ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSPUMC, NESTE SÁBADO 04/O7 AS 09h NA SEDE SOCIAL DO SINDSPUMC

07 dezembro, 2011

Comissão aprova 50% de fundo do Pré-sal para educação e ciência

Texto que previa recurso só para ensino básico agora contempla áreas de ciência e tecnologia. Projeto passará por mais uma votação

      Com a presença de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (6), por unanimidade, o projeto de lei que destina às áreas de educação e de ciência e tecnologia metade dos recursos do Fundo Social. Criado no final do ano passado, o Fundo Social tem entre as suas principais fontes de receita os recursos do petróleo retirado da camada pré-sal.

      Texto que havia sido aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura determina um mínimo de 50% dos recursos do Fundo Social para programas e projetos de desenvolvimento da educação pública (básica e superior). Mas emenda apresentada pelo relator na CE, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), incluiu ainda a área de ciência e tecnologia. Na versão aprovada nesta terça-feira, desses 50%, no mínimo 70% terão de ser destinados à educação básica; 20% para a educação superior; e 10% para ciência e tecnologia.

      Segundo Antonio Carlos Valadares, a destinação de recursos mais expressivos para a educação é coerente com as metas fixadas pelo Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, cujo texto do relatório para aprovação na Câmara foi protocolado na segunda-feira em comissão especial. Dentre elas estão: ampliar o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do País e universalizar o acesso à educação.

     O autor do projeto, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), lembra que a destinação de metade do Fundo Social à educação já estava prevista na lei que o criou, mas acabou vetada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

      "Toda inspiração da criação da do Fundo Social do Pré-sal estava vinculado quase que unicamente à educação. Se conseguirmos 50% para educação e ciência e tecnologia nós ajudamos todas as outras áreas", disse Inácio Arruda.

   Já o senador Wellington Dias elogiou a iniciativa e se posicionou favorável à proposta, mas alegou que os percentuais sugeridos talvez sejam revistos pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde o projeto será votado em decisão terminativa. 

    "Estamos falando aqui de metade de US$ 1,5 trilhão para a educação. Não precisa desses recursos, por maiores que sejam as despesas, só para a educação. É um montante considerado muito elevado", disse o parlamentar.

Fonte: Agência Câmara
Gilv@n Vi@n@

Senadores aprovam reforma do Código Florestal, que agora volta para a Câmara

Os relatores Luiz Henrique e Jorge Viana (sentados) apresentam o texto-base do código a Blairo Maggi e Aloysio Nunes: equilíbrio entre a preservação e as atividades econômicas
Depois de mais de seis horas de debate, o Plenário aprovou o novo Código Florestal (PLC 30/11). O texto busca equilíbrio entre a preservação de vegetação nativa e as atividades econômicas, tanto no campo quanto nas cidades, e agora volta à Câmara para definição até o fim do ano.
O texto-base de Luiz Henrique (PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC) foi aprovado por 59 votos a favor e 7 contrários. De 78 emendas, Viana acolheu 26, a maioria referente a mudanças de redação. Quatro destaques foram rejeitados.
O novo código estabelece disposições transitórias — para contemplar as "áreas consolidadas", que são áreas de preservação permanente (APPs) em que há atividades — e permanentes, com critérios a serem seguidos a partir de 22 de julho de 2008, data da publicação do Decreto 6.514, que define penas da Lei de Crimes Ambientais. 
Fonte: senado.gov.br
Gilv@n Vi@n@

06 dezembro, 2011

O PAÍS DOS JOVENS E EXCLUÍDOS

"Há tempos são os jovens que adoecem..."
Legião Urbana



Enquanto o país segue o discurso de que estamos crescendo e desenvolvendo a economia, uma parcela da população, os jovens, parece que não vem fazendo parte da inclusão nesse tão propalado desenvolvimento econômico que promova o crescimento social com valorização da pessoa humana, Segundo relatório da Unicef, 3,7 milhões de brasileiros entre 12 e 17 anos vivem em situação de extrema pobreza.
No Brasil, a pobreza e a miséria têm rosto de criança e adolescente. É o que constatou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em relatório divulgado nesta semana. A partir de dados oficiais, a entidade chegou à conclusão que houve uma piora no indicador entre brasileiros de 12 a 17 anos: de 2004 a 2009, o percentual de adolescentes vivendo em famílias extremamente pobres cresceu de 16,3% para 17,6%.
"O problema não é o adolescente, e sim a violação constante dos seus direitos. O principal desafio é quebrar o ciclo infernal da pobreza", avalia a representante da Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier. A situação fica ainda mais alarmante se levarmos em conta que o país vive o ápice da juventude. O Brasil nunca teve e não voltará a ter tão grande população de adolescentes nasua história, segundo o Unicef - são 21 milhões de pessoas, o equivalente a 11% da população brasileira.
Gente como Tatiane Correa, 15 anos, que mora com os pais e três irmãos no Varjão (DF). A estudante e a família sobrevivem com uma renda de R$ 700 e limitações que vão além da questão financeira. "Até comprei uma bicicleta, mas eles só andam aqui perto e têm hora para voltar", diz Michele Correa, 33 anos. A mãe dos adolescentes tenta mantê-los por perto, longe da droga e da violência.
De acordo com o relatório do Unicef, os jovens que moram nas comunidades populares dos grandes centros urbanos enfrentam mais um cotidiano marcado por dificuldades. São quase 6 milhões vivendo nas 10 maiores regiões metropolitanas do país, incluindo o DF. Entre eles, cerca de um terço é pobre ou muito pobre. "Eles acham que a juventude está perdida e nos deixam de lado", queixa-se Tatiane Correa. O irmão mais novo, Ricardo,13 anos, se apega a um sonho para mudar a realidade em que vive: ser jogador de futebol.
Segundo o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rômulo Paes, o aumento de adolescentes na extrema pobreza pode ser explicado pelo crescimento populacional. "O efeito demográfico fez com que uma faixa muito numerosa da população aumentasse o grupo de adolescentes. Mas essa massa populacional aumentou sem alteração da massa de rendimentos, que só vai mudar com a inserção no mercado de trabalho." A pasta tem o objetivo de retirar 16,2 milhões de brasileiros da extrema pobreza até 2014 por meio do Plano Brasil sem Miséria.
Fonte: DN online
Gilv@n Vi@n@

Para 87% dos pesquisados, Justiça demora a finalizar processos

Pesquisa feita pelo CNJ também mostra que a espera em filas e o atendimento lento também é mal avaliado por 63,3%

A lentidão é o maior problema da Justiça na opinião de seus usuários, segundo pesquisa inédita divulgada nesta segunda-feira (5) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para 87% das 18,7 mil pessoas que responderam ao questionário, disponível desde setembro na página do conselho, a Justiça tem dificuldade para terminar os processos dentro de um prazo razoável - 56,7% acreditam que isso nunca ocorre, enquanto 30,3% responderam que o desfecho é rápido em poucas vezes. Apenas 10% acreditam que a Justiça é rápida com frequência, e 3% responderam que isso acontece sempre.
Participaram da pesquisa advogados (46,5%), partes em processos (33,7%), estagiários de direito (7,9%), advogados públicos, defensores e membros do Ministério Público (1,7%) e outras categorias não especificadas, como pesquisadores e eleitores (10,2%). A maioria das respostas (77%) diz respeito à varas de primeira instância, sendo que a Justiça Estadual foi a que teve o maior número de respostas (68%).
A pesquisa também mostra que as críticas ao Judiciário não se limitam à sua morosidade. Outro item mal avaliado é a espera em filas e o atendimento lento, opinião de 63,3% dos usuários, enquanto 62,7% reclamam que as audiências não são realizadas no horário. Para 60,7% dos participantes, os servidores não têm atenção e interesse em atender quem necessita da Justiça, e 59,6% acreditam que os funcionários não esclarecem corretamente dúvidas sobre o serviço. Nesses casos, no entanto, a avaliação negativa "poucas vezes" foi a mais citada entre os internautas, enquanto a resposta "nunca" foi a maioria no item que tratou sobre a agilidade na tramitação dos processos.
As avaliações positivas ficaram com itens relativos ao espaço dos órgãos judiciais. A maioria reconhece que as unidades de Justiça são limpas e organizadas (71,3%), que é fácil encontrar os setores procurados (65%) e que o ambiente é adaptado para pessoas com deficiência (54,6%). Além disso, as inovações para facilitar o acesso à Justiça, como internet e o sistema de Justiça itinerante, foram identificadas por 77,6% dos internautas.
A pesquisa identificou participantes de todas as unidades da Federação, embora em quantidades mais representativas nos estados mais populosos - mais de 50% das respostas são de São Paulo, Pernambuco, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. No Amapá, apenas dez pessoas responderam ao questionário.
O diretor de Gestão Estratégica do CNJ, Fabiano de Andrade Lima, ressaltou que é preciso ter filtros para analisar os resultados, uma vez que a participação era voluntária. "Vamos enviar para os tribunais os resultados gerados para que aprofundem o diagnóstico e proponham ações para sanar os problemas”, explicou. O CNJ irá monitorar as ações para melhoria do atendimento em uma nova pesquisa no ano que vem.
Fonte: Agência Brasil
Gilv@n Vi@n@

Após vender 1 milhão, Paula Fernandes diz: 'A responsabilidade aumenta'

Cantora lançará no início de 2012 o sucessor do CD e DVD "Paula Fernandes ao Vivo", sucesso de vendas; leia entrevista

Paula Fernandes
Em tempos de crise na indústria fonográfica, a vender um milhão de discos parece uma marca impossível. Mas Paula Fernandes conseguiu.
Seu mais recente trabalho, "Paula Fernandes ao Vivo", ultrapassou a barreira do milhão em agosto, somando CDs e DVDs. Num cenário em que 50 mil cópias já garantem um disco de ouro, 150 mil um de platina e 250 mil um de diamante, os números da cantora são um feito e tanto. Mas ela encara o sucesso com naturalidade.
"Só tenho a agradecer a todos que adquiriram meus CD e DVD originais. Provamos que é possível vencer a pirataria com talento", afirma a artista ao iG. Ela classifica o sucesso como "um marco" e também "um momento único". E reconhece que esse um milhão aumentou a pressão em relação ao seu próximo trabalho.
"Com certeza a responsabilidade aumenta", afirma. No momento, ela já está trabalhando na produção de seu novo disco. Mas, por enquanto, prefere não adiantar detalhes sobre ele. Repertório e participações ainda são mantidos em segredo. "Esperamos que ele também seja recebido com muito carinho por todos", resume.
Apesar do mistério, ela deixa escapar uma possível data de lançamento. "O novo álbum está previsto para sair já no início de 2012", revela. Enquanto o novo disco não sai, é possível ouvir a voz de Paula Fernandes no novo álbum da dupla Victor e Leo, "Amor de Alma". Ela canta com os dois na faixa "Sonhos e Ilusões".
"Eles são uns queridos", diz a artista sobre o duo, de quem ela é amiga há dez anos. "Sou muito fã da dupla e foi uma honra fazer parte deste projeto maravilhoso", conta. Victor também é só elogios à cantora. "Ela já gravou algumas músicas nossas e, quando escutou 'Sonhos e Ilusões', deu a entender que queria gravar também. Aí eu falei para ela: 'Tudo bem, pode gravar. Mas tem que ser no nosso disco'. Ela topou", lembra.
Paula Fernandes
Quem vê tanto sucesso nem imagina que, há alguns anos, ela quase pensou em desistir de cantar. Aos 18 anos, entrou em depressão diante da falta de perspectivas na carreira. A essa altura, ela já tinha quase uma década de vida artística. Fez seu primeiro show aos nove anos e lançou o disco de estreia aos dez.
"Não escolhi música, a música me escolheu. Aos oito anos, aprendi uma canção e mostrei para minha mãe. Ela se emocionou muito e me pediu para cantar de novo. Estou cantando até hoje", lembra. Ela encara as dificuldades passadas com serenidade. "Passei por momentos muito difíceis, mas acredito que tudo na vida tem a hora e o momento certo para acontecer", resume.
No caso de Paula, os momentos certos começaram a aparecer em 2006, quando ela gravou a música "Ave Maria Natureza" para a novela "América". De lá para cá, sua carreira veio numa ascendente. Mas o estouro nacional só aconteceu no ano passado, quando ela fez uma participação especial no especial de final de ano de Roberto Carlos.
A parceria deu origem a boatos sobre um possível namoro e uma posterior briga dos dois. Ambas as informações negadas por Paula. "Rolou uma sintonia grande, me sinto muito privilegiada. Foi um sonho. Mas não nos falamos mais depois do show. Estamos com as agendas lotadas", afirmou, na época do lançamento de seu DVD. Hoje, ela se recusa a falar sobre o caso.
Outro assunto que incomoda Paula é a tentativa de classificar sua música. Quando perguntada o que sente quando classificam seu som de sertanejo universitário ou sertanejo pop, ela responde: "Nunca gostei de rotular minhas canções. Sou uma representante da música popular brasileira".
Fonte: Augusto Gomes, iG São Paulo
Gilv@n Vi@n@

Desmatamento na Amazônia cai 11% em relação ao ano passado

Dados do Inpe mostram que 2011 teve a menor taxa de desmate desde que o registro é feito

Madeireira ao lado de área com vegetação nativa em Santarém. Pará
Entre agosto de 2010 e julho de 2011, a Amazônia perdeu 6.238 km2 de floresta de acordo com dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). A área desmatada é 11% menor que a devastação registrada em 2010, que foi de de 7 mil km².  O desmatamento registrado em 2011 foi a menor taxa anual de desmate registrada pelo Inpe, desde o início do levantamento, em 1988.
Apesar da queda, a área desmatada na Amazônia Legal em um ano ainda é maior que o Distrito Federal ou quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. De acordo com o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, quase todos os estados da Amazônia registraram queda no desmatamento entre 2010 e 2011. Apenas em Mato Grosso e Rondônia os satélites verificaram aumento das derrubadas. Mato Grosso desmatou 1.126 km² no período, aumento de 20% em relação a 2010. Em Rondônia, o Inpe registrou 869 km² de novos desmates em um ano, área o dobro da desmatada no período anterior.
No Pará, houve queda de 15% em relação a 2010, mas o estado ainda lidera o ranking anual de desmatamento, com 2.870 km² de florestas a menos entre agosto de 2010 e julho de 2011. O número é calculado pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que utiliza satélites para observação das áreas que sofreram desmatamento total, o chamando corte raso.
"É a menor taxa de desmatamento da história, desde que começou esse monitoramento. É uma taxa histórica e representativa, sinalizando que continuamos com a nossa determinação de reduzir o desmatamento na Amazônia. Ainda apresentamos resultados extremamente sensíveis em alguns Estados. O fato de Rondônia apresentar 100% de aumento é algo que precisa ser esclarecido", disse Izabella.
Segundo a ministra, o governo federal já vem dando atenção especial ao caso de Rondônia, com os resultados dos meses de agosto, setembro e outubro já sinalizando uma redução do desmatamento. Izabella disse estar "particularmente feliz" com os resultados e defendeu medidas de redução de desmatamento aliadas a estratégias de sustentabilidade e inclusão social na região. Segundo o ministro Mercadante, o governo está investindo R$ 1 bilhão em satélites que vão aperfeiçoar o monitoramento das florestas.
O governo atribui à queda do desmatamento anual às ações de fiscalização e combate, reforçadas a partir de abril, quando o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), também do Inpe, mostrou aumento significativo do desmatamento, principalmente em Mato Grosso e Rondônia.
“Os alertas do Deter desencadearam operações significativas que reduziram muito a incidência do desmatamento em Mato Grosso. Por causa dessa ação, verificamos que o desmatamento que em abril tinha indícios de que iria crescer, manteve-se por mais um ano em queda”, avaliou o diretor do Inpe, Gilberto Câmara.
De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl, somente em Mato Grosso, as operações resultaram no embargo de 38,5 mil hectares de áreas desmatadas irregularmente. Em toda a Amazônia Legal, o número chega a 79 mil hectares embargados, além de 8 mil autos de infração aplicados, 350 caminhões apreendidos e 42 mil metros cúbicos de madeira em tora apreendidos.

Plano Nacional prevê 8% de investimento do PIB para educação

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados protocolou nesta segunda-feira o relatório final do Plano Nacional de Educação que deve ser lido na terça-feira às 14h30. O documento define as estratégias para o setor para a década entre 2011 e 2020. O porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) do País destinado à Educação, que era o ponto mais polêmico, ficou fixado em 8% até o fim da década. O projeto original do governo previa 7% e as entidades de defesa da área pediam 10%.

A leitura do relatório foi agendada e adiada cinco vezes. O relator da comissão, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) chegou a declarar que o total chegaria a 8,29% do PIB na semana passada, mas ele e outros parlamentares da base foram vencidos em discussões com o governo.
Após a leitura, abre-se o prazo de cinco sessões para apresentação de novas emendas ao texto. Desde a semana passada, vários parlamentares que são membros da comissão especial criada para avaliar o plano previam que caso a meta definida pelo relator fosse inferior a 10% do PIB seriam apresentadas mais emendas para tentar aumentar o patamar de investimento. Caso seja feito algum pedido de vista ao relatório, a aprovação do projeto pode ficar para 2012 já que o recesso parlamentar começa em 22 de dezembro.
A versão original do relatório recebeu quase 3 mil propostas de emendas, um recorde do Congresso Nacional.
Principais mudanças
Entre as principais alterações está a garantia de atendimento educacional especializado para estudantes com deficiência que preferirem uma escola especializada. O ponto é polêmico, pois educadores defendem que cabe inclusão em todos os casos, mas instituições especializadas defendem que alguns estudantes perdem tempo em salas comuns.
A proposta do governo tratava somente da universalização do atendimento dos alunos com deficiência de quatro a 17 anos de idade na rede regular de ensino. O relatório de Vanhoni manteve a universalização, mas criou uma ressalva: caso não seja possível integrar esse aluno em classe comum, ele terá assegurado atendimento especial.
Outra demanda dos professores foi atendida no relatório. O projeto original trazia como meta a aproximação do rendimento dos professores àquele de profissionais de mesmo nível de escolaridade com equiparação até o fim da década. Pelo relatório, o governo terá seis anos para garantir que a renda do magistério some 80% da média dos outros profissionais. Ao final de dez anos, deverá atingir 100%.
O relatório também amplia a meta de expansão do ensino profissional técnico de nível médio. O governo propôs a duplicação dessas matrículas em dez anos. De acordo com o parecer, contudo, as matrículas serão triplicadas no mesmo período.
Já no caso do ensino em tempo integral, em que os estudantes têm aulas nos dois períodos do dia, o parâmetro de avaliação de cumprimento da meta também mudou. Pela proposta original, até 2021 deveriam ser oferecidas classes integrais em pelo menos 50% das escolas de todo o País. Segundo o documento apresentado hoje, em dez anos esse tipo de atendimento deverá beneficiar pelo menos 25% de todos os alunos da rede pública de educação básica.
Campanha comemora e critica
A Campanha Nacional pela Educação, que congrega ONGs e entidades representativas, como a União Nacional dos Dirigentes Municipais, em uma primeira análise, avalia que o projeto apresentado avança em relação ao original do governo, mas precisa de revisões. Em nota, a campanha comemora dois pontos e critica outros três.
Para o movimento, o principal avanço foi a melhoria no Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQ). O indicador foi incorporado pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) em maio do ano passado a partir de estudos feitos pela campanha com insumos como remuneração condigna dos profissionais da educação, formação continuada dos educadores, número adequado de alunos por turma, equipamentos e materiais didáticos, transporte e alimentação escolar, entre outros. 
Outro ponto enaltecido é o reforço do controle social. "Em primeiro lugar, para boa parte das metas, foram estabelecidas submetas ou metas intermediárias. Depois, foi determinada a inclusão das informações advindas das pesquisas e censos demográficos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no escopo dos dados a serem utilizados para o monitoramento do novo plano. Por último e complementarmente, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) ficará obrigado a produzir análises bienais para subsidiar a avaliação do novo PNE, que vigorará pelos dez anos imediatamente seguintes à sua aprovação", diz a nota. 
A Campanha, no entanto, avalia que há necessidade de mudanças essenciais no texto proposto pelo deputado. "A falha mais grave se dá na indeterminação de responsabilidades financeiras entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Em termos práticos, isso inviabiliza a expansão de matrículas com base em padrões de qualidade e coloca em risco a valorização dos profissionais da educação."
Também há críticas em relação a concepções pedagógicas como a questão da alfabetização até os 7 anos de idade, considerada precoce e em relação ao porcentual de investimento considerado baixo.
Veja também

Fonte: iG São Paulo
Gilv@n Vi@n@