ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSPUMC, NESTE SÁBADO 04/O7 AS 09h NA SEDE SOCIAL DO SINDSPUMC

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13 março, 2012

Touros entre os cinco municípios com destaque na economia agrícola do RN


Cinco municípios se destacaram na atividade agrícola do Rio Grande do  Norte: Mossoró(melão), Touros(abacaxi), Apodi(arroz, caprinos e ovinos), Ceará-Mirim(cana-de-açúcar, mandioca e mamão) e São José do Mipibu(cana-de-açúcar e mamão).
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas(IBGE) e mostram a participação agrícola e agropecuária no estado, onde o setor apresentou aumento de 16=8,6% no volume em 2009, com participação de 5,2% no valor adicionado estadual, contra 4,6% em 2008.
A participação do município de Touros na economia do estado vem crescendo a cada ano com a produção de culturas como abacaxi e coco, além de políticas públicas de incentivo a produção na agricultura familiar. Dados recentes da Secretaria de Agricultura do município de Touros mostra o aumento na produção de grãos de 60% em comparação a última década.
Fonte:Touros em Foco
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26 dezembro, 2011

Brasil fecha 2011 como a sexta maior economia do mundo

Segundo o jornal inglês "The Guardian", País superou o Reino Unido; EUA e China lideram ranking

O jornal britânico "The Guardian" informa na edição desta segunda-feira que o Brasil superou o Reino Unido e se tornou a sexta maior economia do mundo. O levantamento publicado pelo jornal foi feito pelo Centro para Pesquisa Econômica e de Negócios (Centre for Economics and Business Research).
Agora, o ranking das maiores economias é liderado pelos EUA, seguido por China, Japão, Alemanha e França. O Reino Unido ocupa o sétimo lugar.
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Segundo Douglas McWilliams, presidente do CEBR, “o Brasil tem batido os europeus no futebol por um longo tempo, mas superá-los na economia é um fenômeno novo”. Ainda ao Guardian, McWilliams concluiu: “Nossos rankings mostram que os países asiáticos e os países que produzem commodities estão escalando os pontos mais altos da tabela enquanto, nós, da Europa, estamos ficando para trás”.
Entre as razões para a ascensão do Brasil, segundo o estudo, estão a crise de 2008, que dissolveu o crescimento dos países europeus em um caldeirão de dívidas, e as exportações de produtos primários, como minérios, soja e petróleo, para a China e para o Sudeste Asiático.
Porém, o Brasil não deve ficar neste posto por muito tempo. Ainda segundo o CEBR, a Índia deve pular para o quinto lugar e a Rússia, para o quarto, nos próximos dez anos. 
'Locomotiva'
O Daily Mail, outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que a Grã-Bretanha foi "deposta" pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.
Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao "futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global" com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.
Um artigo que acompanha a reportagem do Daily Mail, ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no Carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.
"O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado", conclui o artigo intitulado "Esqueça a União Europeia... aqui é onde o futuro realmente está".
A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo Guardian, que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos.
"A única compensação (...) é que a França vai cair em velocidade maior". De acordo com o jornal, Sarkozy ainda se gaba da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás da tradicional rival Grã-Bretanha.
O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site This is Money intitulada: "Economia britânica deve superar francesa em cinco anos".
Fonte:  BBC Brasil
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09 dezembro, 2011

Bom desempenho, apesar dos pesares

Questões econômicas e políticas refletem no crescimento da construção civil potiguar em 2011, diz Sinduscom
Influenciado pela desaceleração da economia e as transições políticas em nível estadual e federal, 2011 termina para a construção civil sem cumprir a grande expectativa gerada pelo excelente desempenho do ano passado. Mesmo assim, o crescimento do setor no Rio Grande do Norte deve fechar o ciclo acima da média nacional e a frente do Produto Interno Bruto (PIB), que soma todas as riquezas geradas no país. "O índice de velocidade de vendas diminuiu, mas isso não afetou a execução das obras", resume o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Arnaldo Gaspar Jr., em coletiva realizada ontem na sede da entidade.
Expectativa é de que o setor cresça 5,5% este ano, acima do PIB brasileiro. // Fábio Cortez/DN/D.A Press.

No fator empregabilidade, a construção civil criou 1.827 postos de trabalho até outubro, e manterá a média de 5% de alta nas contratações, conforme prevê Arnaldo Gaspar. O setor começou o ano com 38.500 empregos formais e se aproxima dos 40.500 trabalhadores. Para o presidente do Sinduscon, 2012 guarda um melhor aquecimento, resultado da consolidação das obras da Arena das Dunas, além da expectativa do início da construção dos terminais de cargas e passageiros do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, e do começo das intervenções na mobilidade urbana.
O presidente do Sinduscon analisa que o número de empregos formais está diretamente relacionado ao crescimento global do setor em 2011. "Vamos crescer acima do PIB do Brasil, que deve ficar em 3%. No RN vamos chegar a 5,5%, quase o dobro", observa. Para Arnaldo Gaspar, o momento vivido pela economia interna e as crises internacionais deixaram os empresários receosos, mas não motivaram cancelamentos de obras. "Ninguém parou de prospectar terrenos", afirma. No entendimento de Gaspar, a desaceleração econômica pode refletir de alguma forma nos futuros lançamentos, mas o presidente do Sinduscon prefere manter o otimismo.
Com metas no início do ano de comercializar 14.300 unidades e gerar R$ 2 bilhões no Valor Geral de Vendas (VGV), a construção civil ainda não tem números fechados para o fim de 2011. Mesmo com os construtores aguardando o comportamento da economia para lançar novos projetos, Arnaldo Gaspar espera uma boa retomada em 2012. "Diz respeito a todos os projetos que estão na gaveta, sendo feitos, e a decisão de lançar ou não esses projetos. Até lá a economia deve voltar ao seu ritmo de crescimento", conclui. 
Fonte: DN
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30 novembro, 2011

Passagens aéreas têm maior alta dos últimos cinco anos

Tarifa de voos domésticos subiu 56,3% até novembro, dez vezes mais que a inflação acumulada no ano, segundo dados do IBGE

Os preços das passagens aéreas no Brasil dispararam nos últimos meses e acumulam alta de 56,3% no ano até novembro. A variação é a maior da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em agosto de 2006. O reajuste das tarifas é quase dez vezes maior que a inflação medida pelo IPCA-15, que é de 5,95% no período.
“O preço das passagens aéreas vem pressionando a inflação nos últimos meses e tem subido bastante por fatores como aumento de renda, procura grande por voos e realização de eventos importantes em cidades como o Rio de Janeiro, que atraem grande volume de pessoas e aumentam a demanda por passagens aéreas”, afirmou ao iG Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE.
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As tarifas de voos domésticos começaram a subir com intensidade a partir de setembro, quando houve alta de 23,4%. Em outubro, os preços subiram 14,2%, enquanto em novembro o avanço mensal foi de 4%. “O ritmo do aumento no preço de passagens aéreas tem perdido força, mas ainda permanece em patamar elevado”, disse a coordenadora.
O forte reajuste nas passagens ocorre após um primeiro semestre de redução significativa nos preços, resultado da disputa acirrada entre as empresas aéreas brasileiras por clientes, com destaque para TAM e Gol. “As companhias estavam com um nível de tarifas que não era mais sustentável, o que se refletiu no resultado das empresas no primeiro semestre”, afirmou André Castellini, especialista em aviação da consultoria Bain & Company. “O nível de tarifa média estava abaixo do que era necessário para ter algum lucro e continuar reinvestindo.”
Além da necessidade de recompor margens, o aumento de custos foi decisivo para levar as companhias a aumentar o preço das passagens. Castellini avalia que a alta do dólar e do petróleo, que voltou a operar próximo de US$ 100 por barril, pressionou as despesas operacionais das aéreas. “Esses fatores se manifestaram nas tarifas do terceiro trimestre e devem continuar a pressionar os preços das passagens neste final de ano e no ano que vem”, afirmou o consultor.
Para o primeiro semestre de 2012, Castellini estima aumento próximo de 10% na tarifa média em comparação a igual período de 2011. “Um reajuste dessa ordem de magnitude seria necessário para absorver o petróleo e o dólar no nível atual e levar as companhias a ter um resultado positivo”, afirmou.
Para Anac, preços recuaram 17,7%
Se os números coletados pelo IBGE apontam para uma alta recorde nos preços de passagens aéreas no ano até novembro, o levantamento feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indica um recuo de 17,7% nas tarifas para voos domésticos no acumulado do ano até agosto.
Os resultados conflitantes, segundo a Anac, são explicados pela diferença de metodologia adotada. A Agência afirma que recebe das companhias aéreas um levantamento com o preço das passagens praticadas no mês, que é usado para compor a tarifa média para o período.
Já o IBGE informa que a coleta é feita com base na pesquisa de voos feita diretamente nos sites das companhias áreas e considera destinos turísticos comuns dentro do Brasil, de modo a refletir os preços pagos pelos consumidores em viagem de lazer. As consultas são feitas, em geral, um mês antes da data da viagem, mas em períodos de alta temporada, a coleta de preços é feita com dois meses de antecedência.
Fonte: economia.ig.com.br
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18 novembro, 2011

Programa do Leite na berlinda

Dívidas do governo com produtores prejudicam 150 mil famílias e setor leiteiro potiguar
Fábio Cortez/DN/D.A Press. // Dívidas chegam a R$ 11,5 mi e estão provocando uma verdadeira quebra na atividade, além de prejudicar beneficiados.
As cerca de 150 mil famílias beneficiadas com o Programa do Leite no Rio Grande do Norte estão ameaçadas de perder o fornecimento, caso o Governo do Estado não quite a dívida com produtores e usineiros. A crise no setor leiteiro já ultrapassa os limites de tolerância e muitos pequenos produtores e até usineiros estão fechando as portas. Centenas de famílias de pelo menos três bairros da Zona Norte de Natal já estão sem o fornecimento, devido a paralisação das atividades de muitos produtores e ao fechamento de usinas no interior do Estado. A dívida do Governo do Estado com fornecedores e usineiros, referentes aos últimos 45 dias e mais três meses do ano passado é de R$ 11,5 milhões. 
A crise acomete o setor desde 2010, quando a gestão anterior atrasou pagamento dos três últimos meses do ano, num montante de cerca de R$ 10 milhões. Deste valor do ano passado, o governo praticamente quitou a dívida com os produtores, mas ainda não pagou à indústria cerca deR$ 4 milhões. Mas o atual governo também está em atraso com o pagamento aos produtores e usineiros, numa dívida que somente este ano chega a R$ 7 milhões. O resultado é que a produção caiu cerca de 30% e ocorre o fechamento de postos de trabalho, além da venda de vacas leiteiras para o corte. Outros produtores que subsistiram à crise ainda conservam algumas vacas, mas já não confiam mais no Governo do Estado e preferem vender o leite in natura de porta em porta, fornecer para o estado de Pernambuco ou para queijeiras.
Segundo o vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindleite/RN), Francisco Belarmino Macedo Neto, está havendo uma verdadeira quebradeira no setor. O Rio Grande do Norte produzia cerca de 155 mil litros de leite por dia, mas os frequentes atrasos provocaram uma reação em cadeia na bacia leiteira, provocando queda na produção de leite e, consequentemente o fechamento de quatro das 26 usinas de pasteurização. "Muitos produtores pediram dinheiro emprestado epagaram com juros, sofrendo uma total queda dos rendimentos e não tiveram como mais investir na produção. Uma matriz que vai para o machado deixa de produzir o leite e não deixa as crias para manter o ciclo e, com isso, não dá continuidade à atividade", esclarece.
Além disso, os produtores reclamam que o preço do litro do leite de R$ 1,26, pago pelo Governo do Estado, está defasado. Somente o custo de produção é acima de R$ 1, mas os produtores só recebem o equivalente a 60%, ou seja R$ 0,73, o restante ficam as usinas, ou seja, cerca de 40%. 
Fonte: diariodenatal.com.br
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07 novembro, 2011

Pressão da União Europeia derruba governo grego

União Europeia
A Europa exigiu, a população pressionou e o governo de George Papandreou na Grécia caiu. Ontem, líderes políticos gregos chegaram a um acordo para a formação de um governo de união nacional na esperança de aprovar o pacote de resgate da União Europeia, impedir um calote total e evitar o caos financeiro no continente. Falta definir quem irá compor o governo. Líderes políticos entraram pela madrugada em negociações.
A saída de Papandreou foi confirmada para evitar um terremoto nos mercados hoje. O governo grego é o quinto a ser derrubado pela crise na Europa. Mas, desta vez, as condições para assumir o poder e até a data de novas eleições foram determinadas por Bruxelas.
Papandreou, que em 2009 foi eleito com a promessa de reduzir a pobreza, termina seu governo com meros 10% de apoio da população. Ontem, confirmou que não fará parte do novo governo e oficialmente entregará seu cargo depois de chegar a um acordo com a oposição sobre o novo chefe de governo. "Não posso deixar um vácuo", disse, antes de fechar o acordo.
Seu anúncio conclui uma semana de caos político gerado por sua decisão de levar o pacote de resgate a um referendo nacional, medida que enfureceu a UE e que tinha como meta evitar a convocação de eleições antecipadas. Ontem, a imprensa local indicava que o substituto seria Lucas Papademos, ex-vice-presidente do Banco Central Europeu, um tecnocrata apoiado pelos principais bancos europeus. Outros três nomes estavam na mesa de negociações.
O acordo ainda segue outra exigência da UE. Eleições serão convocadas, mas só depois de a Grécia aprovar no Parlamento seus compromissos de reformas exigidos pela UE para que 130 bilhões sejam liberados. Essa era uma exigência de Alemanha e França. Vários partidos gregos insistiam que queriam rever os termos do acordo. Em Atenas, a  perspectiva é de que a eleição ocorra no final de fevereiro.
O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, pode permanecer no cargo. Considerado pessoa de confiança da UE, hoje vai a Bruxelas entregar aos demais ministros da zona do euro o compromisso de aprovação do pacote. Sem mostrar compromisso em cortar gastos, salários e pensões, a Grécia não receberá nem a parcela de 8 bilhões prevista para  pagar as contas até o fim do ano, nem o pacote de 130 bilhões para 2012. 
Fonte: AE -Agência Estado
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15 setembro, 2011

União chegou ao limite em acordo de royalties, diz Mantega

Governo diz que, agora, estados produtores devem fazer a sua parte para evitar o retorno da chamada Emenda Ibsen

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considera que a União chegou ao seu limite na tentativa de fechar um acordo em torno da partilha dos royalties arrecadados com as áreas de concessão para exploração de petróleo. Para acomodar as pressões de estados produtores e não produtores, o governo concordou em reduzir de 30% para 20%, a partir de 2012, a fatia da União na repartição dos royalties.  

O Ministério da Fazenda acredita que, agora, os estados produtores devem fazer a sua parte para tentar unir as lideranças no Congresso Nacional e evitar o retorno da chamada Emenda Ibsen, que prevê a distribuição igualitária entre produtores e não produtores de petróleo. "Quem está na iminência de perder (recursos) não está perdendo nada com a proposta do governo. E ainda achamos que há margem nas negociações para reduzir a participação dos Estados produtores", ponderou uma fonte do governo.
Pela proposta apresentada por Mantega aos líderes governistas em reunião hoje, a União e os municípios produtores pagariam a conta para que estados não produtores passem a receber recursos provenientes dos royalties a partir de 2012. Os estados produtores teriam uma redução na participação na distribuição de 26,25% para 25% em 2012, mas o aumento da produção de petróleo compensará eventuais perdas.
O governo considera que a proposta é boa para todos os governadores. A choradeira pode vir de alguns prefeitos de municípios do Rio de Janeiro, como Campos, Macaé e Rio das Ostras, que perderão dinheiro com a redução da fatia dos municípios produtores, de forma gradual, até 2018. O Ministério da Fazenda optou por colocar a conta nos municípios por considerar que a pressão política ficará menor. "É melhor a resistência de dez prefeitos do Rio do que dos governadores e dos outros cinco mil prefeitos", disse a fonte.
O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), propôs que os estados produtores reduzam para 20% a participação nos royalties para acomodar os pleitos dos Estados não produtores. O Ministério da Fazenda calcula que os não produtores ficariam com 23% dos royalties pela proposta apresentada pelo governo. "É natural que queiram negociar mais, mas precisa sair dos estados produtores. O Cabral (Sérgio Cabral, governador do Rio) precisa ser chamado para se posicionar", afirmou a fonte.
Apesar da pressão dos líderes para que o governo também altere as regras na distribuição das participações especiais do petróleo (pagas sobre o lucro dos campos mais rentáveis), o Ministério da Fazenda avisou que não está disposto a negociar. O argumento é que as propostas apresentadas ao governo não têm segurança jurídica e podem provocar um passivo para a União. Caso haja questionamento na Justiça por parte das empresas, por quebra de contrato, a União poderia ser condenada a devolver os recursos mesmo tendo repassado parte deles para Estados e municípios.
Além disso, o Ministério da Fazenda calcula que para cada R$ 1 bilhão a mais de arrecadação, a Receita Federal deixaria de arrecadar em torno de R$ 340 milhões em Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Isso porque as empresas podem abater do lucro o pagamento de royalties e participações especiais.
A perda da União também viria por meio da redução dos dividendos da Petrobras. Como a estatal é responsável por mais de 90% do pagamento de participações especiais, a empresa reduziria o lucro e, por consequência, os dividendos repassados ao governo. Além disso, poderia haver uma queda nos investimentos para exploração de campos do pré-sal. Pela proposta dos senadores Francisco Dornelles, Delcídio Amaral, Ricardo Ferraço e Lindbergh Farias, a arrecadação das participações especiais passaria de R$ 10 bilhões para R$ 17 bilhões.
Fonte: economia.ig.com.br
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29 agosto, 2011

Paim: bons resultados permitem aumento real para aposentados

Os dados positivos que a Previdência Social vem apresentando indicam que é possível conceder aumento real para aposentados e pensionistas. A afirmação foi feita por Paulo Paim (PT-RS)com base em declarações do ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, ao jornal O Estado de S.Paulo, de que o resultado da Previdência em julho deste ano foi o melhor para os meses de julho dos últimos 12 anos.
— Existem recursos suficientes para acabarmos com o fator ­previdenciário e para garantir reajuste real às aposentadorias e pensões — afirmou.
Segundo o senador, recursos da seguridade social têm sido repassados ao orçamento Fiscal. De 2004 a 2010, disse, foram transferidos R$ 84,6 bilhões.
Paim criticou a pressão de alguns segmentos empresariais para reduzir a alíquota de 1,5% sobre o faturamento em troca da desoneração dos 20% da contribuição previdenciária sobre a folha salarial. Ele explicou que, com isso, as contribuições previdenciárias também seriam reduzidas, fazendo cair a ­arrecadação. 
Fonte: senado.gov.br
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16 agosto, 2011

Brasil tem R$ 300 milhões em moedas perdidas

Cerca de R$ 300 milhões em moedas da primeira família do real estão fora de circulação --dinheiro perdido ou esquecido em casa.
Fabricadas entre 1994 e 1998, representam 15% do valor e quase um terço da quantidade existente no país, segundo o Banco Central.
Todas continuam valendo, exceto as antigas moedas de R$ 1, que saíram de circulação em 2003 e hoje só podem ser trocadas no BC ou em uma das 27 agências autorizadas do Banco do Brasil.
Somente em moedas antigas de R$ 1 há 35,5 milhões que nunca voltaram para o BC, número que segue praticamente estável desde 2006.
As perdas são maiores quando com dinheiro de menor valor. Antigas moedas de R$ 0,01, por exemplo, representam 60% da quantidade no mercado dessa denominação (R$ 20 milhões), mas dificilmente são encontradas.
Para suprir a ausência de moedas que "desaparecem" ou ficam estocadas em casa, o BC gasta R$ 320 milhões por ano. A instituição possui hoje um estoque para atender seis meses de demanda.
TROCO
O chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, João Sidney Figueiredo Filho, diz que os bancos também têm o suficiente para resolver problemas de falta de troco.
"Basta que o comércio procure os seus bancos, que estão com muito estoque."
O Banco do Brasil, responsável pela distribuição, por exemplo, oferece serviço de troco em todas as capitais brasileiras. Todos os bancos, no entanto, têm obrigação de atender aos pedidos do comércio por moedas.
O BC também faz distribuições com antecedência quando há sinal de que pode faltar dinheiro. Isso acontece, principalmente, quando há reajuste das tarifas de transporte público e é preciso intensificar a distribuição de moedas de R$ 0,10 e R$ 0,20.
Se todas as moedas distribuídas estivessem efetivamente em circulação, haveria cerca de R$ 22 para cada brasileiro. 
EDUARDO CUCOLO
DE BRASÍLIA  
Fonte: 1.folha.uol.com.br
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09 agosto, 2011

Lucro do Banco do Brasil cresce 23% e atinge R$ 6,26 bi no semestre

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 6,262 bilhões no primeiro semestre, com expansão de 23,4% ante igual período no ano passado. Considerando o ganho recorrente, sem eventos extraordinários, o aumento foi de 40,4%, atingindo R$ 6,153 bilhões.
O resultado do maior banco do país ficou abaixo do Itaú, que apresentou lucro de R$ 7,133 bilhões nesse intervalo e alta de 11,5% no mesmo comparativo. O ganho recorrente (R$ 6,955 bilhões) teve acréscimo de 7,6%.
No segundo trimestre, o lucro de R$ 3,33 bilhões aponta alta de 22,2% em doze meses e de 13,6% ante os três meses imediatamente anteriores. Já o ganho recorrente (R$ 3,23 bilhões) apresentou crescimento de 38,8% e de 10,5%, respectivamente.
CRÉDITO
A carteira de crédito do Banco do Brasil, que inclui garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, alcançou R$ 421,3 bilhões em junho, com crescimento de 20,2% em 12 meses.
As despesas de provisão para risco de crédito somaram R$ 5,7 bilhões no semestre, com queda de 3,7% sobre o mesmo período do ano anterior.
O crédito para os consumidores subiu para R$ 122,6 bilhões ao final de junho de 2011, com evolução de 21,2% em um ano. Os destaques nesse período foram o crédito consignado (R$ 47,9 bilhões), que teve expansão de 18,4% em 12 meses, e o CDC Salário (R$ 14,6 bilhões), com crescimento de 25,2% ante o mesmo período do ano anterior.
O crédito imobiliário mantém a trajetória de expansão, com saldo de R$ 4,2 bilhões em junho, quase o dobro (99,5%) do registrado há 12 meses. Já as operações de financiamento de veículos somaram R$ 30,5 bilhões ao final do semestre, com aumento de 34,1%.
O índice de inadimplência, levando em conta apenas atrasos superiores a 90 dias, ficou em 2,0% da carteira de crédito ao final de junho, abaixo do registrado em março (2,1%) e no mesmo mês do ano passado (2,7%). 
Fonte: 1.folha.uol.com.br
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PROTEÇÃO À ECONOMIA: Dilma pede a brasileiro que continue a consumir

Brasília Como Lula em 2008, a presidente Dilma Rousseff pediu na manhã de ontem que o brasileiro não deixe de consumir, como forma de ajudar a proteger o Brasil da crise econômica internacional. Em entrevista no Palácio do Planalto, ela afirmou que não é um momento para "brincar e sair por aí gastando o que não temos", porque o Brasil não é "uma ilha isolada no mundo" e não está "imune" às turbulências econômicas do mundo, mas que o consumo deve continuar porque o país não passa por "nenhuma ameaça".
No ano de 2008, a política adotada pelo governo Lula para reagir à crise internacional foi turbinar o consumo interno com isenções de impostos e ampliação de programas de redistribuição de renda.
Durante a manhã de ontem, a presidente fez um apelo para que todos os segmentos da sociedade tenham "muita tranquilidade, muita calma e nenhum excesso". Perguntada se o Brasil, caso chamado a ajudar economias em crise, poderia prestar ajuda financeira, a presidente afirmou que o país "não se furtará" a cumprir seu papel. "Se houver necessidade de ajuda, seja ela qual for, o Brasil não se furtará. Mas não há perspectiva disso", afirmou.
Decisão precipitada
Dilma disse que está "com aquela preocupação que me faz não ser uma pessoa alheia à realidade", mas que tomará todas as medidas necessárias. A presidente falou logo após a visita do primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, ao Palácio do Planalto. Na declaração conjunta à imprensa, ela havia afirmado que a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor´s de rebaixar a nota dos títulos do tesouro dos EUA foi "precipitada" e "não correta".
Dilma voltou a afirmar que o Brasil está em uma situação "muito mais sólida" do que em 2008, na última crise. "É a segunda vez que a crise afeta o mundo e é a segunda vez que o Brasil não treme", disse ela. A presidente também reforçou que os bancos brasileiros, públicos e privados, estão "robustos" porque praticaram uma "política muito sóbria".
Dilma afirmou que o mercado interno é uma "grande vantagem" que o país tem. "Estamos incentivando e tomando todas as medidas para que práticas de concorrências desleais não nos afetem", disse. Mesmo assim, a presidente disse esperar que os EUA e Europa se recuperem, para que voltem a consumir como antes. A presidente criticou a falta de política fiscal na Europa e EUA, disse que eles devem "tomar providências", não o Brasil, e afirmou mais uma vez que foi uma "insensatez" o impasse político nos EUA na semana passada, que ameaçou toda a economia mundial.
Fonte: diariodonordeste.globo.com
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03 agosto, 2011

Economia: Lançado pacote para aumentar a competitividade da indústria

Estímulo ao investimento e à inovação, apoio ao comércio exterior e defesa da indústria no mercado interno estão entre os principais pontos da política anunciada ontem no Planalto 
Na solenidade, Guido Mantega, Marco Maia, Michel Temer, Dilma Rousseff, José Sarney, Gleisi Hoffmann e Fernando Pimentel

a solenidade de lançamento do Plano Brasil Maior de Política Industrial, que estabelece as diretrizes da política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior do país para o período de 2011 a 2014, ocorreu ontem, no Palácio do Planalto, e contou com a presença do presidente do Senado, José Sarney, e senadores da base.
O objetivo do plano, conforme assinalou a presidente Dilma Rousseff, é aumentar a competitividade da indústria nacional, a partir do incentivo à inovação tecnológica. Para isso, o decreto institui o plano Brasil Maior e cria seu sistema de gestão conjunto de medidas de estímulo ao investimento e à inovação, apoio ao comércio exterior e defesa da indústria e do mercado interno.
Competitividade
Entre as medidas anunciadas para estimular a competitividade da indústria brasileira, há corte de tributos, como a manutenção do IPI reduzido sobre material de construção, bens de capital (máquinas e equipamentos para a produção), além de caminhões e veículos comerciais leves.
O pacote também reduz a zero a alíquota de 20% da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento de setores sensíveis ao câmbio e à concorrência internacional e intensivos em mão de obra, como confecções, calçados, móveis e softwares.
O plano também estabelece medidas para redução do custo das exportações, como a instituição do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), e a criação de linhas de financiamento específicas para o incentivo às exportações, inclusive para micro, pequenas e médias empresas, além de definir ações para a simplificação do processo exportador com vistas à redução de custos para os ­produtos exportados.
Para permitir a execução de algumas ações, Dilma assinou, durante a cerimônia, duas medidas provisórias, que serão encaminhadas ao Congresso. Segundo ela, o plano Brasil Maior é uma resposta "à concorrência predatória" imposta pelos países desenvolvidos frente à crise econômica internacional.
Fonte: senado.gov.br
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17 julho, 2011

Economia: Rumo da economia mundial preocupa senadores

Requião, Cristovam e Ana Amélia alertam para problemas vividos nos EUA e Europa. Para Jorge Viana, país segue no rumo certo
A turbulência econômica provocada pelo endividamento norte-americano e pela crise que atinge países europeus como Portugal, Espanha, Grécia e Itália levou os senadores a questionarem se o Brasil está em condições de não ser afetado. Para Roberto Requião, o Banco Central tem tomado medidas corretas, mas elas precisam ser mais fortes para proteger a economia nacional. Cristovam Buarque concorda com Requião, apontando a dependência brasileira da exportação de poucas commodities. Jorge Viana, por sua vez, acredita que os governos Lula e Dilma Rousseff, ao investirem em programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida, e o Brasil sem Miséria, colocaram o país em posição privilegiada. Já Ana Amélia vê como animador o lançamento, pelo governo, de plano de inovação tecnológica e fortalecimento do comércio exterior.
FONTE: senado.gov.br
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07 junho, 2011

Autoridades fiscais fazem balanço positivo do pós-crise

Representantes de instituições fiscais e monetárias destacaram que medidas anticrise asseguraram números adequados à economia no primeiro quadrimestre de 2010
Senador Francisco Dornelles (C) coordena audiência pública que avaliou política fiscal no início do ano passado
 Os especialistas que analisaram, ontem, os grandes números da economia nacional nos quatro primeiros meses de 2010 destacaram o acerto das medidas tomadas pelas autoridades econômicas no enfrentamento da crise mundial de 2008 e 2009. O debate foi promovido pela Subcomissão Temporária de Avaliação da Política Fiscal, presidida por Francisco Dornelles (PP-RJ) e vinculada à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Fernando Alberto Sampaio Rocha, chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, tratou do impacto fiscal das medidas adotadas pela instituição e apontou a importância do aumento das reservas internacionais como defesa contra oscilações externas e dos aportes do BC ao BNDES para execução de políticas antirrecessivas — para este ano, são previstos pelo BC mais R$ 55 bilhões em aporte.
— O impacto que isso tem nas estatísticas fiscais é um aumento da dívida bruta no montante dos títulos emitidos e, na dívida líquida, esse impacto é neutro — informou.
Tatiana Lacerda Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mostrou como o Brasil tem aproveitado a alta das commodities no mercado internacional para aumentar suas exportações, com ênfase em produtos básicos. Chamou a atenção a diversificação dos destinos das exportações, com o surgimento de novos polos econômicos, mas com um motivo de preocupação
— São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro respondem por 50% de tudo aquilo que o Brasil exporta. Isso mobiliza o Ministério do Desenvolvimento a favor da inclusão de novas empresas de diferentes origens no esforço exportador — disse. 
Cleber Ubiratan de Oliveira, subsecretário de Planejamento e Estatísticas Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional, ressaltou as políticas de ajuste fiscal que geraram efeito no período. Passada a crise, a arrecadação tem mostrado um aumento "bastante favorável". Por sua vez, Raimundo Eloi de Carvalho, da Coordenação de Previsão e Análise de Arrecadação da Receita Federal, comparou as receitas do primeiro quadrimestre de 2011 com o mesmo período do ano passado, registrando o crescimento de 38% na arrecadação de IOF. O impacto negativo da crise de 2008 está superado com uma "constante evolução" no crescimento do recolhimento de tributos federais desde outubro de 2009, afirmou. 
Fonte: senado.gov.br
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