ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSPUMC, NESTE SÁBADO 04/O7 AS 09h NA SEDE SOCIAL DO SINDSPUMC

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23 junho, 2011

Evangelho do dia

Eu sou o pão vivo que desceu do céu 
Jo 6,51-58
"Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo". Os judeus discutiam entre si: "Como é que ele pode dar a sua carne a comer?" Jesus disse: "Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio do Pai, assim aquele que de mim se alimenta viverá por meio de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram - e no entanto morreram. Quem se alimenta com este pão viverá para sempre". 
Comentário do EvangelhoO pão que eu darei é a minha carne
O tema do pão domina o capitulo 6 de João. Depois que Jesus afirmou: "O pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo", os judeus discutiam como podia ser isto. Em resposta, Jesus confirma, por quatro vezes, a sua carne e seu sangue como comida e bebida. Ao redor da mesa eucarística a comunidade de fé faz a experiência da comunhão com o ressuscitado. O "comer" e "beber" tem o sentido último de identificar-se com Jesus e segui-lo no cumprimento da vontade do Pai. É uma comunhão de amor que se traduz em gestos concretos em vista da libertação dos oprimidos e da restauração da vida em plenitude entre todos homens e mulheres, neste mundo. O próprio Jesus é o alimento e a fonte deste amor e desta vida, que é eterna.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br
Gilv@n Vi@n@

31 maio, 2011

Evangelho do dia

A visitação de Maria 
Leitura Orante 
Lc 1,39-56
Naqueles dias, Maria partiu apressadamente... Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!". Maria então disse: "A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva. Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso fez para mim coisas grandiosas. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende de geração em geração... Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os que tem planos orgulhosos no coração. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos, e mandou embora os ricos de mãos vazias...". Maria ficou três meses com Isabel. Depois, voltou para sua casa. 

Comentário do EvangelhoMaria serve e canta a salvação de Deus
 A cena da visitação de Maria a sua prima Isabel é exclusiva de Lucas. Sabendo que sua prima estava com uma gravidez mais avançada que a sua, Maria vai, prontamente, servi-la. Maria traz Jesus em seu ventre e Isabel, João Batista. Em seu cântico, Maria reconhece ser bem-aventurada pela sua escolha por Deus para ser a mãe do Salvador. Completa seu cântico anunciando o projeto salvífico de Deus: derrubar os poderosos e exaltar os humildes, encher de bens os famintos e mandar embora os ricos de mãos vazias.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br
Gilv@n Vi@n@

23 maio, 2011

Evangelho do dia

O Espírito ensinará tudo 
Leitura Orante 
Jo 14,21-26
Quem acolhe e cumpre os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. Judas (não o Iscariotes) perguntou-lhe: "Senhor, como se explica que tu te manifestarás a nós e não ao mundo?" Jesus respondeu-lhe: "Se alguém me ama, cumpre a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama, não cumpre as minhas palavras. E a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou. Eu vos tenho dito estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito. 
Comentário do Evangelho
O Pai não é um Deus distante

João é o evangelista que nos introduz na contemplação da Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. É uma contemplação que nos move interiormente à ação no cumprimento dos mandamentos de Jesus. Os mandamentos de Jesus se realizam em toda a prática a favor dos homens e mulheres, promovendo a vida. O amor consiste em assumir estes mandamentos. Jesus se manifesta e é encontrado no amor. Neste amor se tem a presença de Jesus em união com o Pai. A afirmação de Jesus de que se alguém o ama e cumpre sua palavra, ele e o Pai virão e farão nesse a sua morada, significa a participação na vida divina e eterna já neste mundo, na comunhão do amor de Deus. O Pai não é um Deus distante, mas aquele que se aproxima dos discípulos e discípulas e vive com eles, formando comunidade no amor. A habitação divina nos discípulos completa-se com o envio do Espírito Santo. Ensinados pelo Espírito Santo, os discípulos vivem novas relações com Deus, e novas relações com o próximo, no amor, na fraternidade e na paz.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br
Gilv@n Vi@n@

15 maio, 2011

Evangelho do dia

Eu vim para que tenham vida 
 Leitura orante 
Jo 10,1-10
"Em verdade, em verdade, vos digo: quem não entra pela porta no redil onde estão as ovelhas, mas sobe por outro lugar, esse é ladrão e assaltante. Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. Para este o porteiro abre, as ovelhas escutam a sua voz, ele chama cada uma pelo nome e as leva para fora. E depois de fazer sair todas as que são suas, ele caminha à sua frente e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. A um estranho, porém, não seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos". Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. Jesus disse então: "Em verdade, em verdade, vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; poderá entrar e sair, e encontrará pastagem. O ladrão vem só para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. 
Comentário do Evangelho
Bom Pastor
Os evangelistas sinóticos, Mateus, Marcos, Lucas, mencionam apenas uma viagem de Jesus a Jerusalém no fim de seu ministério exercido na Galiléia e regiões gentílicas vizinhas. Por sua vez, João, no seu evangelho, narra cinco viagens a Jerusalém no período das celebrações de cinco importantes festas religiosas do judaísmo, em torno do Templo. Em cada uma destas ocasiões, Jesus, com seu ensino e com sua prática, revela o Deus libertador e Deus de amor, questionando a doutrina e a prática do Templo. Jesus suscita, assim, a ira dos chefes religiosos de Jerusalém, apegados à sua tradicional doutrina que lhes conferia poder e prestígio. Na terceira viagem a Jerusalém, por ocasião da festa das Tendas, em um contexto de vários conflitos com os chefes do judaísmo, Jesus cura um cego de nascença. Então o homem que era cego passa a proclamar sua fé em Jesus, e por isto é expulso das sinagogas pelos chefes religiosos de Israel. Em continuidade à narrativa da cura do cego de nascença, com o longo diálogo conflitivo e revelador entre Jesus e os fariseus, João apresenta em seu evangelho a parábola da porta do redil. Neste contexto, o redil de ovelhas é imagem do povo oprimido que Jesus vem libertar e comunicar vida, desqualificando a sinagoga como local de encontro agradável a Deus. Jesus é a porta do redil onde se reúnem as ovelhas. Os autênticos pastores deste redil são aqueles que entram por Jesus. Os que vieram antes de Jesus, os fariseus e demais chefes religiosos do Templo, são ladrões e assaltantes. Não vieram para o bem das ovelhas, mas sim para roubar, matar e destruir. Esta parábola é, também, uma advertência aos fieis das comunidades para não retornarem às práticas e observâncias tradicionais, das quais foram libertados por Jesus. A sentença final exprime todo o sentido da encarnação do Filho de Deus: "Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância".
Se Jesus é a porta do redil, e os autênticos pastores são aqueles que entram através de Jesus, logo a seguir Jesus também se identifica como sendo o Bom Pastor, por excelência, que consagra sua vida ao cuidado do rebanho. Em Jesus, aqueles que andavam desgarrados como ovelhas, agora encontram o pastor que os protege e cuida deles (segunda leitura). Na primeira leitura, Pedro, como um autêntico pastor de Jesus, dirige sua pregação ao povo de Israel, a quem atribui a responsabilidade pela morte de Jesus, convidando-o à conversão. A vontade de Deus é que todos, sem qualquer discriminação, se unam pelo batismo em nome de Jesus, recebendo o Espírito Santo de Amor e Verdade, no empenho do resgate da vida e da dignidade humana neste mundo, como caminho para a vida eterna.
José Raimundo Oliva
Fonte: paolinas.org.br
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10 maio, 2011

Evangelho do dia

"Eu sou o pão da vida" 
Leitura Orante
Jo 6,30-35 
Eles perguntaram: "Que sinais realizas para que possamos ver e acreditar em ti? Que obras fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: 'Deu-lhes a comer o pão do céu'". Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade, vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu. É meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo". Eles então pediram: "Senhor, dá-nos sempre desse pão!" Jesus lhes disse: "Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.
Comentário do EvangelhoO verdadeiro pão é Jesus

A multidão vê os sinais e a manifestação de amor de Jesus e não entende. Entendiam do extraordinário maná caído do céu para alimentar o povo com Moisés no deserto. Mas não entendem o amor libertador de Jesus, na humildade, no serviço, na partilha e na fraternidade. A tradição do maná ("pão") caído do céu está superada. O maná é alimento para um só dia, não salva da morte. O verdadeiro pão é Jesus que dá a vida eterna. No diálogo com a mulher samaritana (Jo 4,11-15) Jesus se revela como o doador da água (o Espírito) que se torna fonte que jorra para a vida eterna. E a mulher, sem entender bem, lhe diz: "Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede...". Agora, diante da multidão, Jesus diz que é o Pai quem dá o verdadeiro pão, que desce do céu e dá vida ao mundo. Eles, também sem entender bem, lhe dizem: "Senhor, dá-nos sempre deste pão!". Em resposta, Jesus se revela: "Eu sou o pão da vida...". Não ter mais fome, nunca mais ter sede é a participação na eternidade do Pai. Na comunhão com Jesus e com os irmãos encontramos a vida eterna.
José Raimundo Oliva Fonte: paulinas.org.br
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05 maio, 2011

Evangelho do dia

Testemunho do que viu e ouviu
Leitura Orante
Jo 3,31-36
Aquele que vem do alto está acima de todos. Quem é da terra, pertence à terra e fala coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. Ele dá testemunho do que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, pois ele dá o espírito sem medida. O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna. Aquele, porém, que se recusa a crer no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele. 
Comentário do EvangelhoO que vem do alto e o que é da terra
 Este texto, que parece ser um complemento ao diálogo de Jesus com Nicodemos, realça o caráter divino de Jesus e a autenticidade de sua missão vivificante e libertadora do legalismo opressor. O evangelista João faz a contraposição entre o que vem do alto, do céu, e o que é da terra. Vir do alto, ou do céu, não significa um ser etéreo, espiritual, contraposto ao terreno, material. A contraposição se faz na linha dos valores. Do alto são a verdade, a justiça, o amor. Pertence à terra a ambição do dinheiro e do poder, o desrespeito à vida, a violência. Toda a vida de Jesus foi um testemunho do que ele viu e ouvir junto ao Pai. Por amor o Pai criou e por amor a seus filhos criados deu-lhes, por Jesus, o dom do espírito sem medida, com a eternidade."Aquele que crê no Filho tem a vida eterna". O crer não é apenas um ato interior, mas é aceitar o testemunho de Jesus e o fazer a vontade do Pai. Todo o evangelho de João insiste neste aspecto da fé comprometida. Fazer a vontade do Pai no amor e na misericórdia, na fraternidade e na solidariedade, na justiça e na paz. Assim crendo e assim fazendo se tem a vida eterna.
José Raimundo Oliva
paulinas.org.br
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04 maio, 2011

Evangelho do dia

Deus enviou seu Filho para salvar
3,16-21
De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê nele não será julgado, mas quem não crê já está julgado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus. Ora, o julgamento consiste nisto: a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo o que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que suas ações sejam manifestadas, já que são praticadas em Deus. 
Comentário do Evangelho
Quem crê em Jesus se aproxima da luz

No evangelho de hoje temos a conclusão do diálogo estendido de Jesus com Nicodemos. Neste diálogo, o evangelista João retoma e aprofunda os temas principais que ele apresentou no prólogo do seu evangelho. Deus enviou seu Filho único, Jesus, ao mundo por amor e não para condená-lo. Quem crê em Jesus se aproxima da luz, pratica a verdade, e tem a vida eterna. Não é pela observância da Lei, segundo o entendimento de Nicodemos, que se chega a plenitude da vida, mas pela acolhida da luz da Verdade e do Amor, comunicadas pelo Espírito. São os homens e mulheres que com suas ações manifestas se comprometem com o Reino dos Céus que se concretiza aqui na terra, libertados das estruturas opressoras criadas pelo sistema de poder deste mundo. Todos são convidados a consagrarem suas vidas à prática do amor, sem discriminações e em uma dimensão universal, no seguimento de Jesus, em comunhão com o amor divino e eterno.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br
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02 maio, 2011

Evangelho do dia

O encontro com Nicodemos 

Havia alguém dentre os fariseus, chamado Nicodemos, um dos chefes dos judeus. À noite, ele foi se encontrar com Jesus e lhe disse: "Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus, pois ninguém é capaz de fazer os sinais que tu fazes, se Deus não está com ele". Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer do alto, não poderá ver o Reino de Deus!" Nicodemos perguntou: "Como pode alguém nascer, se já é velho? Ele poderá entrar uma segunda vez no ventre de sua mãe para nascer?" Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne é carne; o que nasceu do Espírito é espírito. Não te admires do que eu te disse: É necessário para vós nascer do alto. O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é também todo aquele que nasceu do Espírito". 

Comentário do EvangelhoO Espírito de amor é criativo
Com este episódio, envolvendo Nicodemos, um chefe dos judeus, o evangelista João faz um contraste com o episódio que virá a seguir, do encontro de Jesus com a mulher samaritana. Enquanto que Nicodemos vem ao encontro de Jesus sorrateiramente à noite e não compreende o que Jesus lhe diz, o encontro com a mulher samaritana acontece ao meio dia, em plena luz, e esta mulher, e seus concidadãos, compreendem e acolhem Jesus.
Nicodemos é um fariseu estrito observante da Lei, como carne sem espírito, que busca apenas satisfações de interesses terrenos. Jesus convida a nascer do alto, do Espírito, sem a estreiteza da Lei, mas na liberdade do amor. O Espírito de amor é criativo, acolhedor e solidário, e comunicador de vida.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br
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29 abril, 2011

Evangelho do dia


"Vinde comer"
Jo 21,1-14
Depois disso, Jesus apareceu de novo aos discípulos, á beira do mar da Galiléia... Estavam juntos Simão Pedro, Tomé,...Natanael,.., os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos dele. Simão Pedro disse a eles: "Eu vou pescar". Eles disseram: "Nós vamos contigo"... mas não pescaram nada naquela noite. Já de manhã Jesus estava aí na praia, mas os discípulos não sabiam que era Jesus. Ele perguntou: "Filhinhos, tendes alguma coisa para comer?" Responderam: "Não". Ele lhes disse: "Lançai a rede à direita do barco e achareis". Eles lançaram a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. Então, o discípulo que Jesus mais amava disse a Pedro: "É o Senhor!" Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor... lançou-se ao mar. Os outros discípulos vieram com o barco... Quando chegaram à terra, viram umas brasas preparadas, com peixe em cima e pão... Jesus disse-lhes: "Vinde comer". Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu a eles. E fez a mesma coisa com o peixe... 
Comentário do EvangelhoA presença do ressuscitado
 O texto é um expressivo relato retomada da missão na Galiléia, para onde os discípulos retornaram após a crucifixão de Jesus. A pesca em busca do alimento é a indicação da continuidade da vida do dia a dia, após o retorno a Galiléia. A pesca abundante, sob a palavra de Jesus, indica a promessa de sucesso para a missão que aí é retomada. A presença do ressuscitado no grupo culmina com a partilha do pão e do peixe. Pão e peixe lembram a partilha feita por Jesus e os discípulos com a multidão. Hoje, o pão partilhado com os pobres é sinal da presença de Jesus entre eles.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br
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28 abril, 2011

Evangelho do dia

A paz!
Leitura Orante
Lc 24,35-48
 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como o tinham reconhecido ao partir o pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: "A paz esteja convosco!" Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um espírito. Mas ele disse: "Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um espírito não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho". E dizendo isso, ele mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas eles ainda não podiam acreditar, tanta era sua alegria e sua surpresa. Então Jesus disse: "Tendes aqui alguma coisa para comer?" Deram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele o tomou e comeu diante deles. Depois disse-lhes:.."Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, e no seu nome será anunciada a conversão, para o perdão dos pecados, a todos as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas destas coisas.

Comentário do Evangelho
 O ressuscitado não é um espírito
 O ressuscitado não é um espírito. Apresentando-se em "carne e osso" identifica-se como sendo o próprio Jesus de Nazaré. É o Jesus que partilhou o pão com o povo e que trouxe a paz a todos e que continua presente na comunidade. A paz é aspiração de todos os povos e religiões. Quem faz a guerra contra a paz são os poderosos na conquista de mais riqueza e poder. Concluindo, Jesus confirma o envio missionário: o anúncio da conversão para o perdão dos pecados, a todas as nações. É o anúncio que tem raízes na pregação de João Batista. A conversão à prática da justiça leva a construção de um mundo de paz, liberto do pecado, assumido por Deus.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br
Gilv@n Vi@n@

27 abril, 2011

Evangelho do dia

"Fica conosco, Senhor" 
Leitura Orante
Lc 24,13-35

"...Dois dos discípulos iam para um povoado, chamado Emaús... Enquanto conversavam... Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles... perguntou: "O que andais conversando pelo caminho?"... Cléofas, lhe disse: "... Jesus, o Nazareno, que foi um profeta... o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele quem libertaria Israel..." Então ele lhes disse: "Como sois sem inteligência e lentos para crer" E... explicou-lhes, em todas as Escrituras, as passagens que se referiam a ele. Quando chegaram perto do povoado... Ele entrou para ficar com eles. Depois que se sentou à mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a benção, partiu-o e deu a eles. Neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram... voltaram... contaram o que tinha acontecido no caminho, e como o tinham reconhecido ao partir o pão. 
Comentário do Evangelho

Os discípulos de Emaús

Nos evangelhos percebe-se que Jesus não chegou a ser entendido plenamente pelos discípulos em sua vida. Jesus, com seus atos e suas palavras, revelava que os laços de união com ele e com o Pai são simples e puramente os laços do amor. O grande gesto simbólico deste amor foi a partilha do pão com as multidões e com os discípulos.
As tradições e a cultura neste mundo são marcadas por uma ideologia de enriquecimento e de poder, fria e sem amor. Assim era a expectativa messiânica da tradição de Israel, partilhada pelos discípulos que esperavam que Jesus fosse um messias nacionalista poderoso. Os discípulos de Emaús, embora juntos de Jesus ressuscitado, dialogando com ele, só o reconheceram no gesto da partilha do pão. A comunidade que dialoga, acolhe e partilha descobre Jesus presente em seu meio.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br
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26 abril, 2011

Evangelho do dia

"Maria!" Mestre!
Leitura OranteJo 20,11-18
 Maria tinha ficado perto do túmulo, do lado de fora, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se para olhar dentro do túmulo. Ela enxergou dois anjos, vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Os anjos perguntaram: "Mulher, por que choras?" Ela respondeu: "Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram". Dizendo isto, Maria virou-se para trás e enxergou Jesus em pé, mas ela não sabia que era Jesus. Jesus perguntou-lhe: "Mulher, por que choras? Quem procuras?" Pensando que fosse o jardineiro, ela disse: "Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu irei buscá-lo". Então, Jesus falou: "Maria!" Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: "Rabûni!" (que quer dizer: Mestre). Jesus disse: "Não me segures, pois ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus". Então, Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Eu vi o Senhor", e contou o que ele lhe tinha dito.
Comentário do Evangelho


Jesus chama Maria pelo nome

Neste seu evangelho, João narra o reconhecimento de Jesus, que permanece vivo, com um diálogo cheio de emoção, sentimento, e poesia, entre Maria Madalena, os anjos e Jesus. A ausência do corpo de Jesus provocara tristeza. Mas, com seu amor divino, Jesus está presente na vida de Maria. Jesus chama-a por seu nome. Passa-se do simples "enxergar" para o "ver", o compreender. João apresenta a trajetória divina de Jesus: veio de junto do Pai e agora volta para o Pai (Jo 1,1; 5,36-37). Contudo já nos comunica a vida eterna e divina. "Se alguém me ama guardará minha palavra e o meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada" (Jo 14,23).
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br
Gilv@n Vi@n@

25 abril, 2011

Evangelho do dia

Um anúncio de alegria
Leitura Orante
Mt 28,8-15
E saindo às pressas do túmulo, com sentimentos de temor e de grande alegria, correram para dar a notícia aos discípulos. Nisso, o próprio Jesus veio-lhes ao encontro e disse: "Alegrai-vos!" Elas se aproximaram e abraçaram seus pés... Jesus lhes disse: "Não tenhais medo; ide anunciar a meus irmãos que vão para a Galiléia. Lá me verão". Quando foram embora, alguns da guarda... comunicaram aos sumos sacerdotes o que tinha acontecido. Reunidos com os anciãos, deliberaram dar bastante dinheiro aos soldados; e instruíram-nos: "Contai o seguinte: 'Durante a noite vieram os discípulos dele e o roubaram, enquanto estávamos dormindo'. E se isso chegar aos ouvidos do governador, nós o tranqüilizaremos, para que não vos castigue". Eles aceitaram o dinheiro e fizeram como lhes fora instruído. E essa versão ficou divulgada entre os judeus, até o presente dia.
Comentário do Evangelho

O Ressuscitado exorta à alegria


Entre as primitivas comunidades cristãos circulavam duas tradições independentes, uma sobre o encontro do túmulo vazio pelas mulheres, e outra, sobre as aparições do ressuscitado. O evangelho original de Marcos registra apenas a tradição do túmulo vazio (Mc 16,1-9). Mateus reúne as duas tradições. Maria Madalena e a outra Maria, após o encontro do túmulo vazio, são contempladas com a aparição de Jesus ressuscitado, que as exorta à alegria e anuncia a ida para a Galiléia. A ressurreição é a confirmação do dom da vida eterna e divina revelado na encarnação do Filho de Deus. Pela observação final percebe-se que a notícia do túmulo vazio era rebatida como falsa pelos judeus. Assim Mateus, narrando a corrupção dos guardas pelos sumos sacerdotes e anciãos, trata com ironia seus argumentos.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br

20 abril, 2011

Evangelho do dia

Um de vós me vai entregar
Leitura Orante
Mt 26,14-25

Um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes e disse: "Que me dareis se eu vos entregar Jesus?" Combinaram trinta moedas de prata... No primeiro dia dos Pães sem Fermento, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa?" Jesus respondeu: "Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: ... vou celebrar a ceia pascal em tua casa, junto com meus discípulos'". Os discípulos... prepararam a ceia pascal... Enquanto comiam, Jesus disse: "Em verdade vos digo, um de vós me vai entregar". Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a perguntar-lhe: "Acaso sou eu, Senhor?" Ele respondeu: "Aquele que se serviu comigo do prato é que vai me entregar... Ai, porém, daquele por quem o Filho do Homem é entregue! Melhor seria que tal homem nunca tivesse nascido!" Então Judas, o traidor, perguntou: "Mestre, serei eu?" Jesus lhe respondeu: "Tu o dizes".
Comentário do Evangelho
Judas passa a servir os poderosos
A liturgia, conforme a teologia da morte redentora de Jesus e sua ressurreição gloriosa, apresenta durante a Semana Santa, com tom dramático e doloroso, as narrativas dos últimos dias de Jesus em Jerusalém. Na leitura de hoje temos a versão de Mateus sobre o tema da traição de Judas e do diálogo na última ceia. No gesto de Judas revela-se a contraposição entre o poder/dinheiro e a vida. É a opção pelo dinheiro e o desprezo da vida. Judas passa a servir os poderosos que, para manterem seus privilégios e suas riquezas, desprezam a vida e promovem a morte. É a prática característica da sociedade de mercado, que busca o lucro, despreza os pobres e promove a morte. Porém o Deus da vida prevalece sobre a morte.
 José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br

19 abril, 2011

Evangelho do dia


Judas e Pedro na Ceia com o Mestre
Leitura Orante
Jo 13,21-33.36-38
"Em verdade... vos digo: um de vós me entregará"... Bem ao lado de Jesus estava reclinado um dos seus discípulos, aquele que Jesus mais amava... O discípulo, então... perguntou: "Senhor, quem é?" Jesus respondeu: "É aquele a quem eu der um bocado...". Então, Jesus molhou um bocado e deu a Judas Iscariotes... Jesus, então, lhe disse: "O que tens a fazer, faze logo"... Então, depois de receber o bocado, Judas saiu imediatamente. Era noite. Depois que Judas saiu, Jesus disse: "Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, Deus também o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. Filhinhos, por pouco tempo eu ainda estou convosco... : 'Para onde eu vou, vós não podeis ir'". Simão Pedro perguntou: "Senhor, para onde vais?... Eu darei minha vida por ti!" Jesus respondeu: "Darás tua vida por mim? Em verdade, em verdade, te digo: não cantará o galo antes que me tenhas negado três vezes".
Comentário do Evangelho
Em Jesus se manifesta a glória de Deus
Durante a última ceia, Jesus lava os pés de seus discípulos. Seis dias antes, na ceia em casa de Lázaro, Maria, em um gesto de amor, ungira os pés de Jesus com perfume. Agora, Jesus anuncia duas negações. Uma, radical, da parte de Judas, que trai Jesus. Outra, da parte de Pedro, que, em um momento, negará ser discípulo de Jesus. Em Pedro estão representados os demais discípulos que se afastaram de Jesus no momento de sua prisão. Porém, tudo contribuirá para a glorificação de Jesus. Neste evangelho, por vinte e três vezes, Jesus faz referências à sua glorificação. Em Jesus se manifesta a glória de Deus, pela sua fidelidade ao Pai, toda sua vida, em seu amor misericordioso e comunicador da vida eterna.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br

18 abril, 2011

Evangelho do dia

Qual é a linguagem do amor?
Leitura Orante
Jo 12,1-11
Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro, que ele tinha ressuscitado dos mortos. Lá, ofereceram-lhe um jantar. Marta servia, e Lázaro estava à mesa com ele. Maria, então, tomando meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os cabelos. A casa inteira encheu-se do aroma do perfume. Judas Iscariotes... aquele que entregaria Jesus, falou: "Por que este perfume não foi vendido por trezentos denários para se dar aos pobres?" Falou assim, não porque se preocupasse com os pobres, mas, porque era ladrão: ele guardava a bolsa e roubava o que nela se depositava. Jesus, porém, disse: "Deixa-a! Que ela o guarde em vista do meu sepultamento. Os pobres, sempre os tendes convosco. A mim, no entanto, nem sempre tereis"... Os sumos sacerdotes, então, decidiram matar também Lázaro, ressuscitado por Jesus, pois por causa dele muitos se afastavam dos judeus e começaram a crer em Jesus.

Comentário do Evangelho
Jesus hospeda-se em Betânia
Como era seu costume, Jesus hospeda-se em Betânia, na casa de Marta, Maria, e Lázaro, seis dias antes da Páscoa dos judeus. Após a ressurreição de Lázaro, os chefes dos sacerdotes e os fariseus tinham ordenado que quem soubesse onde Jesus estava o denunciasse para que o prendessem. Esta ceia, em casa de Lázaro, antecede a outra ceia na véspera da Páscoa, em Jerusalém, onde Jesus lava os pés dos discípulos. A casa de Lázaro representa o reduto dos excluídos. Na ceia Maria unge os pés de Jesus com perfume precioso e os enxuga com seus cabelos, o que agrada Jesus. Este gesto de amor feminino é uma expressão do amor a ser vivido nas comunidades dos discípulos. A comunhão na mesa continua na comunhão de vida com os empobrecidos.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br

16 abril, 2011

Evangelho do dia

A vida amadurece na doação
Leitura Orante 
Jo 11,45-56
Muitas pessoas que tinham ido visitar Maria viram o que Jesus tinha feito e creram nele. Mas algumas pessoas voltaram e contaram aos fariseus o que ele havia feito. Então os fariseus e os chefes dos sacerdotes se reuniram com o Conselho Superior e disseram.- O que é que nós vamos fazer? Esse homem está fazendo muitos milagres! Se deixarmos que ele continue fazendo essas coisas, todos vão crer nele. Aí as autoridades romanas agirão contra nós e destruirão o Templo e o nosso país.
Então Caifás, que naquele ano era o Grande Sacerdote, disse:
- Vocês não sabem nada! Será que não entendem que para vocês é melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído?
Naquele momento Caifás não estava falando por si mesmo. Mas, como ele era o Grande Sacerdote naquele ano, estava profetizando que Jesus ia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo todos os filhos de Deus que estão espalhados por toda parte.
Então, daquele dia em diante, os líderes judeus fizeram planos para matar Jesus. Por isso ele já não andava publicamente na Judéia, mas foi para uma região perto do deserto, a uma cidade chamada Efraim, e ficou ali com os seus discípulos.
Faltava pouco tempo para a Festa da Páscoa. Muitos judeus foram a Jerusalém antes da festa para tomar parte na cerimônia de purificação. Eles procuravam Jesus e, no pátio do Templo, perguntavam uns aos outros:
- O que é que vocês acham? Será que ele vem à festa? 

Comentário do EvangelhoA Páscoa de Jesus é consumação de sua vida 
João, em seu evangelho, insiste na realidade da participação na vida eterna já nesta vida terrena. O episódio da ressurreição de Lázaro indica a superação da morte pelo dom da vida, que se revela eterna pela encarnação do Filho de Deus. A ressurreição é a permanência na vida eterna, que não é extinta pela morte temporal. O evangelista João narra que Jesus ressuscitara Lázaro suscitando a reação do sinédrio. A Páscoa dos judeus é a festa da morte dos egípcios e a vida do povo que se diz eleito. Na Páscoa que se aproxima será a morte de Jesus e a preservação do sinédrio em seus privilégios. A Páscoa de Jesus é consumação de sua vida de amor e serviço, modelo e fonte de vida plena para todos.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br
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15 abril, 2011

Evangelho do dia

Muitos crêem em Jesus
Leitura Orante
Jo 10,31-42
De novo, os judeus pegaram em pedras para apedrejar Jesus. E ele lhes disse: "Eu vos mostrei muitas obras boas da parte do Pai. Por qual delas me quereis apedrejar?" Os judeus responderam: "Não queremos te apedrejar por causa de uma obra boa, mas por causa da blasfêmia. Tu, sendo apenas um homem, pretendes ser Deus"! Jesus respondeu: "Acaso não está escrito na vossa Lei: 'Eu disse: sois deuses'?... Se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, por que, então, acusais de blasfêmia àquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo, só porque disse: 'Eu sou Filho de Deus'?... Mas se eu faço as obras do meu Pai ... crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai". Mais uma vez, procuravam prendê-lo, mas ele escapou das suas mãos. Jesus se retirou de novo para o outro lado do Jordão, para o lugar onde João esteve batizando... E muitos, ali, passaram a crer nele.

Comentário do Evangelho

As obras de Jesus testemunham por ele

João, ao longo de seu evangelho, narra a presença de Jesus em cinco festas em Jerusalém. Em todas elas o destaque é a denúncia de Jesus ao sistema religioso do Templo de Jerusalém, terminando com os judeus querendo matar Jesus, o que acontecerá na quinta e última festa, a Páscoa judáica. João acentua, assim, o confronto entre Jesus e o judaísmo a partir destas festas religiosas. Este novo diálogo conflitivo se dá por ocasião da quarta festa, da Dedicação. De novo os judeus desejam matar Jesus por apedrejamento. À acusação de que Jesus infringia as observâncias legais, acrescentam agora a acusação de pretender ser filho de Deus. As obras de amor de Jesus testemunham por ele. O seguimento de Jesus implica em praticar estas obras.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br

14 abril, 2011

Evangelho do dia

O Filho de Deus existe antes de Abrão
Leitura Orante
Jo 8,51-59
Em verdade, em verdade, vos digo: se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte". Os judeus então disseram: "Agora estamos certos de que tens um demônio. Abraão morreu, e os profetas também, e tu dizes: 'Se alguém guardar a minha palavra, jamais provará a morte'. Porventura és maior do que nosso pai Abraão, que morreu? E também os profetas morreram. Quem tens a pretensão de ser?" Jesus respondeu: "Se eu me glorificasse a mim mesmo, minha glória não valeria nada. Meu Pai é quem me glorifica, aquele que dizeis ser vosso Deus. No entanto, vós não o conheceis. Mas eu o conheço; e se dissesse que não o conheço, eu seria um mentiroso como vós. Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia. Ele viu e se alegrou". Os judeus disseram-lhe então: "Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão?!" Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade, vos digo: antes que Abraão existisse, eu sou". Então, pegaram pedras para o apedrejar; mas Jesus escondeu-se e saiu do templo.

Comentário do Evangelho

Jesus indica o caminho da vida

Os diálogos desta leitura encerram o longo debate entre Jesus e os judeus a partir da figura de Abraão. Os judeus reivindicavam a descendência abraâmica como garantia de sua justificação diante de Deus. Jesus afirma-se como aquele que conhece ao Deus Pai e é glorificado por ele. Assim é Jesus, e não Abraão, quem indica o caminho da vida."Eu sou", quem o diz é o Jesus Filho de Deus encarnado, humano. Não é um deus oculto e invisível que o diz, mas o Jesus histórico e concreto em sua realidade corpórea. Este homem divino tem a plenitude do ser, da existência, inserido na eternidade, que é comunicada aos discípulos que guardam sua palavra.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br

13 abril, 2011

Evangelho do dia

A verdade liberta
Leitura Orante
Jo 8,31-42
Jesus, então, disse aos judeus que acreditaram nele: "Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres... Em verdade, em verdade, vos digo: todo aquele que comete o pecado é escravo do pecado... Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. sei que sois descendentes de Abraão. No entanto, procurais matar-me, porque minha palavra não é acolhida por vós. Eu falo do que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai". Eles responderam: "Nosso pai é Abraão". Jesus, então, lhes disse: "Se fôsseis filhos de Abraão, praticaríeis as obras de Abraão! Agora, no entanto, procurais matar-me... Isto Abraão não fez. Vós fazeis as obras do vosso pai". Eles disseram então a Jesus: "... Só temos um pai: Deus". Jesus respondeu: "Se Deus fosse vosso pai, certamente me amaríeis, pois é da parte de Deus que eu saí e vim. Eu não vim por conta própria; foi ele quem me enviou".
Comentário do Evangelho

A adesão ao projeto de Jesus leva à solidariedade
Temos neste texto mais uma expressão da oposição dos judeus a Jesus. Na primeira parte fica em evidência o contraste entre livres e escravos. A fidelidade a Jesus e à sua palavra abre o discípulo à verdade e este encontra a liberdade. Quem pratica o pecado torna-se escravo. O pecado dos chefes judeus era a sede de poder e das riquezas e, assim, exploravam a piedade do povo.Na segunda parte Jesus descarta a paternidade de Abraão e de Deus a estes chefes religiosos, pois estes procuravam matá-lo. A escravidão à ambição do poder e do dinheiro leva à morte. A adesão ao projeto vivificante de Jesus e do Pai leva à solidariedade e à experiência da liberdade, proporcionando ao coração a alegria de viver.
José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org.br