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18 outubro, 2015

FETAM/RN LEVA DELEGAÇÃO AO 12º CONCUT




A Federação dos Trabalhadores em Administração Pública Municipal do Rio Grande (FETAM/RN) participou do Décimo Segundo Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CONCUT), evento iniciado na última terça-feira, 13 de outubro e encerrado ontem. O evento, que aconteceu no Pavilhão de Exposições do Anhembi, reuniu trabalhadores e trabalhadoras do Brasil inteiro e de diversas partes do mundo, que levaram até São Paulo as trajetórias de luta dos sindicatos que representam, e ajudaram a fazer do 12º CONCUT, o maior já realizado pela Central.
O CONCUT tem como centralidade a discussão da luta dos trabalhadores, mas também enfatiza em suas discussões questões que envolvem a sociedade brasileira e a comunidade internacional, como as mortes de palestinos, o ataque terrorista na Turquia; além da tentativa de golpe da direita no Brasil, com a retomada, na Câmara dos Deputados, do movimento golpista. O tema central do 12º CONCUT foi “Educação, Trabalho e Democracia – Direito não se Reduz, se Amplia”.
A FETAM/RN levou ao evento uma comitiva de 8 pessoas, sendo 5 delegados e 3 observadores. Como delegado participaram Francisca Luzia (vice-presidente da FETAM/RN), Francinayre Almeida (secretária de Mulheres), Joselice, Hélio e Valdir.
A mesa de abertura do congresso foi composta pelo Secretário Internacional da CUT, Antônio Lisboa; pela  vice-presidenta da CUT, Carmem Helena Ferreira Foro; o cientista político americano Michael Fichter, professor da Universidade Global do Trabalho (GLU) e da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, além da secretária-geral da CSI, Sharan Burrow.
Antes do “Seminário Internacional”, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, saudou os trabalhadores e as trabalhadoras que foram ao Congresso e fez um pedido aos delegados estrangeiros. “Não repercutam em suas bases, as mentiras contadas pela mídia burguesa brasileira repete. Eles não suportam saber que a classe trabalhadora brasileira conseguiu mostrar que tem um projeto de sociedade muito mais exitoso do que o que é oferecido pela burguesia”, decretou.
A luta brasileira contra o golpe foi motivo de uma enérgica fala do presidente da Confederação Sindical das Américas (CSA), Victor Baez. “Estou aqui para dizer que, ao priorizar a luta sindical, a CUT tem o respeito de todo o sindicalismo mundial. Neste momento, o Brasil enfrenta uma situação complicada, estão querendo derrubar um governo que tirou 40 milhões de pessoas da pobreza. Não vamos deixar, não vai ter golpe”, afirmou o argentino.
O respeitado cientista político americano Michael Fichter foi o primeiro debatedor a falar durante o “Seminário Internacional” e defendeu uma luta global dos trabalhadores e trabalhadoras contra a opressão das grandes empresas.
“As cadeias de produção não atuam em prol dos direitos trabalhistas, apenas para o lucro. As empresas atuais colocam um local de trabalho contra o outro, isso é a marca da precarização”, explicou Fichter, para em seguida pedir sindicatos mais fortes, que “rompam a rede das empresas, para empoderar os trabalhadores.”
A Secretária-Geral da CSI, Sharan Burrow, reforçou a importância de uma luta global que una os trabalhadores e as trabalhadoras e apresentou os motivos. “60% da força de trabalho global está na informalidade, mais de 50% deles em trabalho precário. Pessoas assinam contratos de trabalho sem ideia de carga horária e nem de renda. Infelizmente, 58% dos países excluem os trabalhadores de leis trabalhistas, 77% dos países não oferecem aos trabalhadores o direito de greve.”, informou a dirigente.
O debate foi interrompido para a emocionante participação de Kacem Afia, representante da União Geral dos Trabalhadores Tunisianos (UGTT), que recentemente foi contemplada com o Nobel da Paz, por sua luta pela transição democrática do País, após a “Primavera Árabe”, em 2011.
“As barreiras geográficas e da língua não podem ser empecilhos para uma luta global dos trabalhadores. Aproveito essa ocasião para saudar a CUT que nunca deixou de lutar e acreditar em seus princípios”, afirmou o dirigente sindical tunisiano.
Por fim, Sharan lamentou a precarização de trabalhadores e trabalhadoras no mundo. “Precisamos eliminar o trabalho escravo. Os empresários chamam isso de trabalho forçado, mas não é isso”, afirmou a dirigente sindical, que declarou seu desejo para 2016. “Que nós todos, no 1º de maio do ano que vem, estejamos atrás de uma faixa pedindo uma luta global.”
Durante o “Seminário Internacional”, foi apresentada a “Jornada Continental de Luta Anti-Imperialista”. Paola Estrada, representante do movimento, explicou a inciativa: “Dia 5 de novembro de 2005 derrotamos a Alca. Essa jornada quer celebrar essa vitória, que foi uma bela integração do continente contra o imperialismo. É momento de fazer um balanço dos acordos de livre comércio tomaram outras formas.”
No dia 05 de novembro, o movimento irá às ruas nos países do continente, no Brasil, os atos estão programados para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Entre os dias 20 e 22, em Cuba, ocorrerá o “Encontro Hemisférico”, que fecha a programação.
No CONCUT, a Central tem apresentado propostas para contribuir para o desenvolvimento do país, tais como redução de juros, expansão do financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para pequenas e médias empresas – que mais empregam no país –, o direcionamento dos compulsórios do banco para financiar a habitação popular e a taxação de heranças.
Gilv@n Vi@n@

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