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29 dezembro, 2011

Empresas de capital aberto perderam R$ 213 bilhões em valor de mercado no ano, diz Economatica

As empresas de capital aberto brasileiras apresentam queda de valor de mercado de R$ 213,5 bilhões no ano, segundo análise de Einar Rivero, da Economatica, que considera 323 empresas.
As companhias, em dezembro de 2010, tinham valor de mercado de R$ 2,42 trilhões contra R$ 2,21 no dia 27 de dezembro de 2011.
Na conta, a Economatica considerou a adição dos IPO´s efetuados em 2011.
O setor com maior crescimento de valor de mercado foi Alimentos e Bebidas, com R$ 48,8 bilhões. O resultado foi puxado pela Ambev, que teve o maior crescimento de valor de mercado em 2011 com R$ 41,4 bilhões.
A segunda colocação em crescimento pertence ao setor de Energia Elétrica, que em dezembro de 2010 fechou com R$ 183,1 bilhões contra R$ 211,1 bilhões em 27 de dezembro de 2011, um crescimento de R$ 27,9 bilhões.
Já o setor com maior perda de valor de mercado no ano foi o de Petróleo e Gás, que passou de R$ 457,3 bilhões em dezembro de 2010 para R$ 360,5 bilhões em 27 nde dezembro de 2011, o que representa uma queda de R$ 96,8 bilhões.

A Petrobrás apresenta queda de R$ 78,9 bilhões no período analisado.
Notas relacionadas:
  1. Petrobras perdeu US$ 47 bilhões no segundo trimestre, a maior queda entre as companhias abertas da América Latina e dos EUA
  2. Setor bancário é o mais lucrativo nos nove primeiros meses do ano, diz Economatica
  3. Volume financeiro anual da Bovespa é recorde, diz Economatica 
Fonte: Guilherme Barros / iG
Gilv@n Vi@n@

22 novembro, 2011

Bolsa brasileira tem o 22º pior desempenho no mundo, segundo a Austin Rating

BOVESPA
O desempenho na Bovespa neste ano é o 22º pior entre todas as bolsas de valores do mundo, mas está atrás de países que enfrentam dificuldades econômicas, segundo levantamento de Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.
O pior desempenho em 12 meses é da bolsa do Chipre, que acumula perdas de 76%. A Grécia fica na segunda colocação, com perdas de 52,6% no período. Já a bolsa brasileira perdeu 19,8%.
Agostini aponta que, entre os 21 países que estão antes do Brasil, ao menos 16 deles estão na Europa, ou seja, no olho do furacão da crise atual.
Os demais são: a Argentina, Egito e Quênia, que estão com problemas políticos, e Bangladesh e Hong Kong que sofrem a “contaminação” do mal humor dos investidores com a China e são mercados menores, com pouca liquidez.
“Os investidores “apostaram” muito no Brasil nos últimos anos e agora, diante de problemas externos ou nos países de origem, esses investidores estão com a necessidade de retirar boa parte da “poupança” que fizeram no Brasil para ter que cobrir as perdas na Europa e ainda se prevenir de possíveis novas perdas no velho continente”, afirma o economista.
Por isso, para ele, a melhora no desempenho da Bovespa depende da melhora no cenário europeu.
“A expectativa é que o Brasil volte a receber recursos desses investidores na medida em que a Europa consiga se reconstruir financeiramente, visto que as empresas aqui no Brasil continuam apresentando lucro médio de dois dígitos e o PIB deverá crescer entre 3% e 3,6% em 2011 e 4% em 2012”, afirma Agostini.
Fonte: Guilherme Barros
Gilv@n Vi@n@