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27 setembro, 2011

Famosa por 'Chaves', Acapulco busca limpar imagem degradada

O balneário de Acapulco, entre os anos de 1940 e 1960, viveu um boom com a presença de estrelas de Hollywood como Johnny Weissmuller, o lendário "Tarzan".
No Brasil, a cidade ficou famosa pelas referências no seriado "Chaves", exibido pelo SBT. O fato é que ela perdeu há muitos anos o glamour e a paz que a tinham tornado um lugar paradisíaco.
Há mexicanos até que consideram a cidade destino de "férias para pobre", em contraste a Cancun --o que combina com o seriado.
Para resgatar Acapulco, o novo governo estadual, que assumiu o poder em abril, afirma ter lançado uma empreitada representada por Graciela Baez, secretária de Turismo de Guerrero, Estado ao qual pertence Acapulco. 
Episódio do seriado mexicano "Chaves" com referência a Acapulco; acima, Quico, seu Madruga e Chiquinha
A economista, ex-funcionária do governo da Cidade do México, tem um desafio em mãos: quatro anos para vencer resistências, limpar a imagem do balneário, reanimar o turismo nacional e internacional, abrir novas rotas áreas para os Estados Unidos e Canadá, e, embora não seja sua responsabilidade, garantir a segurança dos turistas.
CRIME ORGANIZADO
Uma epopeia em tempos de violência do crime organizado, da qual Acapulco foi palco e, embora não haja registros de turistas diretamente afetados, eles já puderam presenciar cenas de horror.
Graciela deu os primeiros passos para limpar os 13 quilômetros de praias que foram invadidos por centenas de vendedores ambulantes, tendo alguns de seus acessos obstruídos ou sem sinalização. 
Nem toda Acapulco está assim, ainda há zonas exclusivas de grandes hotéis, clubes e marinas, mas a imagem da praia mais próxima da Cidade do México, uma das maiores capitais do mundo, contrasta com aquela que lhe deu fama e o apelido de "balneário paradisíaco".
Hoje a porcentagem de visitantes é de 90% mexicanos e 10% estrangeiros, entre eles turistas americanos que aproveitam as férias da Semana Santa. Hoje,
Baez disse em entrevista que seu trabalho é promover a imagem de Guerrero, um Estado que vive do turismo. Cerca de 70% do seu PIB provém deste setor e Acapulco é sua principal fonte de renda.
5 MILHÕES
Neste panorama, vê uma oportunidade para mudar a "cara de Acapulco", aonde chegam todo ano 5 milhões de turistas, um número que estagnou por diversas razões, mas que dada a beleza permanente de suas praias, pode voltar a crescer.
Praia junto ao porto de Acapulco, no Estado de Guerrero
Um fator fundamental para afugentar a insegurança é criar trabalhos em Guerrero e Acapulco, onde o turismo é vital, pois se trata de um Estado que vive dessa atividade.
Outro projeto que já começou é a construção de um túnel de 3 quilômetros de comprimento e que unirá a Acapulco tradicional com a da "zona dourada".
Baez considera que o desafio é romper a resistência de vendedores ambulantes, pescadores, empresários e funcionários para participar desta mudança a fim de recuperar o brilho deste balneário, cujo nome é uma marca internacional, o que explica em parte a persistência de milhões de turistas que, apesar de todos os problemas, continuam visitando a região.
Fonte: 1.folha.uol.com.br/turismo
Gilv@n Vi@n@

14 setembro, 2011

Novais é 5o ministro a deixar governo Dilma em 3 meses

Pedro Novais pediu nesta quarta-feira demissão do cargo de ministro do Turismo após denúncias de uso indevido de dinheiro público. O pedido foi aceito pela presidente Dilma Rousseff, informou a Presidência.
Novais é o quinto ministro a deixar o governo Dilma em pouco mais de três meses, após as saídas de Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Nelson Jobim (Defesa) e Wagner Rossi (Agricultura).

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada nesta quarta acusou Novais de usar um funcionário contratado pela Câmara dos Deputados como motorista de sua mulher.

Na véspera, o jornal já havia afirmado que Novais, de 81 anos, usou recursos da Câmara quando era deputado para pagar o salário de uma empregada particular.

De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência, o encontro entre Dilma, Novais e o vice-presidente Michel Temer, no qual o ministro entregou sua carta de demissão, foi rápido, durou de 15 a 20 minutos.

Ainda não foi definido o substituto de Novais na pasta, mas de acordo com o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), o nome sairá da bancada do partido na Casa. Segundo ele, o PMDB não apresentará nomes a Dilma, mas colocará à disposição da presidente todos os nomes da bancada.

Novais já havia enfrentado denúncias de uso indevido de dinheiro público quando foi indicado ao cargo no fim do ano passado. Ele anexou uma nota fiscal de um motel em São Luís (MA) numa prestação de contas quando era deputado. Posteriormente, ele devolveu os recursos à Câmara.

As novas denúncias deixaram Novais sem apoio político de parlamentares de seu partido, o PMDB, o que tornou impossível sua permanência no posto e levou a seu pedido de demissão.

Neste ano o Ministério do Turismo foi alvo da Operação Voucher, da Polícia Federal, que investigou desvio de recursos públicos destinados a convênios realizados pela pasta. Na ocasião, 36 pessoas foram presas, entre elas o então secretário-executivo e número dois da pasta Frederico Silva da Costa.
Fonte: br.reuters.com
(Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello)
Por Hugo Bachega e Jeferson Ribeiro
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