Escuderia alemã venceu 16 de 19 etapas na temporada deste ano, sendo 11 vitórias do campeão mundial Lewis Hamilton e cinco triunfos do alemão Nico Rosberg
Com a vitória de Lewis Hamilton no GP de Abu Dhabi, a Mercedes fechou a temporada 2014 com 16 vitórias em 19 etapas, um surpreendente aproveitamento de 84,2%. Foram 11 vitórias de Hamilton e cinco de Nico Rosberg, números suficientes para que a escuderia alemã batesse o recorde de triunfos em um mesmo ano, superando a McLaren e a Ferrari. As Flechas de Prata terminaram o campeonato com 651 pontos, contra 373 da segunda colocada, a RBR.
Em 1988, a McLaren somou 15 vitórias, sendo oito do brasileiro Ayrton Senna e sete do francês Alain Prost. Apesar da superioridade numérica alcançada pela Mercedes em Abu Dhabi, o time inglês continua tendo o melhor aproveitamento da história (93,7%), já que a temporada de 1988 tinha apenas 16 etapas. No período em que dominou a F-1 com Michael Schumacher, a Ferrari também conquistou 15 vitórias, na temporada de 2002, e depois repetiu o feito em 2004. Na primeira ocasião, o campeonato tinha 17 etapas. Dois anos depois, a disputa contou com 18 rodadas.
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| Os funcionários da Mercedes comemoram vitória em Abu Dhabi e novo recorde na Fórmula 1 (Foto: Divulgação) |
Mercedes faz história na F-1
As Flechas de Prata já haviam assegurado o título do Mundial de Construtores com quatro etapas de antecedência, durante o GP da Rússia, em Sochi. Neste domingo, com a vitória em Yas Marina, Lewis Hamilton se tornou o primeiro piloto campeão pela equipe alemã desde o título do argentino Juan Manuel Fangio, em 1955.
Presente nos primórdios da F-1, a Mercedes foi a equipe de dois dos cinco títulos de Fangio (1954 e 1955). Apesar do sucesso nas pistas, a montadora alemã decidiu se afastar das competições automobilísticas após a tragédia que marcou as 24 Horas de Le Mans de 1955. Um dos pilotos da escuderia, Pierre Levegh, e mais de 80 espectadores morreram em um dos piores acidentes da história do esporte a motor.
O retorno à F-1 só aconteceu em 1994, como fornecedora de motores da Sauber. No ano seguinte deu início a uma parceria de sucesso com a McLaren, que resultou no bicampeonato de Mika Hakkinen (1998 e 1999) e no primeiro título de Hamilton, em 2008. Após adquirir o espólio da Brawn GP e voltar a ter uma equipe própria, a Mercedes presenciou a ascensão da RBR, que acabaria conquistando quatro títulos em sequência, entre 2010 e 2013.
Apesar da dupla de peso formada por Michael Schumacher, que deixou a aposentadoria para atender ao chamado de Ross Brawn, e pelo promissor Nico Rosberg, a escuderia alemã passou a se destacar de verdade somente no ano passado, quando Lewis Hamilton substituiu Schumi. A consagração definitiva veio nesta temporada, com o domínio incontestável na nova era de motores turbo da F-1.
Gilv@n Vi@n@

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