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15 abril, 2011

CDH vai debater segunda-feira violência nas escolas

Convocação da audiência pública foi motivada pelo atentado ocorrido este mês em escola do Rio de Janeiro, que resultou na morte de 12 adolescentes


Moradores do Rio assistem a missa de sétimo dia
em frente da Escola Tasso da Silveira, onde os jovens foram assassinados

A violência nas escolas será debatida na segunda-feira, às 9h, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado. No último dia 7, um ex-aluno invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, matando a tiros 12 adolescentes. Outros cinco estudantes continuam internados em hospitais do Rio.
Para o debate na CDH, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), foram convidados o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick; o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto Franklin de Leão; e a subsecretária para Educação Integral, Cidadania e Direitos Humanos do Distrito Federal, Gícia de Cássia Falcão.
Também serão ouvidos o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo; o presidente da Sociedade de Psicanálise de Brasília, Luciano Wagner Guimarães Lírio; o representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Vincent Defourny; e a diretora do Sindicato dos Professores do DF, Rosilene Correa, que coordena a campanha "Quem bate na escola maltrata muita gente".
Fonte: Jornal do Senado

08 abril, 2011

Senado promete mais leis para coibir violência


Tragédia em escola pública do Rio de Janeiro
é lamentada por parlamentares, que cobram
 medidas para proteger melhor jovens e crianças 

Pelo menos 12 alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira,
no Rio de Janeiro, foram mortos ontem de manhã por um atirador
Além de manifestações de senadores chocados com o assassinato de 12 crianças no Rio de Janeiro, ocorrido ontem de manhã, o Senado reagiu ao massacre com promessas de novas leis para coibir a violência. As principais manifestações partiram do presidente da Casa, José Sarney; dos senadores pelo Rio, Marcelo Crivella (PRB), Francisco Dornelles (PP) e Lindbergh Farias (PT); dos integrantes da Comissão de Relações Exteriores (CRE); e do presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Eunício Oliveira (PMDB-CE).
Um esforço para votar projetos contra a violência foi anunciado ontem pelo presidente da CCJ. Eunício afirmou que, na véspera, já havia pedido levantamento dos projetos que tratam de segurança pública, que considera a maior preocupação dos brasileiros.
Referindo-se à tragédia em Realengo, Eunício Oliveira disse que a segurança nas escolas deve ser hoje uma preocupação nacional. Segundo Eunício, diariamente morrem crianças vítimas da violência nas escolas, o que exige das autoridades medidas preventivas.
 Nossos jovens estão expostos a todo tipo de violência, e não podemos assistir passivamente a essa onda criminosa. Os traficantes estão viciando e matando os jovens nas imediações das escolas e isso é intolerável —acrescentou.
Lindbergh Farias ressaltou que o momento é de mobilização social e de repensar os valores da sociedade.
— Falo como brasileiro que conhece aquele povo. Ninguém sabe o que se passa na cabeça de uma pessoa como essa quando resolve assassinar crianças. O povo do Rio, em especial os pais daquelas crianças, não merece isso — afirmou o parlamentar.
Francisco Dornelles disse que estava chocado com o ocorrido e que se sentia "como os pais das crianças", que enviaram seus filhos para estudar e que jamais esperavam por uma tragédia como a ocorrida nesta manhã.
Marcelo Crivella disse estar com o "coração estraçalhado de tristeza". Foi dele o requerimento para que a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional aprovasse voto de pesar às famílias das vítimas.
Sarney classificou como "atentado terrorista" o ataque à escola.
— Não pode passar pela nossa cabeça que isso ocorra nas nossas escolas. De certo modo, é um ato de terrorismo — disse Sarney, para quem o governo deve passar a dar mais atenção à questão da segurança nas escolas.
Fonte: jornal do senado