ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSPUMC, NESTE SÁBADO 04/O7 AS 09h NA SEDE SOCIAL DO SINDSPUMC

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10 agosto, 2011

Renda das mulheres sobe 68% em 9 anos; homens ganham 43% mais

A massa de renda das mulheres brasileiras subiu em velocidade maior do que a dos homens entre 2002 e 2011. A alta para elas foi de 68,2%, enquanto o rendimento deles ficou 43,1% maior no mesmo período.
Os dados são de levantamento do Data Popular, que será divulgado nesta terça-feira durante o seminário "Tempo de Mulher", em São Paulo.
O estudo, que considera dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, mostra ainda que a massa de renda das mulheres passou de R$ 412,4 bilhões, em 2002, para R$ 693,5 bilhões neste ano.
"A mulher está estudando mais do que os homens, o que faz com que tenha um maior reconhecimento. Além disso, têm sido cada vez mais avaliada como uma profissional mais responsável e competente, o que também contribui para a sua valorização", afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.
Apesar de ter crescido mais, a renda das mulheres ainda é inferior à dos homens. Em São Paulo, eles ganharam R$ 8,94 por hora em 2010, enquanto elas faturaram R$ 6,72.
Em outras capitais do país o mesmo ocorre. Em Salvador, por exemplo, a dos homens ficou em R$ 6,50 e das mulheres em R$ 5,54. Os dados são do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).
A pesquisa do Data Popular mostra ainda que na divisão por classe social, 47,1% da renda das mulheres vem de trabalhadoras da classe C (ganho domiciliar médio de R$ 2.295), seguidas pela classe A (média de R$ 14.203), com 22,2%. Outras 20,7% integram a classe B (R$ 6.070) e 9,6% são da D (R$ 940). Por último, apenas 0,5% são da classe E (R$ 273).
SATISFAÇÃO
O estudo mostra ainda que as empresárias são as mais realizadas profissionalmente. Questionadas se sentiam satisfeitas no trabalho, 65% responderam que sim.
O percentual é menor entre as autônomas (50%), profissionais liberais (48%) e funcionárias públicas (48%). As trabalhadoras empregadas apresentaram o menor grau de satisfação, apenas 37%.
"Sem a possibilidade de flexibilizar o próprio tempo, para dividir horas de trabalho com momentos de lazer e com a família, as mulheres empregadas se tornam menos realizadas em relação àquelas que possuem maior independência, como as profissionais autônomas e às que administram seu negócio", detalha o instituto. 
Fonte: 1.folha.uol.com.br
MARIANA SALLOWICZ
DE SÃO PAULO 
Gilv@n Vi@n@

13 abril, 2011

Lei Maria da Penha precisa de políticas para ser eficaz

Debatedores na CDH veem avanço para reduzir violência contra as mulheres, mas lembram que é preciso instrumentos mais fortes para o cumprimento da legislação
Ministra Cármen Lúcia (E), do STF, com senadora Ângela Portela (3ª à esq.)
e os demais debatedores: Estado deve agir quando houver violência
A Lei Maria da Penha foi um avanço para reduzir a violência contra as mulheres, mas é preciso implementar políticas que permitam seu pleno cumprimento. Essa foi uma das conclusões da audiência realizada ontem pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para discutir a Lei 11.340/06, por sugestão da senadora Ângela Portela (PT-RR).
Na avaliação de Iriny Lopes, ministra de Políticas para as Mulheres, a Lei Maria da Penha é importante porque a violência contra a mulher passou a não ser mais vista como natural. Ela disse que ainda existe na sociedade a postura de não considerar crimes atos como bater ou humilhar mulheres, exercer violência psicológica contra elas ou mantê-las em cárcere privado.
— Não devemos nos calar diante de qualquer ato de violência, independentemente de quem seja o agressor, se embriagado, morador de favela, empresário, político — disse a ministra, destacando não serem necessárias novas leis, mas apenas o cumprimento das existentes.
Para Luiza Bairros, ministra de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, as novas leis são importantes para realizar uma mudança de mentalidade. Ela disse que a sociedade deve ser informada sobre seus direitos, pois assim a lei poderia ser aplicada em sua plenitude e contribuir com a construção de novas formas de relação.

Mobilização no Senado em defesa das MULHERES
Sobre os questionamentos quanto à constitucionalidade da lei, por suposto desrespeito ao princípio da igualdade, Luiza Bairros disse que isso só acontece porque a norma toca na questão da dominação masculina.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia Antunes Rocha defendeu a interferência do Estado quando a mulher estiver sujeita a qualquer tipo de violência. A ministra disse que as mulheres que sofrem violência doméstica ficam enfraquecidas pela vergonha e pelo medo. Essa situação, observou, deixa a vítima com traumas psicológicos difíceis de eliminar.
— A Lei Maria da Penha veio fazer isso: declarar que a mulher tem direito à vida sem violência, no espaço público ou particular. Sempre ouvi que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Mete sim. Se for com violência, será objeto do Estado — disse Cármen Lúcia.
A juíza do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Brasília, Maria Isabel da Silva, também defendeu a criação de políticas públicas que beneficiem as mulheres agredidas. Ela contou que já ouviu mais de 8 mil mulheres agredidas e disse sentir-se "frustrada e angustiada" com a falta de atendimento a elas, mesmo quando o agressor é punido.
Fonte: jornal do senado

01 abril, 2011

Feministas realizam, em Brasília, Encontro Nacional de Articulação de Mulheres Brasileiras

A deputada Fátima Bezerra e mulheres da delegação do RN

A deputada federal Fátima Bezerra participou na manhã de ontem (31/3) da segunda edição do ENAMB (Encontro Nacional de Articulação de Mulheres Brasileiras), que está sendo realizado em Brasília. Mais de 600 companheiras estão presentes, sendo 50 da delegação do Rio Grande do Norte. O ENAMB é um espaço aberto e plural, onde mulheres militantes, simpatizantes, parceiras, aliadas e colaboradoras da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) debatem questões centrais para o enfrentamento das desigualdades rumo à transformação da sociedade pelo feminismo.
A edição deste ano do ENAMB tem como eixos: expressões do feminismo, atuação frente ao novo governo no contexto de crise global e 30 anos de feminismo na América Latina. “As mulheres de todo o mundo estão de parabéns. São companheiras de luta que seguram a bandeira da agenda feminista sem perder a utopia de construir um mundo livre de qualquer tipo de preconceito, opressão e discriminacao", afirmou a deputada. Durante o encontro, Fátima Bezerra conversou com integrantes da coordenação da AMB, entre elas Maria Aparecida Schumaher (na foto abaixo, de blusa listrada de vermelho) e Analba Brasão (de blusa azul claro), sobre uma agenda da AMB na Comissão de Educação e Cultura. O objetivo é que seja realizada uma audiência pública para que seja feita uma discussão acerca do PNE (Plano Nacional de Educação) numa perspectiva que atenda os interesses femininos, como a universalização das creches.

O encontro prossegue até sábado, dia 2 de abril. Na quarta-feira, dia 30, foi realizado um grande ato feminino na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. De acordo com matéria publicada no site da Universidade de Brasília (www.unb.br), a potiguar Ana Cristina percorreu de ônibus os mais de 2.422 km que separam Natal de Brasília para prestigiar a luta feminista. “Foram mais de dois dias de viagem, mas valeu o esforço. Precisamos lutar pela igualdade de direitos e contra o preconceito contras as lésbicas, por exemplo”, afirma a integrante da Federação dos Conselhos Comunitários de Natal.
Mais informações no site da AMB (http://www.articulacaodemulheres.org.br/)
Fonte: fatimabezerra.com.br

21 março, 2011

Mulheres em comemoração ao dia 8 de março



Margaridas - símbolo das Mulheres
No dia 19 (sábado), centenas de mulheres de assentamentos e comunidades rurais de Mossoró e de dez municípios do Médio-Oeste e Vale do Açu participaram da atividade e ato em alusão ao Dia Internacional de Luta das Mulheres - 8 de Março. Durante o encontro foi feito o lançamento da 4ª edição da Marcha das Margaridas.
A programação começou no Sindicato da Lavoura de Mossoró, localizado no Alto da Conceição. Na ocasião, participaram da mesa-redonda representantes da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG)/ Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do RN (FETARN).
"Foi um momento para lembrarmos uma data-símbolo para a luta das mulheres e ainda relembrarmos o que as mulheres socialistas, por exemplo, Clara Zetkin, do século passado, fizeram para manter esta data até os dias de hoje", salienta a militante Adriana Vieira do Centro Feminista 8 de Março.
Ainda conforme Adriana, o 8 de março é um momento para as mulheres irem às ruas mostrar que, de fato, ainda existe desigualdade entre mulheres e homens. "É um dia que nos coloca todos os anos as necessidades da luta cotidiana, pois a violência, a discriminação e o machismo se manifestam diariamente em nossas vidas", completa.
Logo em seguida, as mulheres sairam em passeata com destino à Praça Rodolfo Fernandes (Praça do Pax) onde foi realizado o ato regional de lançamento da Marcha das Margaridas 2011.
Para Graça Ferreira, do Sindicato da Lavoura de Mossoró, a Marcha se concretiza como um projeto grande e forte para as mulheres do campo, pois elas passaram a ganhar mais visibilidade, além de saberem, hoje, qual o seu real papel na sociedade.
Fonte: correiodatarde.com.br

19 março, 2011

Lançamento da Marcha das Margaridas 2011 aconteçe hoje em Mossoró /RN

HOJE, em Mossoró é o dia da mobilização em virtude do 08 de março "Dia Internacional da Mulher", dia de Luta, dia de reforçar as conquistas e levantar as bandeiras de Lutas para então conquistarem a sociedade que querem.
Aqui na região do RN, as mulheres dos territórios Assú/Mossoró, Sertão do Apodí e Alto Oeste estarão nas ruas de Mossoró para dizerem mais uma vez que as mulheres em alerta estão organizadas para reforçarem as conquistas, Levantar as bandeiras e dizerem que estão organizadas para irem à Brasília/DF em agosto deste ano a VI - MARCHA DAS MARGARIDAS.
PROGRAMAÇÃO DE HOJE EM MOSSORÓ
07 h - Concentração, café da manhã, debate e preparação da MARCHA, no Sindicato da Lavoura (próximo ao Mercado Novo do Alto da Conceição);
09h30min - Saída da MARCHA do Sindicato da Lavoura > Alto da Conceição, > Rua Almirante Barroso, > Alberto Maranhão, > Rua Santos Dumont, e > Rua Coronel Gurgel;
11 h - Ato Político de Lançamento da MARCHA DAS MARGARIDAS na Praça Rodolfo Fernandes (Praça do PAX);
12 h - Retorno das MULHERES para suas comunidades e municípios.

04 março, 2011

Parlamentares defendem inclusão da mulher em decisões políticas

Sessão solene do Congresso
 homenageou o Dia Internacional da Mulher.
Deputadas e senadoras voltaram a reivindicar mais poder político para a mulher brasileira. Nesta terça-feira, em sessão solene do Congresso em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), as parlamentares defenderam uma reforma política que inclua a mulher nos espaços de decisão. “Queremos uma lista [partidária] em que haja mulheres e homens, divididos meio a meio. Defendemos que o financiamento seja público e os partidos cumpram a decisão da minirreforma eleitoral que destina 5% do fundo partidário para a formação de novas lideranças femininas”, afirmou a coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP).
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também apontou o voto em lista como a forma mais rápida de aumentar a presença feminina no Parlamento. “Não podemos considerar que há uma democracia efetiva em um País que tem metade das eleitoras mulheres, mas uma sub-representação feminina na política”, disse Grazziotin.
Conquistas
Apesar da desvantagem numérica, Grazziotin citou, entre as conquistas recentes no campo político, a eleição da presidente Dilma Rousseff e a escolha da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) para a 1ª vice-presidência da Câmara.
O presidente da Câmara, Marco Maia, destacou que a indicação de Rose de Freitas (PMDB-ES) para a Mesa Diretora não foi uma simples concessão, mas uma decisão partidária ratificada pelos deputados com base na trajetória política da deputada. Maia também reforçou a intenção de transformar o debate dos direitos das mulheres em uma discussão permanente na Câmara. Ele elogiou o trabalho realizado pela bancada feminina na Casa e reconheceu avanços proporcionados por essa atuação, como a aprovação da Lei Maria da Penha (11.340/06).
Exposição na Câmara traça histórico de conquistas femininas
Rose de Freitas, por sua vez, disse que a vida da mulher parlamentar, assim como a da trabalhadora comum, não é fácil. Ela lembrou que, em sua atuação na Assembleia Legislativa do Espírito Santo teve de trabalhar sem direito a licença-maternidade nos anos 1980 e, já na Câmara, precisou reivindicar a construção de um banheiro exclusivo para as deputadas no plenário.
A deputada Rosane Ferreira (PV-PR) espera que o trabalho das mulheres que atualmente ocupam cargos públicos surtam resultados na vida de todas as brasileiras. “Nunca tivemos um 8 de Março com uma presidente da República, com vice-presidentes na Câmara e no Senado e com 9 ministras”, disse.
Significados
A socióloga e ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, destacou os diferentes significados que o 8 de Março adquiriu ao longo dos últimos anos. A ministra afirmou que, mais do que homenagear a mulher, a data deve servir para ressaltar as ausências de direitos observados quando se traça um contraponto com a realidade dos homens. "Esperamos que nos próximos anos estejamos aqui não para falar das ausências, mas para comemorar a conquista de direitos pelos quais ainda precisamos lutar", afirmou.
Fonte: camara.gov.br