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10 novembro, 2011

Impostos sonegados somam R$ 395 milhões no RN

Campanha nacional visa combater sonegação. MPE denunciou 29 pessoas buscando recuperar R$ 17,5 milhões
Secretários José Airton, André Macedo e procurador Manoel Onofre (centro) ressaltaram importância do cupom fiscal como fonte de investimentos para sociedade Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Uma operação nacional para o combate à sonegação fiscal foi deflagrada na manhã de ontem envolvendo 22 estados e o Distrito Federal numa ação conjunta dos Ministérios Públicos, as Secretarias de Tributação e outros órgãos e instituições parceiras. O Ministério Público potiguar denunciou 29 pessoas - a maioria "laranjas" - ligadas a empresas dos mais variados ramos, atuantes em todo o Rio Grande do Norte. Além disto, foram formulados pedidos de quebra de sigilo bancário e de seqüestro de bens móveis e imóveis dos denunciados, a fim de garantir o ressarcimento dos impostos sonegados aos cofres públicos. O montante que o MP espera recuperar com essas denúncias chega a aproximadamente R$ 17,5 milhões. No entanto, as representações fiscais apresentadas a Promotoria de Justiça somente este ano somam R$ 395 milhões.
Deixar de entregar ao consumidor o cupom fiscal de uma compra culmina com a sonegação dos impostos, que geram lucros excessivos para as empresas infratoras, bem comoconcorrência desleal. "Estamos em alerta em relação ao não recolhimento de tributos, pois é um recurso que é para ser registrado no ICMS, e posteriormente utilizado em investimentos públicos, tais como asfaltamento de ruas, melhorias em hospitais e até mesmo nas escolas públicas. Se isso não acontece, o lucro passa a ficar com o dono da empresa", afirma o procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto. O procurador fez menção ao valor de imposto que está embutido em cada produto e que deve ser devidamente registrado nos dados de recolhimentos de impostos da Secretaria Estadual da Tributação (SET).
Questionado a respeito de como identificar um laranja, o procurador geral do Estado é simples: "Via de regra o laranja é alguém envolvido com o autor da fraude. Normalmente é um empregado doméstico, um funcionário, ou até mesmo a esposa. Por este motivo não podemos divulgar os nomes dos autuados". Segundo Manoel Onofre, se a dívida for reconhecida antes da sentença ocorrer e tiver sido pago o valor sonegado, a leiextingue o processo levantado contra o praticante da fraude.

Ação

Este é o terceiro ano consecutivo em que o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNOC) deflagra este tipo de operação, alcançando cifras significativas em recursos já suportados pelos contribuintes e consumidores, que deveriam ter sido recolhidos aos cofres públicos e revertidos em proveito da sociedade, mas foram indevidamente desviados em proveito particular. No RN, a Campanha de Combate à Sonegação Fiscal foi lançada e já começou a conscientizar os consumidores a exigirem a nota fiscal no ato de compra.

"Quando não se pede nota fiscal, o consumidor perde uma série de benefícios. Ver a sua cidade com condições melhores de infraestrutura depende desse recolhimento de impostos. Só este ano, foram R$ 395 milhões de valor sonegado, não repassados para os cofres públicos. Este é um valor concreto, pois é um procedimento administrativo tributário", ressalta o secretário estadual de tributação, José Airton.

Segundo informações da SET, 45 mil notas fiscais foram capturadas, as quais gerarão um valor de R$ 489 milhões para recuperar o ICMS devido. "A cada 30 dias fazemos esse cadastro de ICMS na SET. Queremos começar a fazê-lo a cada 10 dias, para inibir ainda mais o ato de sonegação. A parceria com as entidades e com a junta comercial é importante para que possamos ter um combate generalizado e estratégias para otimizar o recolhimento dos impostos", frisa José Airton.

No âmbito do município de Natal, a Secretaria Municipal de Tributação (Semut) estreitou as relações de parceria com o Ministério Público RN e aderiu à presente operação."Estamos realizado as ações preventivas referentes a expedições de instruções normativas aos contribuintes, notificação para regularização de licença de funcionamento, expedição de termos de início de fiscalizações, bem como os encaminhamentos de autos de infração à Promotoria de Justiça de Combate a Sonegação Fiscal", realçou o titular da Semut, André Macedo.

A distribuição de cartilhas e de panfletos de caráter educativos, a fim de propiciar uma maior arrecadação pelo Estado e incremento nos investimentos é uma das estratégias de relacionamento com o público colocadas em prática. Além disso, cerca de 98 auditores fiscais participam da operação, realizando fiscalizações em shoppings, estabelecimentos comerciais, postos fiscais, e outras atividades de fiscalização. Desde as 17h de ontem, fiscais da SET e de outros órgãos de fiscalização visitaram estabelecimentos em diversas localizações da cidade com o objetivo de fortalecer a campanha e procurar irregularidades. O crime por fraude pode acarretar de 2 a 5 anos de prisão com multa. 
Fonte: diariodenatal.com.br
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27 setembro, 2011

Dilma respalda Ideli na defesa de nova CPMF

Fala de Ideli serve como teste na defesa de um novo imposto para financiar a saúde

Dilma dá respaldo aIdeli, que defendeu imposto para financiar a saúde
A presidenta Dilma Rousseff respaldou hoje as declarações da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) em defesa da criação de um novo imposto para financiar gastos do governo na área da saúde. Até então, o Palácio do Planalto só vinha incentivando a discussão sobre o assunto nos bastidores.
A defesa do novo imposto ocorre após a votação da Proposta de Emenda número 29. Na quarta-feira passada, a Câmara aprovou a iniciativa que define gastos com a saúde para a União, Estados e Municípios. No texto, foi incluída a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), mas sem a base de cálculo.
Agora espera-se que o Senado possa alterar a iniciativa. Antes da votação na Câmara, o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), e 17 governadores discutiram a criação do novo imposto. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também afirmou que são necessários mais recursos para que a emenda 29 seja cumprida.
Nesse contexto, Ideli resolveu defender a criação do novo tributo. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, a ministra das Relações Institucionais – que é responsável pela articulação política – comentou a necessidade de um novo imposto. “O governo tem clareza de que precisa novas fontes para a saúde”, disse.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), comentou em Nova York (EUA) que não sabe da criação de nenhum novo tributo. O vice-presidente da República, Michel Temer, também deu declaração que contradiz a fala de Ideli. Segundo o iG apurou, porém, Dilma viu na fala de Ideli uma forma de fazer um teste sobre a defesa do novo imposto.
Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
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