Espírito Santo»,[9] como um
irmão. «Então a consciência da paternidade comum de Deus, da fraternidade de
todos os homens em Cristo, “filhos no Filho”, e da presença e da ação
vivificante do Espírito Santo conferirá – lembra João Paulo II – ao nosso olhar
sobre o mundo como que um novo critério para o interpretar»,[10] para o
transformar.
A
fraternidade, premissa para vencer a pobreza
5. Na
Caritas in veritate, o meu Predecessor lembrava ao mundo que uma causa
importante da pobreza é a falta de fraternidade entre os povos e entre os
homens.[11] Em muitas sociedades, sentimos uma profunda pobreza relacional,
devido à carência de sólidas relações familiares e comunitárias; assistimos,
preocupados, ao crescimento de diferentes tipos de carências, marginalização,
solidão e de várias formas de dependência patológica. Uma tal pobreza só pode
ser superada através da redescoberta e valorização de relações fraternas no
seio das famílias e das comunidades, através da partilha das alegrias e tristezas,
das dificuldades e sucessos presentes na vida das pessoas.
Além
disso, se por um lado se verifica uma redução da pobreza absoluta, por outro
não podemos deixar de reconhecer um grave aumento da pobreza relativa, isto é,
de desigualdades entre pessoas e grupos que convivem numa região específica ou
num determinado contexto histórico-cultural. Neste sentido, servem políticas
eficazes que promovam o princípio da fraternidade, garantindo às pessoas –
iguais na sua dignidade e nos seus direitos fundamentais – acesso aos
«capitais», aos serviços, aos recursos educativos, sanitários e tecnológicos,
para que cada uma delas tenha oportunidade de exprimir e realizar o seu projeto
de vida e possa desenvolver-se plenamente como pessoa.
Reconhece-se
haver necessidade também de políticas que sirvam para atenuar a excessiva
desigualdade de rendimento. Não devemos esquecer o ensinamento da Igreja sobre
a chamada hipoteca social, segundo a qual, se é lícito – como diz São Tomás de
Aquino – e mesmo necessário que «o homem tenha a propriedade dos bens»,[12]
quanto ao uso, porém, «não deve considerar as coisas exteriores que
legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de
que possam beneficiar não só a si mas também aos outros».[13]
Por último,
há uma forma de promover a fraternidade – e, assim, vencer a pobreza – que deve
estar na base de todas as outras. É o desapego vivido por quem escolhe estilos
de vida sóbrios e essenciais, por quem, partilhando as suas riquezas, consegue
assim experimentar a comunhão fraterna com os outros. Isto é fundamental, para
seguir Jesus Cristo e ser verdadeiramente cristão. É o caso não só das pessoas
consagradas que professam voto de pobreza, mas também de muitas famílias e
tantos cidadãos responsáveis que acreditam firmemente que a relação fraterna
com o próximo constitua o bem mais precioso.
A
redescoberta da fraternidade na economia
6. As
graves crises financeiras e económicas dos nossos dias – que têm a sua origem
no progressivo afastamento do homem de Deus e do próximo, com a ambição
desmedida de bens materiais, por um lado, e o empobrecimento das relações
interpessoais e comunitárias, por outro – impeliram muitas pessoas a buscar o
bem-estar, a felicidade e a segurança no consumo e no lucro fora de toda a
lógica duma economia saudável. Já, em 1979, o Papa João Paulo II alertava para
a existência de «um real e perceptível perigo de que, enquanto progride
enormemente o domínio do homem sobre o mundo das coisas, ele perca os fios
essenciais deste seu domínio e, de diversas maneiras, submeta a elas a sua
humanidade, e ele próprio se torne objecto de multiforme manipulação, se bem
que muitas vezes não diretamente perceptível; manipulação através de toda a
organização da vida comunitária, mediante o sistema de produção e por meio de
pressões dos meios de comunicação social».[14]
As
sucessivas crises económicas devem levar a repensar adequadamente os modelos de
desenvolvimento econômico e a mudar os estilos de vida. A crise atual, com
pesadas consequências na vida das pessoas, pode ser também uma ocasião propícia
para recuperar as virtudes da prudência, temperança, justiça e fortaleza. Elas
podem ajudar-nos a superar os momentos difíceis e a redescobrir os laços
fraternos que nos unem uns aos outros, com a confiança profunda de que o homem
tem necessidade e é capaz de algo mais do que a maximização do próprio lucro
individual. As referidas virtudes são necessárias sobretudo para construir e
manter uma sociedade à medida da dignidade humana.
A
fraternidade extingue a guerra
7. Ao
longo do ano que termina, muitos irmãos e irmãs nossos continuaram a viver a
experiência dilacerante da guerra, que constitui uma grave e profunda ferida
infligida à fraternidade.
Há muitos
conflitos que se consumam na indiferença geral. A todos aqueles que vivem em
terras onde as armas impõem terror e destruição, asseguro a minha solidariedade
pessoal e a de toda a Igreja. Esta última tem por missão levar o amor de Cristo
também às vítimas indefesas das guerras esquecidas, através da oração pela paz,
do serviço aos feridos, aos famintos, aos refugiados, aos deslocados e a
quantos vivem no terror. De igual modo a Igreja levanta a sua voz para fazer
chegar aos responsáveis o grito de dor desta humanidade atribulada e fazer
cessar, juntamente com as hostilidades, todo o abuso e violação dos direitos
fundamentais do homem.[15]
Por este
motivo, desejo dirigir um forte apelo a quantos semeiam violência e morte, com
as armas: naquele que hoje considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o
vosso irmão e detende a vossa mão! Renunciai à via das armas e ide ao encontro
do outro com o diálogo, o perdão e a reconciliação para reconstruir a justiça,
a confiança e esperança ao vosso redor! «Nesta óptica, torna-se claro que, na
vida dos povos, os conflitos armados constituem sempre a deliberada negação de
qualquer concórdia internacional possível, originando divisões profundas e
dilacerantes feridas que necessitam de muitos anos para se curarem. As guerras
constituem a rejeição prática de se comprometer para alcançar aquelas grandes
metas econômicas e sociais que a comunidade internacional estabeleceu».[16]
Mas,
enquanto houver em circulação uma quantidade tão grande como a atual de
armamentos, poder-se-á sempre encontrar novos pretextos para iniciar as hostilidades.
Por isso, faço meu o apelo lançado pelos meus Predecessores a favor da
não-proliferação das armas e do desarmamento por parte de todos, a começar pelo
desarmamento nuclear e químico.
Não
podemos, porém, deixar de constatar que os acordos internacionais e as leis
nacionais, embora sendo necessários e altamente desejáveis, por si sós não
bastam para preservar a humanidade do risco de conflitos armados. É precisa uma
conversão do coração que permita a cada um reconhecer no outro um irmão do qual
cuidar e com o qual trabalhar para, juntos, construírem uma vida em plenitude
para todos. Este é o espírito que anima muitas das iniciativas da sociedade
civil, incluindo as organizações religiosas, a favor da paz. Espero que o
compromisso diário de todos continue a dar fruto e que se possa chegar também à
efetiva aplicação, no direito internacional, do direito à paz como direito
humano fundamental, pressuposto necessário para o exercício de todos os outros
direitos.
A
corrupção e o crime organizado contrastam a fraternidade
8. O
horizonte da fraternidade apela ao crescimento em plenitude de todo o homem e
mulher. As justas ambições duma pessoa, sobretudo se jovem, não devem ser
frustradas nem lesadas; não se lhe deve roubar a esperança de podê-las realizar.
A ambição, porém, não deve ser confundida com prevaricação; pelo contrário, é
necessário competir na mútua estima (cf. Rm 12, 10). Mesmo nas disputas, que
constituem um aspecto inevitável da vida, é preciso recordar-se sempre de que
somos irmãos; por isso, é necessário educar e educar-se para não considerar o
próximo como um inimigo nem um adversário a eliminar.
A
fraternidade gera paz social, porque cria um equilíbrio entre liberdade e
justiça, entre responsabilidade pessoal e solidariedade, entre bem dos
indivíduos e bem comum. Uma comunidade política deve, portanto, agir de forma
transparente e responsável para favorecer tudo isto. Os cidadãos devem
sentir-se representados pelos poderes públicos, no respeito da sua liberdade.
Em vez disso, muitas vezes, entre cidadão e instituições, interpõem-se
interesses partidários que deformam essa relação, favorecendo a criação dum
clima perene de conflito.
Um
autêntico espírito de fraternidade vence o egoísmo individual, que contrasta a
possibilidade das pessoas viverem em liberdade e harmonia entre si. Tal egoísmo
desenvolve-se, socialmente, quer nas muitas formas de corrupção que hoje se
difunde de maneira capilar, quer na formação de organizações criminosas – desde
os pequenos grupos até àqueles organizados à escala global – que, minando
profundamente a legalidade e a justiça, ferem no coração a dignidade da pessoa.
Estas organizações ofendem gravemente a Deus, prejudicam os irmãos e lesam a
criação, revestindo-se duma gravidade ainda maior se têm conotações religiosas.
Penso no
drama dilacerante da droga com a qual se lucra desafiando leis morais e civis,
na devastação dos recursos naturais e na poluição em curso, na tragédia da
exploração do trabalho; penso nos tráficos ilícitos de dinheiro como também na
especulação financeira que, muitas vezes, assume caracteres predadores e
nocivos para inteiros sistemas económicos e sociais, lançando na pobreza
milhões de homens e mulheres; penso na prostituição que diariamente ceifa
vítimas inocentes, sobretudo entre os mais jovens, roubando-lhes o futuro;
penso no abomínio do tráfico de seres humanos, nos crimes e abusos contra
menores, na escravidão que ainda espalha o seu horror em muitas partes do
mundo, na tragédia frequentemente ignorada dos emigrantes sobre quem se especula
indignamente na ilegalidade. A este respeito escreveu João XXIII: «Uma
convivência baseada unicamente em relações de força nada tem de humano: nela
vêem as pessoas coarctada a própria liberdade, quando, pelo contrário, deveriam
ser postas em condição tal que se sentissem estimuladas a procurar o próprio
desenvolvimento e aperfeiçoamento».[17] Mas o homem pode converter-se, e não se
deve jamais desesperar da possibilidade de mudar de vida. Gostaria que isto
fosse uma mensagem de confiança para todos, mesmo para aqueles que cometeram
crimes hediondos, porque Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta
e viva (cf. Ez 18, 23).
No
contexto alargado da sociabilidade humana, considerando o delito e a pena,
penso também nas condições desumanas de muitos estabelecimentos prisionais,
onde frequentemente o preso acaba reduzido a um estado sub-humano, violado na
sua dignidade de homem e sufocado também em toda a vontade e expressão de
resgate. A Igreja faz muito em todas estas áreas, a maior parte das vezes sem
rumor. Exorto e encorajo a fazer ainda mais, na esperança de que tais ações
desencadeadas por tantos homens e mulheres corajosos possam cada vez mais ser
sustentadas, leal e honestamente, também pelos poderes civis.
A
fraternidade ajuda a guardar e cultivar a natureza
9. A
família humana recebeu, do Criador, um dom em comum: a natureza. A visão cristã
da criação apresenta um juízo positivo sobre a licitude das intervenções na
natureza para dela tirar benefício, contanto que se atue responsavelmente, isto
é, reconhecendo aquela «gramática» que está inscrita nela e utilizando, com
sabedoria, os recursos para proveito de todos, respeitando a beleza, a
finalidade e a utilidade dos diferentes seres vivos e a sua função no
ecossistema. Em suma, a natureza está à nossa disposição, mas somos chamados a
administrá-la responsavelmente. Em vez disso, muitas vezes deixamo-nos guiar
pela ganância, pela soberba de dominar, possuir, manipular, desfrutar; não
guardamos a natureza, não a respeitamos, nem a consideramos como um dom gratuito
de que devemos cuidar e colocar ao serviço dos irmãos, incluindo as gerações
futuras.
De modo
particular o sector produtivo primário, o sector agrícola, tem a vocação vital
de cultivar e guardar os recursos naturais para alimentar a humanidade. A
propósito, a persistente vergonha da fome no mundo leva-me a partilhar convosco
esta pergunta: De que modo usamos os recursos da terra? As sociedades atuais
devem refletir sobre a hierarquia das prioridades no destino da produção. De
facto, é um dever impelente que se utilizem de tal modo os recursos da terra,
que todos se vejam livres da fome. As iniciativas e as soluções possíveis são
muitas, e não se limitam ao aumento da produção. É mais que sabido que a
produção atual é suficiente, e todavia há milhões de pessoas que sofrem e
morrem de fome, o que constitui um verdadeiro escândalo. Por isso, é necessário
encontrar o modo para que todos possam beneficiar dos frutos da terra, não só
para evitar que se alargue o fosso entre aqueles que têm mais e os que devem contentar-se
com as migalhas, mas também e sobretudo por uma exigência de justiça e equidade
e de respeito por cada ser humano. Neste sentido, gostaria de lembrar a todos o
necessário destino universal dos bens, que é um dos princípios fulcrais da
doutrina social da Igreja. O respeito deste princípio é a condição essencial
para permitir um acesso real e equitativo aos bens essenciais e primários de
que todo o homem precisa e tem direito.
Conclusão
10. Há
necessidade que a fraternidade seja descoberta, amada, experimentada, anunciada
e testemunhada; mas só o amor dado por Deus é que nos permite acolher e viver
plenamente a fraternidade.
O
necessário realismo da política e da economia não pode reduzir-se a um
tecnicismo sem ideal, que ignora a dimensão transcendente do homem. Quando
falta esta abertura a Deus, toda a actividade humana se torna mais pobre, e as
pessoas são reduzidas a objecto passível de exploração. Somente se a política e
a economia aceitarem mover-se no amplo espaço assegurado por esta abertura
Àquele que ama todo o homem e mulher, é que conseguirão estruturar-se com base
num verdadeiro espírito de caridade fraterna e poderão ser instrumento eficaz
de desenvolvimento humano integral e de paz.
Nós,
cristãos, acreditamos que, na Igreja, somos membros uns dos outros e todos
mutuamente necessários, porque a cada um de nós foi dada uma graça, segundo a
medida do dom de Cristo, para utilidade comum (cf. Ef 4, 7.25; 1 Cor 12, 7).
Cristo veio ao mundo para nos trazer a graça divina, isto é, a possibilidade de
participar na sua vida. Isto implica tecer um relacionamento fraterno,
caracterizado pela reciprocidade, o perdão, o dom total de si mesmo, segundo a
grandeza e a profundidade do amor de Deus, oferecido à humanidade por Aquele
que, crucificado e ressuscitado, atrai todos a Si: «Dou-vos um novo mandamento:
que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos
amei. Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes
uns aos outros» (Jo 13, 34-35). Esta é a boa nova que requer, de cada um, um
passo mais, um exercício perene de empatia, de escuta do sofrimento e da
esperança do outro, mesmo do que está mais distante de mim, encaminhando-se
pela estrada exigente daquele amor que sabe doar-se e gastar-se gratuitamente
pelo bem de cada irmão e irmã.
Cristo
abraça todo o ser humano e deseja que ninguém se perca. «Deus não enviou o seu
Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele»
(Jo 3, 17). Fá-lo sem oprimir, sem forçar ninguém a abrir-Lhe as portas do
coração e da mente. «O que for maior entre vós seja como o menor, e aquele que
mandar, como aquele que serve – diz Jesus Cristo –. Eu estou no meio de vós
como aquele que serve» (Lc 22, 26-27). Deste modo, cada actividade deve ser caracterizada
por uma atitude de serviço às pessoas, incluindo as mais distantes e
desconhecidas. O serviço é a alma da fraternidade que edifica a paz.
Que
Maria, a Mãe de Jesus, nos ajude a compreender e a viver todos os dias a
fraternidade que jorra do coração do seu Filho, para levar a paz a todo o homem
que vive nesta nossa amada terra.
Vaticano, dezembro de 2013.
FRANCISCUS
GILV@N VI@N@
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