ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSPUMC, NESTE SÁBADO 04/O7 AS 09h NA SEDE SOCIAL DO SINDSPUMC

23 dezembro, 2015

Atenção biriteiros! Clínica promete curar ressaca em minutos

ressaca
Quem já sofreu com uma ressaca pesada certamente sonhou com um lugar assim: um ambulatório de tratamento que promete acabar com o mal-estar em 30 minutos. Na Austrália, o tal sonho é real. O Hangover Clinic, inaugurado em Sydney no começo deste mês, promete acabar com os sintomais da ressaca, desde que o paciente esteja disposto a desembolsar um bom dinheiro. A terapia mais em conta sai por 140 dólares, ou o equivalente a R$ 400, aproximadamente.
O tratamento mais acessível – de 30 minutos -, batizado de “Jump Start”, é, segundo a clínica, para aqueles que não deveriam ter encarado o último drinque: um litro de soro fisiológico direto na veia, vitaminas B e C e medicação à escolha do cliente – para aliviar as dores de cabeça ou os enjoos. Já o procedimento completo, a “Ressurreição”, é “para a mais grave das situações”. Um pacote “épico” de uma hora ao custo de 200 dólares – nada menos que R$ 571 – com direito a oxigênio e solução antioxidante para encarar as consequências das noites também “épicas”.
No país, o centro de tratamento abriu as portas ao público desaprovado por alguns especialistas, que sugerem que os serviços podem incentivar os australianos a beberem além da conta. A opinião é compartilhada pela psiquiatra do Serviço de Estudos e Atenção a Usuários de Álcool e Outras Drogas (Sead) do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) Maria Célia Brangioni, para quem as promessas milagrosas, além de arriscadas, não têm bases científicas. “Um serviço assim é um reforço para o uso indiscriminado do álcool. É uma “solução” mercadológica: ‘Você pode beber e eu te dou garantia de que a recuperação vai ser rápida’.”
A médica adverte ainda sobre o risco da hidratação intravenosa – proposta em todos os pacotes da clínica – e critica a falta de orientação especializada para a oferta dos serviços. “A ressaca é uma manifestação do organismo de que algo não está bem. É um alerta sobre um processo de intoxicação. Uma vez que se ameniza esses sinais, o alerta está sendo ignorado”, defende. Maria Célia explica também que não há medicamentos capazes de acelerar a saída de álcool do corpo, uma vez que, para ser eliminada do organismo, a solução precisa ser metabolizada no fígado.
Gilv@n Vi@n@

Nenhum comentário: