ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSPUMC, NESTE SÁBADO 04/O7 AS 09h NA SEDE SOCIAL DO SINDSPUMC

20 março, 2014

Barragem Armando Ribeiro Gonçalves aumenta seu nível d’água em 29 centímetros


A informação é do Blog de Jarbas Rocha. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves está na cota 42,85 e isso corresponde a 798,920 metros cúbicos d’água. Em porcentagem 33,02%. De sábado (15) até esta quinta-feira (20),  a barragem  já aumentou 29 centímetros.
Gilv@n Vi@n@

19 março, 2014

SINTE/RN decide por indicativo de suspensão de greve

Em assembleia realizada na manhã de hoje(19) a categoria deliberou pelo indicativo de suspensão de greve para a próxima sexta-feira. Com isso, a previsão é que as aulas sejam retomadas já na próxima segunda-feira, dia 24.
A categoria comemorou o envio para a Assembleia Legislativa, do projeto que acaba com o prejuízo financeiro para os professores que avançam na formação acadêmica. No entanto, o não cumprimento da determinação judicial que obriga o governo a repor os salários descontados ilegalmente, motivou o adiamento do encerramento da greve, o que deverá depois de amanhã, com a recuperação da parcela salarial retida pelo governo.
O coordenador geral do Sinte-RN, José Teixeira explica que a cautela da categoria é fruto do descrédito no governo. Ele lembrou ainda que o desconto ilegal causou prejuízos materiais e morais nos profissionais atingidos. “A categoria já foi tão enganada que agora está cautelosa. Exigiu a certeza do cumprimento da determinação para por fim ao movimento”, explicou Teixera.
Depois da Assembleia, vários manifestantes liderados pela diretoria do SINTE-RN, seguiram em passeata até a Assembleia Legislativa para pressionar pela aprovação dos projetos do Governo em caráter de urgência. Através da mediação do deputado Fernando Mineiro, as lideranças entraram em acordo para votar o projeto já na sessão de amanhã.
Gilv@n Vi@n@

RN

Vereador em Mossoró, mas com história familiar germinada no Alto Oeste, o advogado  Tomaz Neto (PDT) avisa que vai entrar na luta para salvaguardar a vida dos jumentos em Apodi.
Posta-se fervorosamente contra a proposta do Ministério Público naquele município, de viabilizar o abate de animais para consumo humano (veja reportagem no UOL AQUI).
- O jumento é nosso irmão, já diz uma música consagrada por Luiz Gonzaga. Na própria Bíblia ele tem relevância, transportando Maria e Jesus. Não é possível que esse animal que tanto serviu e serve ao nordestino, agora seja condenado à morte – protesta.
Tomaz Neto assegura que vai entrar com uma espécie de “habeas corpus preventivo”, em defesa desses animais.
Seria um habeas “Equus Asinus” (nome científico do jumento), digamos assim.
Acostumado a tratar todos os seus interlocutores de forma jocosa, com o epíteto de “jumento”, Tomaz solta larga gargalhada quando provocado em relação a essa peculiaridade:
- É um jeito de mostrar camaradagem e intimidade com todos, mas a defesa do jumento é uma luta bem mais firme e séria – afirma.
Gilv@n Vi@n@

Mossoró

O diretório municipal de Mossoró do Partido Comunista do Brasil (PC do B) marcou para o dia 6 de abril a convenção que lançará oficialmente a sigla com candidatura própria à eleição suplementar de Mossoró.
A data foi definida durante encontro que reuniu lideranças do partido no sábado, 15.
O local da convenção não foi antecipado à imprensa.
O PCdoB deverá apresentar o nome de Gutemberg Dias, seu presidente local, como candidato a prefeito.
Ele foi candidato a vereador em 2012 e a vice-prefeito de Renato Fernandes (PR), em 2008.
O pleito que escolherá o próximo prefeito e vice da cidade está agendado para o dia 4 de maio.
O partido é o primeiro a anunciar data à sua convenção.
Gilv@n Vi@n@

Estado

Um ato público na manhã desta quarta-feira (19) vai marcar o início da greve dos servidores estaduais da saúde. A passeata vai se concentrar no Hospital Walfredo Gurgel e segue para a sede da Governadoria.
De acordo com o Sindicato dos Servidores da Saúde, a paralisação nas atividades é uma resposta dos servidores diante da quebra do acordo da greve de 2013 e da piora das condições de trabalho e aumento da sobrecarga nos hospitais. “Há quatro meses estamos esperando o envio do Projeto de Lei para a Assembleia Legislativa, com a tabela do nosso plano de cargos, sem respostas”, afirma Simone Dutra, coordenadora-geral do Sindsaúde-RN.
A partir desta quarta, serão mantidos apenas o percentual mínimo nos serviços, respeitando a legislação de greve. Na quinta-feira (20), os servidores irão até a Assembleia Legislativa, para cobrar o envio e a aprovação urgente do Projeto de Lei. No mesmo dia, às 15h30, haverá uma audiência com o secretário de Saúde, Luiz Roberto Leite Fonseca, onde serão discutidos os pontos de pauta que dizem respeito apenas à Sesap.
Além da aprovação do projeto e de sua implantação nos prazos acordados, categoria exige a redução da sobrecarga de trabalho e do déficit de profissionais. Segundo o sindicato, o Walfredo Gurgel necessita de 256 técnicos de enfermagem para completar o quadro.
A pauta exige ainda o não fechamento dos hospitais do interior, reajuste salarial de 12%, implantação da tabela de qualificação e a garantia dos direitos dos municipalizados.
Gilv@n Vi@n@

Governo do Estado

Em relação às informações de que o Governo Rosalba teria maquiado dados de investimentos em Educação, incluindo o pagamento da folha dos inativos e pensionistas na conta dos 25% da receita investidos na Educação, a Secretaria de Estado da Educação esclarece que:
Os governos passados descumpriram a legislação relativa ao financiamento da Educação, no que diz respeito ao pagamento dos inativos e pensionistas da Educação com recursos da receita dos 25%. Destaca-se que tal fato era do conhecimento dos órgãos de controle e tinham também a anuência das figuras políticas que só agora expõem o assunto;
Esses governos se confiaram no conforto financeiro que representa pagar os encargos dos inativos com os recursos carimbados da Educação, quando deveriam pagar os encargos com os recursos da Previdência Estadual. Em um primeiro momento, muitos Estados também usaram dessa prerrogativa, mas se organizaram para cumprir a legislação em seguida;
No Rio Grande do Norte, somente no Governo Rosalba essa desoneração começou a ser feita, ainda em 2011, de forma planejada, em acordo com o Tribunal de Contas do Estado. Com isso, além da migração do pagamento de aposentados e pensionistas para a Previdência Estadual, todos os encargos financeiros com as novas aposentadorias também passaram a ser pagos pelo IPERN (Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte);
Logo, a Secretaria de Estado da Educação entende que uma provocação que pretende ser danosa à imagem da gestão termina revelando a seriedade, a coragem e o respeito do Governo Rosalba para com o recurso da Educação em todas as suas dimensões. É mais uma ação importante que comprova o quanto o Governo Rosalba está empenhado em corrigir a Rota da Má Gestão Publica dos governos passados no âmbito da Educação.
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DA CULTURA
Gilv@n Vi@n@

Mossoró

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RN), Subseccional de Mossoró e Seccional do RN, solicitou a criação de um Juizado Especial da Fazenda Pública em Mossoró.
Hoje, a cidade conta com uma única Vara da Fazenda que acumula mais de 14 mil processos. É nela que se diz o direito em pedidos de medicamento, por exemplo. Com o atraso, vidas estão correndo risco.
A situação é insanável da forma como está há vários anos.
Quem paga é o jurisdicionado, o cidadão comum, principalmente.
Gilv@n Vi@n@

Direção do SINAI reclama má gestão do IPERN


IPERN acusada de má Gestão
A direção do Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do Rio Grande do Norte (SINAI) e os servidores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN) realizarão um ato político nessa quarta-feira (19), às 7h, na Sede do instituto.
E a pauta do movimento é contra a má gestão do IPERN e a exoneração da Sub Coordenadora de Recursos Humanos, servidora do quadro efetivo do instituto. Segundo informações, o desligamento  do cargo se deu sem aviso prévio e devido a discordâncias entre a servidora e a direção.
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TJ/RN vai apurar conduta de desembargador


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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ/RN), em sessão administrativa extraordinária realizada nesta terça-feira (18), decidiu pela instalação de Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta do desembargador Dilermando Motta, no interior da padaria Mercatto em 29 de dezembro.
E o incidente resultou na abertura de investigação preliminar aberta pelo presidente do TJ potiguar, desembargador Aderson Silvino, em 7 de janeiro. Durante a sessão, os 13 magistrados de segunda instância presentes a sessão, incluindo o presidente que é relator do processo, votaram unanimamente pela abertura do procedimento, que é regido pela Resolução 135/2011 do Conselho Nacional de Justiça.
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Assessoria diz que Wilma de Faria só anuncia candidatura em abril


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Do Jornal de Hoje – O PMDB deve oficializar no próximo dia 28 o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), candidato a governador do Rio Grande do Norte pelo partido. A intenção do PMDB é, neste dia, em evento agendado no Praia Mar Hotel, em Ponta Negra, anunciar a chapa completa, com Henrique para o governo, o deputado federal e presidente do PR para vice-governador, e a vice-prefeita de Natal, e ex-governadora do Estado, Wilma de Faria, para o Senado. Porém, Wilma não confirma a data.

Segundo sua assessoria, o prazo para a ex-governadora anunciar seu projeto para 2014 continua sendo abril, data posterior à pretendida pelo PMDB. Assim, diferentemente do previsto pelo PMDB, Wilma mantém em suspense a possibilidade de disputar o cargo de governadora novamente, já que o único empecilho a esse projeto seria o fato de que o ministro da Previdência, Garibaldi Filho (PMDB), poderia concorrer contra ela ao governo.
“Não existe data nenhuma. Wilma confirma que só anuncia em abril. Não tem data fechada. Admite apenas que o diálogo com o PMDB avançou”, afirmou a assessoria de Wilma, autorizada por ela. A ex-governadora, entretanto, participa ativamente das articulações lideradas pelo PMDB no Estado. Essas articulações visam que o palanque da união dos Alves com os Maias (Henrique, João e Wilma) contaria com uma ampla coalizão de partidos em apoio.
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Lula compara Eduardo Campos a Fernando Collor


Da Folha – Ao falar com empresários na semana passada, no Paraná, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou uma das abordagens que deve ser adotada pela campanha governista na corrida pelo Palácio do Planalto neste ano. O petista comparou, de maneira indireta, o pré-candidato de oposição Eduardo Campos (PSB) ao ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Num almoço com empresários, Lula enfatizou a necessidade de manter as políticas de governo por mais quatro anos, dizendo que Dilma Rousseff é a mais preparada para essa missão. Nesse contexto, falando sobre como seria ruim haver uma interrupção, declarou: “A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem”¦ e nós vimos o que deu“.
Vários dos presentes entenderam a frase como uma comparação entre Fernando Collor de Mello e Campos. Em 1989, Collor era apenas conhecido como governador de Alagoas. Era jovem, pregava renovação e ganhou o Palácio do Planalto. Depois, sofreu um processo de impeachment e o país passou por severa crise econômica. Hoje, Campos também é um político pouco conhecido. Governa um Estado do Nordeste (Pernambuco) e se apresenta como o jovem que vai renovar a política.
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Governo cede à pressão de aliados e abre mão de nacionalização de centros de dados


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Para evitar uma nova derrota na Câmara, o governo recuou ontem em sua proposta para o Marco Civil da Internet e vai retirar a exigência de nacionalização dos centros de dados dos usuários. Essa era uma das medidas defendidas pela presidente Dilma Rousseff como forma de responder às notícias de espionagem dos EUA contra autoridades brasileiras.
Com o recuo, antecipado no sábado pela coluna Painel, da Folha, os articuladores do Planalto afirmam que pretendem votar o projeto hoje, mas aliados dizem que, como ainda há arestas a aparar, deve ocorrer um novo adiamento. O marco é considerado uma espécie de Constituição da rede, estabelecendo princípios, garantias, direitos e deveres no uso da internet. O relatório do deputado Alessandro Molon (PT-RJ) determinava que decreto do Executivo regulamentaria a obrigação de empresas como Google e Facebook manterem no país estrutura de armazenamento de dados de usuários.
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Distrito Federal vai apurar doações feitas a José Genoino

O governo do Distrito Federal afirmou que vai apurar se moradores locais que doaram dinheiro à campanha promovida pela família de José Genoino para quitar multa do ex-presidente do PT com a Justiça devem impostos.
A defesa de Genoino diz que todos os documentos relativos às doações estão à disposição da Justiça. A campanha arrecadou mais de R$ 700 mil para quitar multa de R$ 667,5 mil imposta a Genoino devido à sua condenação no processo do mensalão.
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TSE lança nesta quarta campanha para incentivar maior participação da mulher na política


Com o objetivo de estimular uma maior participação das mulheres nas principais decisões do país por meio do aumento da representação feminina na política brasileira, valorizando a questão da igualdade de gênero, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançará nesta quarta-feira (19) a campanha “Mulher na Política”. A iniciativa, que terá o slogan “Faça parte da política” e o hashtag “#vempraurna”, será lançada em sessão solene no Plenário do Senado Federal, às 12h.
A solenidade, aberta ao público, contará com a presença dos presidentes do TSE, ministro Marco Aurélio, do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, além de representantes das bancadas femininas do Congresso Nacional, de autoridades dos Três Poderes, jornalistas e cidadãos em geral.
Na opinião do ministro Marco Aurélio, embora a legislação vigente determine a reserva de vagas de no mínimo 30% e no máximo 70% para cada gênero no que se refere às candidaturas, “é preciso que o formal se transforme em realidade, ou seja, que os partidos políticos estejam sensibilizados para realmente escolherem candidatas que tenham chances de vencer e não candidatas simplesmente formais, para constarem e atender-se à exigência legal”. “Em boa hora há esta campanha.
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19 de março dia de São José

Biografia

A Paternidade

Os Evangelhos e a Sagrada Tradição Apostólica afirmam que o verdadeiro genitor de Jesus é Deus Pai: Maria, já tendo sido prometida em casamento a José, concebeu miraculosamente, sem que houvesse tido relações maritais com ninguém, por intermédio do Espírito Santo. Para o casal, tratou-se de um momento dramático, uma vez que, quando tomou ciência de que a esposa estava grávida de um filho que não era seu, José sentiu-se decepcionado e resolveu romper com ela, mas sem expô-la publicamente. O evangelista Mateus assim relata o episódio:
“A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo.”
No entanto, após uma experiência mística num sonho, no qual um Anjo lhe aparecera, voltou atrás e reconheceu legalmente o Menino Jesus como seu legítimo filho.
“Eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em um sonho, dizendo: 'José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados'. (...) José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em sua casa sua mulher.”
— Idem, I,21-24, Bíblia de Jerusalém,
Tendo assumido a guarda do menino, José ficou conhecido como suposto pai de Jesus4 . O evangelista São Lucas relata esse título:
“Ao iniciar seu ministério, Jesus tinha mais ou menos trinta anos e era, conforme se supunha, filho de José.”
— Evangelho segundo Lucas, III,23, Bíblia de Jerusalém,

A profissão


São José, o Carpinteiro, deGeorges de La Tour, 1640.
A profissão de José é mencionada pelo evangelista Mateus quando afirma, no capítulo XIII e versículo 55 de seu evangelho, que Jesus era filho de um tektōn (τέκτων): termo grego que costuma receber várias interpretações. Ainda que a tradição lhe atribua estritamente a profissão de carpinteiro, o fato é que o título grego é genérico, sendo usado para designar os trabalhadores envolvidos em atividades econômicas ligadas à construção civil. Outras vertentes costumam considerar José como sendo um canteiro, ou seja, um operário que talhava artisticamente blocos de rocha bruta.
Os evangelhos reivindicam que Jesus, antes de iniciar sua vida pública, desempenhou a profissão do pai. O primeiro evangelista que atribui-lhe o título é São Marcos, que refere-se a Jesus como "o Carpinteiro", no capítulo VI, versículo 3 da sua narrativa sinótica que relata uma sua visita aNazaré na qual seus compatriotas chamavam-no ironicamente pela profissão para desqualificá-lo como pregador. Mateus, por sua vez, retoma o mesmo episódio na sua versão do evangelho, mas com uma variante:
“Não é o filho do carpinteiro? Não se chama a mãe dele Maria e os seus irmãos Tiago, José, Judas e Simão?”
— Evangelho segundo Mateus, XIII, 55, Bíblia de Jerusalém,
A tradicional tradução da expressão grega tektōn por carpinteiro se deve ao fato de que os Padres da Igreja e a própria Vulgata de São Jerônimoversavam-na para o nominativo latino făbĕr, fabri: termo que denota o artesão.

A genealogia e vida pré-matrimonial

As notícias dos evangelhos sinóticos sobre São José são escassíssimas. Lucas e Mateus narram episódios cristocêntricos em que o carpinteiro está envolvido, dizendo que José era descendente do rei Davi e residia no pequeno povoado de Nazaré; João apenas o menciona como membro da Sagrada Família5 ; ao passo que Marcos sequer cita expressamente seu nome.
As versões dos dois evangelistas que pormenorizam a árvore genealógica de Jesus divergem no que se refere a quem teria sido o pai de José:
“Jacó gerou José, o esposo de Maria da qual nasceu Jesus chamado Cristo.”
— Evangelho segundo Mateus, I, 16, Bíblia de Jerusalém,
“Ao iniciar seu ministério, Jesus tinha mais ou menos trinta anos e era, conforme se supunha, filho de José, filho de Eli.”
— Evangelho segundo Lucas, III, 23, Bíblia de Jerusalém,
A teologia protestante tenta elucidar essa discrepância, afirmando que Lucas, na verdade, estivesse registrando a genealogia de Maria, ao passo que Mateus, esse sim, a de José6 . Segundo esta vertente, Mateus segue a linhagem de José segundo a lei, remontando a Salomão, filho de Davi; Lucas, por sua vez, estaria seguindo a linhagem consanguínea de Jesus, por meio de Maria, esposa de José, mencionando Natã, filho de Davi. Como não havia designação própria para genro7 , José teria sido considerado um filho de Eli por ter se casado com Maria, filha de Eli. A interpretação é compartilhada pela Igreja Católica, cuja tradição considera ser Eli (Eliaquim ou Joaquim) o pai de Maria8 .

Mosaico na cúpula sul da Igreja de São Salvador em Chora de Istambul, agregando os alegados filhos de S. José à genealogia de Cristo Pantocrator.
Se por um lado os evangelhos canônicos são reticentes em relação ao carpinteiro de Nazaré, os apócrifos oferecem detalhes interessantes, especialmente o Protoevangelho de Tiago, escrito provavelmente no ano de 150 que afirma que José era originário deBelém e, antes do matrimônio com a Virgem Maria, teria se casado com uma mulher com quem teve seis filhos: quatro homens (Judas, José, Tiago e Simão) e duas mulheres (Lísia e Lídia). No entanto, teria ficado viúvo bem cedo e com os filhos para educar. A Igreja Ortodoxa acolhe esta versão, retratada nos mosaicos da Igreja de São Salvador em Chora de Constantinopla, ainda que a Igreja Católica rejeite essa tradição.
De acordo com os apócrifos, José, já em idade avançada, se uniu a um grupo de homens celibatários da Palestina, todos descendentes de Davi, reunidos por pregadores provenientes de Jerusalém. O sacerdote Zacarias teria ordenado que todos os filhos da estirpe real fossem convocados para disputar o matrimônio com a Virgem Maria, futura Mãe de Jesus, à época com doze anos e que vivera por nove anos no Templo de Jerusalém. Por indicação divina, estes homens castos conduziram até o altar o seus cajados, dentre os quais Deus faria florir o do escolhido: José foi o escolhido. Hesitante no começo devido a grande diferença de idade, foi admoestado por Zacarias a se submeter à vontade divina, acolhendo a moça em sua casa.

A vida familiar em Nazaré

Os evangelhos resumem em poucas palavras a infância de Jesus, um período aparentemente normal, durante o qual, na oficina de José, o menino se preparava para a sua missão. Apenas um momento escapa a essa normalidade e é descrito por Lucas. Quando Jesus tinha 12 anos, José levou-o juntamente com Maria em peregrinação até Jerusalém para as festividades da Páscoa. Transcorridos, porém, os dias da festa, enquanto voltava para casa, Jesus ficou na Cidade Santa, sem que José e Maria percebessem. Depois de tê-lo procurado por três dias entre a multidão de peregrinos, foram finalmente encontrá-lo no templo, discutindo as Escrituras com os doutores da Lei. De acordo com o evangelista Lucas, sua mãe o repreendeu, falando-lhe da preocupação que afligiu-a assim como ao marido. Jesus, por sua vez, afirma ter Deus por Pai, na presença de José.
“Ao vê-lo, ficaram surpresos, e sua mãe lhe disse: 'Meu filho, por que agiste assim para conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos'. Ele respondeu: 'Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?'”
— Evangelho segundo Lucas, II, 48-49, Bíblia de Jerusalém,
No entanto, ainda que tivesse ciência de que José não fosse seu genitor, o adolescente Jesus comportava-se diante dele como um verdadeiro filho, respeitando-o. É o que confirma o trecho subsequente da mesma narrativa de Lucas.
“[Jesus] Desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, conservava a lembrança de todos esses fatos em seu coração.”
— Idem, II, 51, Bíblia de Jerusalém,

A morte


A morte de São José representada num vitralinferior na Igreja de São Austremônio de Clermontem Issoire.
Quando Jesus começou sua vida pública aos 30 anos, muito provavelmente José já era morto. De fato, sua presença não é mencionada depois do segundo capítulo de Lucas. Soma-se à suposição o fato de que, quando Jesus é crucificado, este confia Maria ao seu discípulo amado, o qual, segundo o evangelista João, "A partir dessa hora, a recebeu em sua casa"9 : uma preocupação que não teria sentido se José ainda fosse vivo.
Os livros canônicos mantêm-se silenciosos em relação ao término da vida de José. Há, contudo, livros apócrifos que relatam como teriam sido as horas derradeiras do pai adotivo de Jesus. Um exemplo é a narrativa apócrifa História de José, o Carpinteiro, escrita entre os séculos VI-VII, e que descreve detalhadamente o falecimento do santo. Segundo o escrito, composto em língua copta, José morreu no dia 26 do mês egípcio de epip (20 de julho no calendário gregoriano), aos 111 anos, gozando sempre de ótima saúde, "com todos os dentes intactos", e trabalhando até seu último dia 10 . Avisado por um anjo sobre a eminente morte, vai ao Templo de Jerusalém adorar a Deus e, no retorno, contrai uma doença fatal que o faz sucumbir. Extremado em seu leito, envolto pelo temor da morte, só encontra consolação em Jesus, o único que consegue acalmá-lo. Circundado pela esposa e pelos filhos de um primeiro casamento, sua alma é arrebatada pelos Arcanjos Miguel e Gabriel e conduzida ao Paraíso.
“Nenhum dos que rodeavam José havia percebido a sua morte, nem sequer minha mãe Maria. Eu confiei a alma do meu querido pai José a Miguel e a Gabriel, para que a guardassem contra os raptores que saqueiam pelo caminho e encarreguei os espíritos incorpóreos de continuarem cantando canções até que, finalmente, depositaram-no junto a meu Pai no céu.”
— História de José, o Carpinteiro, XXIII,
De acordo com o apócrifo, o próprio Jesus teria banhado e ungido com bálsamo o corpo de José, pronunciando sobre ele uma bênção. Não se sabe ao certo onde se encontram os restos mortais de São José. Nas crônicas dos peregrinos que visitaram a Palestina, se encontram algumas indicações acerca do sepulcro do santo. Duas delas apontam Nazaré e outras duas, Jerusalém no Vale do Cédron. Não existem, no entanto, argumentos consistentes que respandem nenhuma das alegações.

São José segundo os Escritos Patrísticos

O escopo principal dos primeiros teólogos cristãos é o de libertar a figura do santo das várias devoções populares e das heresias provenientes de livros apócrifos e chegar assim, por meio do estudo dos evangelhos, a um acurado exame da genealogia de Jesus, do matrimônio de José e Maria, e da constituição da Sagrada Família. Estes três momentos essenciais são recorrentes em suas pesquisas. Às vezes, se acrescentam também reflexões cristológicas, para poder interpretar certas hipóteses que se referem à lei do matrimônio, à justiça de José, e o valor dos seus seus sonhos, mesmo que não se consiga nunca apresentar um seu perfil biográfico.
O primeiro autor que recorda José é Justino. No Século III, Orígenes, numa homilia, quis evidenciar que "José era justo e a sua virgem era sem mancha. A sua intenção de deixá-la se explica pelo fato de ter reconhecido nela a força de um milagre e um mistério grandioso. Para aproximar-se disso, ele se considera indigno". No Século IV, é a vez deCirilo de Jerusalém, Cromácio de Aquileia e Ambrósio de Milão ponderarem sobre a virgindade perpétua de Maria, sobre o matrimônio de José com ela, e sobre a verdadeira paternidade de seu esposo. Por exemplo, Cirilo de Alexandria propõe uma discussão na qual tenta debater a paternidade de José, ligando-o à figura de Santa Isabel.

Segundo Cromácio

De São Cromácio, restam 18 sermões que retomam os primeiros capítulos do evangelho de Mateus. Ele afirma: "Não por acaso Mateus procura assegurar que Cristo Senhor nosso é descendente tanto de Davi quanto de Abraão, já que tanto José quanto Maria trazem em sua origem a linhagem de Davi, isto é, tem uma origem real".
No terceiro sermão, Cromácio se dedica a um profundamento teológico da narrativa de Mateus, no capítulo I, versículos 24 e 25.

(1765-70) José Luzán. Óleo em madeira, 134 x 53 cm. Museu de Belas Artes de Zaragoza, Espanha.
“Continua a narrar o evangelista: Despertando do sono, José fez como lhe havia ordenado o anjo do Senhor e tomou consigo sua esposa, com a qual não manteve relações carnais. Ela deu à luz um filho, que ele chamou Jesus. Assim, José é esclarecido sobre o sacramento do mistério celeste mediante um anjo: José obedece de bom grado às recomendações do anjo; cheio de alegria, dá execução aos divinos comandos; por isso, toma consigo a Virgem Maria; deve estar orgulhoso das promessas que anunciam tempos novos e alegres, porque, por uma missão única, a que lhe confia a majestade divina, decide-se fazer mãe uma virgem, sua esposa, como ele tinha merecido ouvir pelo anjo. Mas há uma expressão do evangelista: 'E ele não a conheceu até que ela deu à luz um filho', que sofre uma declarações, quando gente sem critério (os hereges e os leitores dos apócrifos) questionam-na continuamente; e dizem que, depois do nascimento do Senhor, a Virgem Maria teria conhecido carnalmente José. Mas a resposta à objeção movida por eles vem tanto da fé quanto da razão: a impressão do evangelista não pode ser interpretada do modo que entendem aqueles tolos! Deus nos livre de afirmar semelhante coisa, depois de termos conhecido o sacramento de um tão grande mistério, da concepção do Senhor, que se dignou nascer da Virgem Maria. (…) Noé se impôs a abstinência do dever conjugal. Se quisermos um outro exemplo, Moisés, depois de ter percebido a voz de Deus na sarça ardente, também ele se absteve de qualquer relação conjugal pelo tempo subsequente. E seria permitido acreditar que José, que a Escritura define como homem justo, tenha tido relações carnais com Maria, depois que ela deu à luz o Senhor? A explicação do texto evangélico: 'E ele não a conheceu até que ela deu à luz um filho' é a seguinte: frequentemente a Escritura Divina atribui um prazo para as coisas que não tem prazo e determina um tempo para aquelas coisas que por si não são concluídas dentro de um determinado tempo.”
— São Cromácio, Sermão III,

Segundo Ambrósio e Agostinho

Interpretações similares podem demonstrar também em Santo Ambrósio esforça-se para apresentar José como um homem íntegro. Ele adverte que o evangelista, quando explica a imaculada conceição de Cristo, vê em José um homem justo incapaz de contaminar "Sancti Spintus templum, ou seja, a Mãe do Senhor fecundada no seio pelo mistério do Espírito Santo".
No comentário clássico do evangelho, feito pouco depois do Natal de 417 por Santo Agostinho no Sermão sobre a Genealogia de Cristo, são retomadas preciosas informações e opiniões anteriores. José é descrito como um homem autenticamente justo, tão justo que, quando supos que Maria tivesse adulterado, não quis denunciá-la nem expô-la ao público cruel. Decidiu deixá-la em discretamente, já que não apenas não queria puni-la, como tampouco acusá-la.
“Muitos perdoam as mulheres adúlteras impelidas pelo amor carnal, querendo tê-las, mesmo adúlteras, com o escopo de aproveitá-las para satisfazer a própria paixão carnal. Este marido justo, ao contrário, não quer tê-la; o seu deleite, pois, não tem nada de carnal; assim como não quer nem mesmo puni-la; o seu perdão, portanto, é unicamente inspirado pela misericórdia.”
— Santo Agostinho, Discurso 51, Concordância dos Evangelistas Mateus e Lucas em relação à Genealogia do Senhor,

"Jesus encontrado no Templo" de James Tissot .
Agostinho joga luz no significado da sua paternidade, explicando como a Escritura queira demonstrar que Jesus não nasceu pela descendência carnal de José, uma vez que ele se encontrava angustiado, porque não sabia como a esposa pudesse estar grávida. Para atestar a não paternidade de José, Agostinho cita o episódio do desaparecimento de Jesus no templo, quando este lhe diz: "Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?".
“Responde assim, porque o Filho de Deus estava no templo de Deus. Aquele templo, de fato, não era de José, mas de Deus. Como Maria dissera: "Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos", e lhe responde: "Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?". Na realidade, ele não queria fazer acreditar que fosse filho deles sem que fosse, ao mesmo tempo, Filho de Deus. Na verdade, enquanto Filho de Deus, ele é sempre tal e é criador de seus próprios pais; enquanto filho do homem, por outro lado, a partir de um dado tempo, nascido da Virgem sem consorte, tinha um pai e uma mãe.”
— Idem,
Agostinho sente, porém, a necessidade de dizer que Jesus não rejeita José como seu pai e, na verdade, sublinha como o jovem Nazareno comportava-se durante a própria adolescência submetido aos seus pais, tanto a Maria quanto a José. Para Agostinho, é muito importante explicar que a paternidade de José, visto que as gerações são contadas segundo a sua linhagem e não segundo a de Maria.
“Enumeremos por isso as gerações ao longo da linhagem de José, porque ao mesmo modo que é um casto marido, é também um casto pai.”
— Ibidem,

"São José" de El Greco.

Segundo o Pseudo-Crisóstomo e o Pseudo-Orígenes

No Século VI José aparece nas homilias do Pseudo-Crisóstomo e do Pseudo-Orígenes. Na homilia do Pseudo-Crisóstomo, José é tido como um homem justo em palavras e em ações, no cumprimento da lei e por ter recebido a graça. Por isso, mesmo pretendendo deixar secretamente Maria, ele não duvidava das suas palavras, mas uma grande angústia enchia seu coração e quando lhe apareceu o anjo, José se perguntou porque não se apercebeu antes da concepção de Maria, para que aceitasse o mistério sem dificuldades.
Também na homilia do Pseudo-Orígenes, se manifesta a intenção de refletir sobre a mensagem anterior do anjo. Ele pergunta:
“José, por que tens dúvidas? Por que tens pensamentos imprudentes? Por que meditas sem razão? É Deus que é gestado e é a Virgem quem o gesta. Nesta gestação, és tu aquele que ajuda e não aquele da qual ela depende. És o servo e não o senhor, o doméstico e não o criador.”
— Pseudo-Orígenes, Homiliae in Matthaeum, Homilia VII,
Nos últimos séculos do primeiro milênio os diversos aspectos da existência e da missão de José, procurando expor a etimologia do seu nome, a descendência davídica e, sobretudo, as mesmas realidades bíblico-teológicas.

A posição de outras religiões

Judaísmo

Os judeus admitem a existência histórica de José. No entanto, diversamente dos cristãos, acreditam que o título de "Filho do Carpinteiro", atribuído a Jesus, deva-se à sua filiação também segundo a carne. O judaísmo, portanto, não professa a concepção virginal de Jesus, mas a atribui à ação de José.
Em alguns textos hebraicos, ainda que não pertençam oficialmente à literatura rabínica, há um esforço por interpretar a figura do carpinteiro de Nazaré de modo bem diverso do tradicional. Tal é o caso do livro Toledot Yeshu, uma espécie de antievangelho, que começa sua narrativa detalhando uma alegada transgressão de "José Pandera", como é chamdo, o qual teria enganado Míriam, uma virgem prometida a outro homem, fingindo ser o esposo e seduzindo-a contra sua vontade 11 . Alguns polemistas cristãos, aliás, têm usado o Taledot desde o Século IX para inflamar a hostilidade contra os judeus.12

Islamismo

Embora os muçulmanos não neguem a existência de José, não há menção a ele no Alcorão, nem tampouco que a Virgem Maria estivesse prometida em casamento. Na teologia islâmica, Isa – nome árabe de Jesus que é respeitado no Islã como profeta – não é descendente de Davi, mas o resultado de um milagre divino.13 Assim como Adão, que não teve ascendência humana, Jesus também não teria tido nenhum homem como pai, nem tampouco sua mãe teria se casado.

Candomblé

Durante o período da Escravatura no Brasil, nas senzalas, para poderem cultuar os seus Orixás, os negros foram obrigados a usar como camuflagem altares com as imagens de santos católicos, cujas características melhor correspondiam às suas divindades africanas, e por baixo desses altares escondiam os assentamentos dos Orixás, dando assim origem ao chamado sincretismo.
No Candomblé, São José é sincretizado com Aganju, ou Xangô Aganju,14 sendo tratado como uma entidade primordial, associada à terra (em oposição à água) e às montanhas e vulcões.
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