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25 setembro, 2011

Copa do Mundo: Descontente com a Lei Geral da Copa-2014, Fifa ameaça utilizar cláusula para tirar o evento do Brasil

Entidade está insatisfeita com a Lei Geral da Copa-2014
Há mais de uma década acompanhando os bastidores da Fifa, a coluna desconfiou que o silêncio de Zurique em relação à Lei Geral da Copa-2014 não era um bom sinal. Se tivesse gostado, logo elogiaria, como sempre faz a Fifa nesses casos. Fomos apurar e descobrimos que a situação é mais grave. Existe, sim, a ameaça de rompimento, amparada pela cláusula 7.7 do Host Agreement (Contrato para Sediar).
Hoje, não seria surpresa se a Fifa anunciasse, até o próximo dia 5, o cancelamento do evento de 20 de outubro - quando o Comitê Executivo da entidade planeja divulgar o calendário de jogos nas cidades-sedes tanto da Copa das Confederações-2013 quanto do Mundial-2014.
A cláusula 7.7, do contrato, assinado pelo governo brasileiro, estabelece o dia 1 de junho de 2012 - exatamente 2 anos e 11 dias antes da partida de abertura do Mundial-2014 - como prazo final para a Fifa rescindir o contrato e tirar a Copa-2014 do Brasil, sem pagamento de multa.
Diz o texto da 7.7 que a rescisão será aplicada caso as leis e regulamentos necessários para a organização da Copa do Mundo-2014 não tenham sido aprovados, ou caso as autoridades competentes não estejam cumprindo as garantias governamentais exigidas.
As garantias e responsabilidades exigidas pela Fifa também fazem parte do Acordo de Candidatura, entregues em 31 de julho de 2007, pelo presidente Lula, três meses antes de o país ter sido confirmado como sede do Mundial.
A Lei Geral da Copa, enviada ao Congresso no último dia 19 pela presidente Dilma Rousseff, é o ponto de discórdia. A coluna pôde apurar em Zurique que itens como ingressos, credenciamento, proteção ao marketing de emboscada, gratuidades e até transmissão de TV foram editados em desacordo com o que foi discutido e acertado em fevereiro deste ano, em Brasília, durante reunião do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, com o ministro do Esporte, Orlando Silva, e técnicos do governo. Além disso, a infraestrutura dos aeroportos e os projetos de mobilidade urbana são considerados incipientes pela entidade.
Pudemos apurar que a Fifa argumenta não ter como garantir aos patrocinadores a proteção às suas marcas. E a entidade teme inviabilizar o modelo da Copa do Mundo, que responde por 89% de sua arrecadação de quatro anos, se aceitar a Lei Geral da Copa-2014 como foi mandada pela presidente brasileira para o Congresso.
As duas partes podem até negar, mas apuramos também que Valcke e o Comitê Organizador Local (COL-2014) perderam a confiança em Orlando Silva e não querem mais negociar com o ministro. E que uma nação plano B já é pensada, para o caso de a Lei Geral da Copa não ser modificada.
Os próximos dias serão decisivos. 
Fonte: oglobo.globo.com
Gilv@n Vi@n@

16 setembro, 2011

A mil dias da Copa, maioria dos estádios está dentro do prazo

Oito das 12 sedes estão dentro do cronograma e prometem entregar estádios no prazo. Quatro tentam superar problemas

 A mil dias do início da Copa do Mundo de 2014, as 12 sedes escolhidas para receber os jogos estão em estágios diferentes nas obras para construção e reformas dos estádios. A maioria deles (oito) está dentro do cronograma e devem ser entregues nos prazos indicados – e, por isso, concorrem a receber também a Copa das Confederações, em junho de 2013. Os outros quatro estão atrasados por motivos distintos.
A Copa do Mundo terá início em 12 de junho e, apesar de o estádio do Corinthians no bairro de Itaquera, em São Paulo, ser um dos atrasados, é provável que receba o jogo inaugural – a previsão de entrega é fevereiro de 2014, quatro meses antes da abertura. Os três estádios privados escolhidos como sedes (Fielzão, Beira-Rio e Arena da Baixada) têm ou tiveram problemas - sofrem com mais dificuldade em conseguir levantar dinheiro.
Fonte:esporte.ig.com.br
Gilv@n Vi@n@